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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Enriquecimento ambiental - comportamentos naturais à vista!

O Jardim Zoológico alberga neste momento mais de 2000 animais e 360 espécies diferentes na sua grande maioria selvagens. Sim, é verdade, apesar de estarem tão próximos de nós, no coração de Lisboa, esses animais são selvagens e nós queremos que eles assim permaneçam. Para isso existe um processo dinâmico para estimular nos animais comportamentos naturais, chamado enriquecimento ambiental.
Nas instalações são feitas mudaas com o objectivo de aumentar as escolhas dos animais e o número de comportamentos naturais de cada espécie, promovendo também assim o bem-estar animal. Outro dos objetivos do enriquecimento ambiental é evitar que os animais fiquem com comportamentos estereotipados.
Existem grandes vantagens de adaptar a instalação às necessidades comportamentais de uma espécie porque com o seu bem-estar poderá surgir a reprodução dessa mesma. Resumindo a reprodução e a percentagem de comportamentos naturais observados são dois importantes índices de bem-estar que aumentam devido a essa preocupação de fazer mudaas no interior das instalações.






A prática do enriquecimento ambiental já faz parte da rotina dos nossos tratadores, que são verdadeiros promotores do bem estar animal, e só assim se consegue atingir um verdadeiro efeito na resposta comportamental. É de notar que para que este efeito seja mantido, é necessário haver inovação e criação de novos enriquecimentos, sempre de acordo com a biologia comportamental da espécie.

Tudo isto é feito também com o intuito de preparar os animais para uma possível reintrodução na natureza como já aconteceu com algumas espécies do Jardim Zoológico.
Queres saber que animais já foram reintroduzidos? Queres saber quais os 5 tipos de Enriquecimento ambiental? Não percas as próximas publicações!

O “pai” da nomenclatura binomial

Sempre que falamos de nomenclatura binomial ou de nomes científicos estamos a usufruir de um trabalho iniciado, por um grande homem da ciência, vulgarmente conhecido, por Lineu.
Carl von Linné, latinizado Carolus Linnaeus, nasceu a 23 de Maio de 1707 em Räshult, na Suécia. O seu apelido original era Ingermarsson, no entanto o seu pai, mudou o nome para Linné em homenagem à árvore tília (lind em alemão). Em jovem idade, Lineu, evitava a escola e preferia andar no campo, vivia-se a era pré-industrial e o seu país estava repleto de animais selvagens e ar puro. Apesar do seu desinteresse pela escola, acabou por se formar em Medicina nas universidades de Lund (1727) e Uppsala (1728-1730).
Em 1735, mudou-se para a Universidade de Leiden, Holanda, onde esteve três anos e escreveu a obra que lhe trouxe notoriedade mundial, Systema naturae. Ao comparar os órgãos e as estruturas reprodutivas de plantas e animais, em 1753, formula a classificação binária em latim e classifica 5.897 espécies de plantas. Numa nova e detalhada edição do Systema naturae (1758-1759), em dois volumes, criou três sistemas de classificação, um sobre plantas, outro sobre animais e um terceiro para os minerais. Este sistema de classificação taxonómica das espécies é baseado em caracteres morfológicos, relações de evolução, genéticas, bioquímicas e feito com nomenclatura binomial. Devem-se a este cientista, vários termos técnicos, entre eles, fauna, flora e mamíferos.
Este professor, médico, botânico e biólogo naturalista, que viria a falecer em Uppsala a 23 de Janeiro de 1778, marcou sem dúvida a ciência iniciando uma nova era na classificação dos seres vivos, de tal forma que ainda hoje se mantêm as bases do seu trabalho.
Queres saber mais sobre classificação de seres vivos? Não percas as próximas publicações!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Zoo em Movimento!

O Jardim Zoológico cumpre um importante papel em matéria de EDUCAÇÃO cívica e ambiental, de CONSERVAÇÃO das espécies e de INVESTIGAÇÃO científica. A Educação é uma ferramenta essencial para conseguirmos atingir os nossos objectivos na área da Conservação.
O Programa de Educação, na sua vertente dirigida a Escolas, é reconhecido pelo Ministério de Educação por desempenhar um papel importante no âmbito da Educação Ambiental, enquanto elemento de ligação entre a Escola e o mundo real, numa perspectiva de contextualização das aprendizagens desenvolvidas na sala de aula.

Programa Educativo
 "Adaptações e comportamentos"

No período escolar são disponibilizados, de forma gratuita a todas as escolas, programas educativos desde a educação pré escolar, passando pelo ensino básico aao ensino secundário.
Sabendo que a informação é o primeiro passo para a conservação da biodiversidade, o Centro Pedagógico do Jardim Zoológico aposta cada vez mais na transmissão de conhecimento ao público. Este espaço pretende ser um meio para que os seus leitores possam alargar os seus conhecimentos e perceber em que medida o Jardim Zoológico contribui para a conservação das espécies.
Se ao inicio, o Jardim Zoológico era apenas uma exposição de animais, agora orgulhamo-nos de ser um verdadeiro centro de conservação da biodiversidade. O nosso papel ativo na conservação das espécies ameaçadas, tanto in situ (no habitat natural) como ex situ (sob cuidados humanos) tem sido o nosso principal motor, com resultados extraordinários.
Este espaço pretende ser um espaço de interação com quem nos visita, chamando sempre a atenção para aspetos da atualidade, estimulando a curiosidade e o sentido critico. Aqui poderão saber mais sobre a historia do Jardim Zoológico e a suas funções atuais, conhecer as características de algumas espécies, perceber as ameaças às espécies e ecossistemas, discutir sobre boas práticas e praticar ainda alguns jogos de educação ambiental, para além de tratar de muitos outros assuntos sempre relacionados com a Biodiversidade.

Mas afinal o que é um zoo?




Muitas vezes, quando falamos no Jardim Zoológico, lembramo-nos daquelas visitas com os nossos pais e avós, há muito tempo, e aparecem logo na nossa memória imagens de Tigres nas jaulas a andar de um lado para o outro, Chimpanzés barulhentos a mandar comida para fora do seus espaço e Elefantes a tocar o sino. Será que hoje ainda será assim? Claramente que não!


Hoje em dia tudo isso mudou, tal como o conceito de zoo. Assentamos hoje o nosso dia a dia em três missões: Conservação, Educação e Investigação. Atualmente, as jaulas deixaram de existir para dar lugar a instalações naturalistas, onde para além de terem todo um conjunto de itens naturais, como vegetação e água, fazemos diariamente o Enriquecimento ambiental. Este visa estimular os animais a terem comportamentos naturais porque temos agora uma preocupação constante com o bem-estar e comportamento animal.


Templo dos Primatas


Todas estas preocupações levaram a um aumento da taxa de reprodução, o que nos permite fazer trocas com outros zoos e até reintroduzir animais na natureza. Para isso existem Programas Europeus de reprodução de espécies ameaçadas (EEP) e existe um funcionamento coordenado, das instituições que fazem parte da Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA).
O Jardim Zoológico assume hoje uma dimensão de destaque na proteção da vida animal, reproduzindo as espécies ameaças, alertando as populações para essa problemática e evoluindo sempre de acordo com as necessidades dos animais. Bem-estar animal e conservação da biodiversidade são as áreas chave para os zoos no século XXI, por isso fica desde já aqui o convite para esse espaço fantástico e renovado chamado JARDIM ZOOLÓGICO! 



Corre, cheira e olha...

Corre…


Sabias que a chita é o mamífero terrestre mais veloz do mundo?

Pois é, a chita consegue correr a cerca de 120km/hora, mais ou menos como aqueles carros que costumas ver a andar rápido na autoestrada.
Assim a esta velocidade ela facilmente captura pequenos mamíferos para a sua alimentação e também para poder alimentar as suas crias. A chita é um felino tal como o tigre ou como o gato que tens lá em casa, mas é o único felino que não consegue recolher aquelas unhas grandes e fortes a que chamamos garras e ainda bem pois elas ajudam este animal a atingir grandes velocidades para poder caçar. Pois é, com aquelas garras a chita tem umas “patas todo o terreno!”


Chita (Acinonyx jubatus)



Cheira…

Tal como a chita é da família do gato lá de casa, também temos no Jardim Zoológico um parente do teu cão, adivinhas quem é?

Sim é esse mesmo, o lobo-ibérico!
Sabias que como o cão ele tem um olfato muito apurado? Ele consegue cheirar uma presa a 2,5 km de distância! É uma distância tão grande que ficarias cansado se tivesses que a percorrer a pé. O lobo-ibérico também existe no nosso país, mas é cada vez mais raro, eles caçam pequeno gado doméstico como ovelhas e cabras que fazem muita falta aos pastores e por isso estes perseguem-no.



Lobo-ibérico (Canis lupus signatus)


Olha…

Enquanto a maioria dos mamíferos tem o corpo coberto de pelo e nasce da barriga das mães tal como tu, as aves têm as penas para se aquecerem e nascem dos ovos. Mas as penas não servem só para as aves não terem frio, servem também para elas poderem voar!


Sabias que existem aves como a águia  ou o falcão que vêm muito melhor que nós? Elas conseguem ver lá de cima um ratinho mesmo quando estão a voar a 120km/hora. As chitas são as mais velozes na terra e os falcões são os mais velozes no ar!



Águia-pesqueira-de-cauda-branca (Haliaeetus albicilla)









Reprodução

Há seres vivos para todos os gostos, pequenos, grandes, com pelo, com escamas, com dentes, com bico, tantos e tão diferentes.

Mas como é que se mantém esta diversidade toda? Através da reprodução.
A reprodução é o processo pelo qual os seres vivos dão origem a outros semelhantes. É muito importante que cada animal cumpra o seu ciclo de vida completo, ou seja, todos devem nascer, crescer e reproduzir-se. Só desta forma se garante a continuidade das espécies. Mas como se reproduzem os animais?


Grupos diferentes de animais apresentam formas diferentes de reprodução. Por exemplo, as estrelas-do-mar adultas dividem o seu próprio corpo para formar uma nova estrela-do-mar exatamente igual à primeira. Como não há união de células femininas e masculinas, diz-se que se reproduzem por reprodução assexuada.
Mas a maioria dos animais tem origem na reprodução sexuada entre um macho e uma fêmea. Em que um novo ser se forma através da união de células sexuais femininas (os óvulos) com células sexuais masculinas (os espermatozoides). Á união dessas células chama-se fecundação e é a partir dela que se forma o ovo ou óvulo fecundado que se vai desenvolver e formar o embrião, o novo ser!

A forma como o embrião se desenvolve a partir do óvulo fecundado, permite-nos classificar os animais em 3 tipos diferentes:
Animal ovíparo – quando se desenvolve dentro de um ovo que está fora do corpo materno e que lhe garante proteção e alimento; como acontece na maioria das aves como a galinha e o pato.

Animal vivíparo – quando se desenvolve dentro do corpo materno, que lhe fornece oxigénio e alimento; como acontece na maioria dos mamíferos como o cão, o coelho e o Homem.

Animal ovovivíparo – quando se desenvolve dentro de um ovo com casca pouco rígida, que fica dentro do corpo da mãe; como acontece em alguns répteis como as serpentes.

Queres saber mais sobre este tema? Não percas, o dimorfismo sexual e o comportamento reprodutivo numa das próximas semanas!

Florestas, suporte de vida!

As florestas prestam vários serviços à Natureza e ao Homem e são fonte de produtos economicamente valiosos como madeira industrial e ornamental, lenha, fibras, alimentos, produtos medicinais, formação e conservação de solos, purificação e conservação da água, reciclagem de nutrientes, manutenção da biodiversidade, mitigação das alterações climáticas e sequestro de carbono, geração de empregos, recreação, património natural e cultural

Sabias que o tigre do Bali (Panthera tigris balica) está completamente extinto na natureza desde 1940?! Era o mais pequeno felino das várias subespécies de tigre reconhecidas e foi o primeiro a extinguir-se em consequência da expansão humana na ilha – desflorestação, ocupação agrícola e caça. De qualquer forma, hoje em dia, as florestas restantes no Bali já não têm área suficiente para possibilitarem a presença dos tigres.

Seres vivos heterotróficos - Estratégias alimentares


Ao longo do tempo, os seres vivos heterotróficos foram-se adaptando e adquiriram estratégias alimentares verdadeiramente impressionantes.
Um herbívoro que possui uma estratégia muito peculiar é a Girafa. Com a sua longa língua preênsil, que pode chegar aos 40 cm e com os seus dentes incisivos divididos em três partes à semelhaa de um pente, recolhe grandes quantidades de folhas, dos ramos das acácias.


Girafa-de-angola (Giraffa camelopardalis angolensis)

Alguns carnívoros como por exemplo os felinos, usam a velocidade, a camuflagem e a sua agilidade para caçar. No entanto um dos felinos que apresenta uma técnica especializada, diferente do comum, é o jaguar, porque em vez de atacar as suas presas no pescoço, ataca o crânio, no osso occipital, causando a morte imediata das mesmas. Outro felino que apresenta uma estratégia muito interessante é a chita porque usa as suas garras expostas para conseguir aumentar a sua velocidade, devido a uma maior tração, chegando aos 75 km/h em apenas 2 segundos. 




Jaguar (Panthera onca onca)


A Tartaruga-alígator tem uma carapaça com placas (que aumentam a semelhança com o alígator) e frequentemente coberta de algas. Estas adaptações, ajudam a tartaruga a camuflar-se.

Este animal possui um apêndice curioso preso à língua, que lembra uma minhoca e que serve como isco para peixes e outros animais. A estratégia passa por ficar imóvel com a boca aberta debaixo de água e ao balançar o pequeno isco, atrai a presa directamente para dentro da boca.



Tartaruga-aligator-comum (Macrochelys temminckii)


Os chimpanzés usam todas as suas capacidades cognitivas para obter alimento, como por exemplo, fabricar instrumentos, usar pedras para abrir frutos e fazer emboscadas a outros animais.




Chimpanzé (Pan troglodytes






Eco Ideias

O que fazer para ajudar o nosso Planeta? Esta semana, vamos falar-te de…
Pequenas tarefas diárias para poupar água.

A presença de água é uma das características mais importantes do nosso planeta. Não passas um dia sem beber água, pois não? E a Terra é o Planeta Azul por causa da enorme extensão dos oceanos, não é? Então, como é que a água se está a tornar num bem escasso?
Porque apenas 1% da água disponível na Terra pode servir para utilização Humana, e o Homem, através da poluição, da má gestão de recursos e das alterações climáticas está a diminuir a disponibilidade dos recursos hídricos do planeta.

Presta atenção às dicas semanais que te deixamos:
Utiliza detergentes amigos do Ambiente, sem cloro e sem fosfatos.
Toma duche em vez de banho de imersão.
Fecha a torneira enquanto escovas os dentes ou te ensaboas.
Utiliza a descarga económica do autoclismo sempre que possível.
Em casa, fala com os teus pais e rentabiliza as máquinas de lavar roupa e loiça, não os deixes ligá-las sem estarem totalmente carregadas.
E muito importante, nunca deites o óleo alimentar pela canalização! 1 Litro de óleo alimentar pode contaminar mais de 1 milhão de litros de água! Estes óleos podem ser reciclados e transformados em vez de poluir e obstruir as redes de drenagem de águas residuais. O melhor é deitá-lo no contentor do lixo orgânico, dentro de uma garrafa fechada, ou mesmo num ponto de recolha de óleo alimentar.

Pequenas ações, grandes alterações. Até para a semana!

ABC da Natureza

Cadeia alimentar: é uma cadeia de transferência de energia sob a forma de alimento, em que cada ser vivo se alimenta do que está antes e serve de alimento ao que está a seguir. Exemplo de uma cadeia alimentar simples: cenoura – coelho – raposa – abutre. Assim, o abutre alimenta-se de raposas, que comeram coelhos que se alimentaram de cenouras.

ABC da Natureza


Artrópodes: é o nome de um filo de animais invertebrados com corpo segmentado, patas articuladas e exoesqueleto. O filo dos artrópodes (Arthropoda, do grego arthros = articulado + poda = pé) é o mais vasto grupo zoológico, contém a maioria dos animais conhecidos (mais de 3 em cada 4 espécies animais), e mais de 1 milhão de espécies. Compreendem os insetos, crustáceos e aracnídeos entre outros.

ABC da Natureza

Biodiversidade: ou diversidade biológica. É o conjunto da variabilidade de organismos vivos de todas as origens e dos ecossistemas de que fazem parte. Compreende a diversidade intraespecífica, interespecífica e de ecossistemas. Ou seja, a diversidade biológica refere-se a todas as formas de vida que partilham connosco a Terra, é o conjunto de todos os seres vivos e dos seus ecossistemas.

Uma aula diferente…

Eu como , tu comes, ele come (cadeia alimentar + regime alimentar)

Depois de uma aula sobre animais e os seus regimes alimentares nada melhor que uma atividade dinâmica e divertida para consolidar as aprendizagens!
Numa cartolina escrevem-se as palavras: Carnívoro, Herbívoro e Omnívoro.
Formam-se equipas e em contrarrelógio os alunos terão que colocar por baixo de cada regime alimentar as fotos dos animais que lhes correspondem.
No fim cada grupo terá que imitar a locomoção e/ou vocalização dos animais. A cada imitação bem conseguida a equipa ganha um desenho de um contorno de um animal cujo padrão terá que ser pintado pelas crianças de acordo com as fotos.
O professor colará no final os desenhos nas roupas dos alunos que terão que se organizar em rede trófica, dando as mãos, depois terão que desfazer a teia colocando-se em roda sem largar as mãos.