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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

2011 - Ano dramático para Elefantes!



Como balanço de fim de ano a TRAFFIC adverte que 2011 foi um ano em que houve um registo muito grande de apreensões de marfim a nível mundial, refletindo o forte aumento de marfim ilegal no comércio desde 2007.
Embora exista a confirmação oficial que o volume de marfim envolvido em alguns casos não foi registado, o que fica claro é o aumento dramático em 2011 do número de grandes apreensões (acima dos 800 kg). Comparando com 2010 em que houve 6 grandes apreensões nas quais o peso total era de 10 toneladas, em 2011 com uma estimativa conservadora nas 13 grandes apreensões o peso chegou às 23 toneladas, um número que pode significar mais de 2500 elefantes.
Marfim apreendido
Nos últimos 12 meses a maioria das grandes apreensões de marfim ilegal em África tem sido a partir de portos do Quénia ou Tanzânia. Em seis das grandes apreensões em 2011 verificou-se que a Malásia tem sido um país de transição na cadeia de abastecimento, um papel que a TRAFFIC chamou à atenção em 2009. Um exemplo típico ocorreu no início do mês de Dezembro quando as autoridades na Malásia apreenderam 1,4 toneladas de marfim escondidas dentro de uma rota de transporte de contentores do Quénia para o Cambodja. Uma vez dentro da Ásia a documentação que acompanha um carregamento é alterada para parecer uma re-exportação, ajudando assim a dissimular a sua origem africana.
Marfim apreendido
“Em 23 anos de compilação de dados de apreensões, este foi o pior ano de sempre em apreensões de grande escala – 2011 foi um ano horrível para os elefantes”, disse Tom Miliken, especialista de Elefantes do TRAFFIC. Miliken gere o ETIS, que o TRAFFIC gere em nome da CITES. Este sistema (ETIS) contém os detalhes de mais de 17.000 apreensões de marfim e outros produtos de Elefantes que ocorreram no mundo desde 1989.
Como os registos de pequenas quantidades de marfim ainda estão a ser processados ainda não é certo, mas 2011 pode ser, segundo a base de dados, o pior de todos os anos para os elefantes.

Fonte: TRAFFIC

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