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sexta-feira, 25 de maio de 2012

PARABÉNS JARDIM ZOOLÓGICO!


O Jardim Zoológico está de Parabéns! Dia 28 de maio completa 128 anos! São mais de 100 anos dedicados à conservação, investigação e reprodução de espécies em vias de extinção. Mas não só. São 128 anos dedicados ao público que visita diariamente este espaço centenário. É aqui que são passados momentos inesquecíveis em família e, mais do que tudo, são construídas memórias.
Se ao inicio, o Jardim Zoológico era apenas uma exposição de animais, agora orgulhamo-nos de ser um verdadeiro centro de conservação da biodiversidade. O nosso papel ativo na conservação das espécies ameaçadas, tanto in situ (no habitat natural) como ex situ (sob cuidados humanos) tem sido o nosso principal motor, com resultados extraordinários.
Templo dos primatas
Tendo sempre em vista a conservação das espécies e a reintrodução de animais no habitat natural, o Jardim Zoológico trabalha no sentido de proporcionar aos animais as condições necessárias ao seu ótimo desenvolvimento. Aproximar as condições das instalações àquelas que cada espécie encontraria na Natureza, é de extrema importância. Assim, promove-se o bem-estar animal e a reprodução das espécies.
Com o objetivo de manter no seu espaço populações saudáveis, o Jardim Zoológico tem vindo a remodelar as instalações de algumas das suas espécies. Sem grades e com muito verde, num ambiente naturalista. O Templo dos Primatas, a Encosta dos Felinos, o Vale dos Tigres, o Solar dos Leões, a nova instalação das Chitas, são alguns exemplos do enorme empenho do Jardim Zoológico nos últimos anos.
 E todos nós podemos contribuir para este projeto de conservação, com o objetivo de preservar as cerca de 360 espécies presentes no Jardim Zoológico através do apadrinhamento individual. Adote um animal selvagem e acompanhe o seu crescimento! Por apenas 70€/ano construa uma grande amizade e assista a todos os momentos do percurso do seu afilhado, para além de poder usufruir de inúmeras vantagens. 



Desmistificar: os répteis não são pessonhentos!


Os répteis são dos grupos de animais mais carregados de crenças, mitos, lendas e superstições negativas... basta tomar como exemplo a Serpente que fez com que Eva caísse em tentação.
Para a religião cristã a serpente simboliza o mal, é um animal astucioso ligado ao pecado e ao demónio, mas noutras religiões ou credos a serpente era símbolo de renascimento e regeneração (devido à muda das escamas), unidade (quando se fecha num círculo), imortalidade, conhecimento, cura (já alguma vez reparaste no símbolo das farmácias?), entre tantos outros significados que lhe são atribuídos.
Porém, graças à "inimizade bíblica, as serpentes e, por associação, os lagartos passaram a ser mal-amados como nos mostra a expressão "dizer cobras e lagartos" (dizer mal, amaldiçoar).
Muitas outras crenças são associadas aos répteis: as serpentes bebem o leite das mães, sejam humanas, ovelhas ou cabras; vão ao berço dos bebés por causa do cheiro a leite; os sardões (uma espécie de lagarto) e as serpentes sobem pelas pernas das mulheres quando estas estão menstruadas; entre muitas outras lendas que podes descobrir ( consulta: www.lendarium.org).
E para atestar as crenças temos expressões e provérbios preconceituosos, como: "má como as cobras", "língua viperina", "comportar-se como uma víbora", "se a víbora ouvisse e o licranço visse, não havia quem lhes resistisse", e outras tantas que podes perguntar na aldeia dos teus avós.
Dragão-de-komodo
Mesmo assim os sentimentos ligados aos répteis são muito variáveis. Embora os crocodilos sejam assustadores, os dinossauros são alvo de grande fascínio, as tartarugas-de-água-doce são animais de estimação, as pequenas lagartixas não nos incomodam, e os camaleões são admirados. Por outro lado, apesar do medo e repúdio das víboras, muitas são mortas no nosso país para que as suas cabeças sejam usadas como amuletos da sorte.
Já as osgas carregam a fama de pessonhentas e de cuspirem nos olhos das pessoas. Ainda por cima, e para azar das mesmas, aparecem muitas vezes nas casas, incluindo apartamentos citadinos. Mas se tiveres oportunidade de ver uma osga, ou uma lagartixa, comprovarás que, à semelhança de todos os répteis, têm pele seca coberta por escamas (nada viscosa, nem pessonhenta!!!).
Os répteis são muito mais importantes do que algumas pessoas gostam de admitir. Controlam pragas de insectos e pequenos mamíferos (como ratos), e ainda servem de alimento a outros animais, como por exemplo a águia-cobreira.
E se fizesses, com a ajuda da tua turma, uma campanha que ajudasse as pessoas a perceberem que estes mitos negativos sobre os répteis não fazem sentido? Vem ao Reptilário do Jardim Zoológico e inspira-te!

Uma rã chamada tomate


Rã-tomate
A Rã-tomate vive na mesma ilha que o Lémure-de-cauda-anelada, Madagáscar, é possível que te lembres do Lémure por causa do filme com o mesmo nome da ilha.
As rãs assim como os sapos são anfíbios, estes têm pele nua e , conseguem respirar pela sua pele.
Vivem nos charcos e pântanos, onde nadam e também na terra onde conseguem andar no solo.
O nome Rã-tomate, está relacionado com a sua cor, estas rãs são de cor alaranjada ou avermelhada e de lado têm uma risca preta.
Estas cores têm uma razão de ser, avisam os predadores de que é melhor não se alimentarem delas. A Rã-tomate alimenta-se de insetos.
As crias nascem de ovos, aos animais que nascem de ovos chamamos de ovíparos. Os girinos nascem dos ovos passadas trinta e seis horas de a mãe ter feito a postura, ou seja ter colocado os ovos, depois os girinos vão crescendo e mudando a sua forma até serem adultos e ficarem parecidos com os seus pais.
Fica atento ao blogue e terás mais informações sobre esta classe de animais tão especial, os Anfíbios.

Existem animais selvagens em Portugal? O Melro


Animais selvagens são aqueles que vivem na selva."
Melro-preto
Resposta tantas vezes repetida e outras tantas explicada: "Animais selvagens são aqueles que vivem sem precisarem do Homem." Apesar de ser uma definição generalista não contempla exceções como alguns animais que, embora não dependam do Homem diretamente, tiram proveito dessa convivência. Podia falar-te de ratazanas ou gaivotas, mas hoje escolhemos falar-te do melro-preto (Turdus merula).
Sabias que é uma ave muito fácil de avistar nos jardins e parques citadinos?
Se ainda não sabes o que é um melro vamos ensinar-te a identificá-los. Para começar são aves, logo têm o corpo revestido de penas que, nos machos, são negras; têm bico, que é laranja, assim como a aréola dos olhos; e têm as patas e cauda compridas. O seu modo de locomoção principal é o voo mas encontram-se muitas vezes a saltitar nas folhas caídas no chão à procura de alimento, insetos e larvas, ou bagas. Têm uma alimentação diversificada, são omnívoros.
As fêmeas distinguem-se facilmente dos machos porque têm uma plumagem mais acastanhada, logo diz-se que esta espécie apresenta dimorfismo sexual. Os juvenis têm uma coloração semelhante à das fêmeas.
Melro-metálico-de-cauda-comprida
No Jardim Zoológico podes encontrar o melro-metálico-soberbo (Spreo superbus) e melro-metálico-de-cauda-comprida (Lamprotornis caudatus), mas não te deixes enganar pelo nome comum (nome que usamos em português) pois pelo nome científico (em latim) vês que não são espécies assim tão próximas (ou seja, não pertencem ao mesmo género), embora continuem a ser da mesma família.
O nome comum de uma espécie varia de país para país e às vezes de região para região; já o nome científico é utilizado por cientistas em todo o mundo. O nome científico é composto por duas palavras em latim: a primeira corresponde ao género que agrupa as espécies mais próximas entre si; e a segunda  é única para cada espécie dentro daquele género. Os géneros que apresentam semelhanças, proximidade genética ou evolutiva são agrupados na mesma família.

Da pradaria à estepe



Hoje vamos viajar das pradarias para as estepes, comparativamente às pradarias as estepes são mais planas, assim como as pradarias têm um elevado coberto vegetal de herbáceas, mas cuja altura é inferior às que se encontram nas savanas, sendo na maioria das vezes rasteira, são portanto áreas abertas. Ainda que existam as estepes arborizadas, em que já se verifica a presença de árvores. Este tipo de habitat, ocorre na Europa, continente Americano, Ásia Central e África.
As estepes podem representar zonas de transição entre as savanas e o deserto, também funcionam como local de alimentação para herbívoros. Uma vez que fazem a fronteira com o deserto, também existem as estepes semiáridas, já com menos vegetação que a estepe. Já a estepe semiárida arbustiva, apesar de mais árida apresenta vegetação de porte arbustivo.
Elandes
Alguns dos animais que podemos encontrar em estepes são as Abetardas e os Babuínos-hamadrias, estes animais têm uma estrutura social complexa e isso é uma adaptação ao habitat onde vivem. Desta forma podem assim caçar e defender-se em grupo.Nas estepes semiáridas, ocorre o Elande que é um dos maiores antílopes africanos e o Suricata. Já, já nas estepes semiáridas arbustivas, encontramos o Ocelote.
Visita o Jardim Zoológico e descobre muitas outras espécies de animais características das estepes.

DIA INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE


No dia 22 de maio, comemorou-se o Dia Internacional da Biodiversidade.
Proclamada pelas Nações Unidas, esta efeméride visa aumentar a consciencialização acerca da importância da diversidade biológica. Este ano, o tema é a “Biodiversidade marinha”.
Cobrindo cerca de 71% da superfície terrestre, o oceano é um vasto território, que, segundo alguns, é menos conhecido do que a superfície lunar. As espécies marinhas já identificadas rondam as 250 mil. Porém, alguns cientistas sugerem que poderão ser 1 milhão ou mesmo o dobro.
 Note-se que 95% do volume dos oceanos continua por explorar, pelo que, seguramente, muitas espécies novas estarão por descobrir.
Mas afinal o que é a biodiversidade? Será que é importante que continue a existir? Biodiversidade, poderá ser definida de diferentes formas, consiste numa visão global da vida na sua parte, os indivíduos e no seu todo, as populações. Também considera as suas diferentes interações intra ou interespecíficas, existentes entre eles. 
Assim temos os diferentes seres vivos existentes, espécies e interação entre estes ao nível dos ecossistemas.E será que dentro de uma mesma espécie também há biodiversidade? Sim, basta olharmos para a nossa espécie, somos diferentes e todos pertencemos à mesma espécie, o nosso fenótipo diferente é o reflexo de um genótipo.
Quanto à importância desta biodiversidade, será que a perda de biodiversidade é importante? Sempre ocorreram extinções no nosso planeta, mas agora a velocidade a que estão a acontecer é verdadeiramente alarmante, todos os dias perdemos espécies, algumas das quais nem teriam ainda sido conhecidas pela ciência. A perda de espécie leva à perda de biodiversidade e consequentemente imprime alterações ao nível dos ecossistemas que leva ao seu desequilíbrio.
Dentro do ecossistema global, biosfera, está o Homem e também seremos afetados por estes desequilíbrios, por fenómenos como por exemplo, as pragas.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Workshops Jardim Zoológico

Sendo a Educação uma das Missões do Jardim Zoológico, o Centro Pedagógico disponibiliza várias ações de formação externa na área da Educação Ambiental, pela oportunidade única de os participantes explorarem temas da actualidade em contexto zoológico.

Queres dominar algumas técnicas de fotografia de vida selvagem e ficar a perceber mais sobre comportamento animal? Participa no WORKSHOP “INICIAÇÃO À FOTOGRAFIA DA VIDA SELVAGEM ” de 16 horas,  nos dias 2 e 3 de junho.

Gostarias de ter uma experiência de desenho de campo, aproveitando a enorme variedade de vida selvagem que o Jardim Zoológico tem para oferecer? Participa no Workshop "Iniciação ao Fieldsketching da Vida Selvagem", de 16 horas, nos dias 26 e 27 de maio ou então nos dias 30 de junho e 1 de julho.

A resposta do Sabichão!


Marsupiais - Mamíferos especiais!


Petauro-do-açúcar
Os mamíferos são animais que têm algumas características em comum, como nascerem da barriga da mãe, beberem leite quando nascem e terem pêlo. Esta semana vamos falar de mamíferos especiais, porque quando são bebés logo que acabam de nascer vão para dentro de uma bolsa que as suas mães têm, é como um bolso de um avental, chamado marsúpio. Estes animais são por isso chamado de marsupiais, no Jardim Zoológico podes ver vários, o Koala, o Canguru-de-bennett e o Petauro-do-açúcar. As crias de Canguru quando nascem ao fim de um mês de gravidez, são do tamanho de um feijão. É verdade são mesmo muito pequenas! Têm braços longos e agarram-se ao pêlo da mãe, escalando até chegarem ao marsúpio, ou seja à bolsa, onde ficam a beber o leite da mãe e a crescer, durante seis meses.
Canguru-de-bennett

Depois quando já são mais crescidas, começam a explorar o mundo fora do marsúpio, mas se alguma coisa se passar, voltam logo para a segurança e conforto da bolsa da sua mãe.
   Os Koalas, também têm uma bolsa mas enquanto a dos Cangurus está na zona da barriga, a dos Koalas está virada para baixo.
  Vem conhecer os marsupiais, esperamos por ti no Jardim Zoológico!

Hibernação, estivação e migração


Será que o comportamento dos animais muda conforme a época do ano?

Urso-pardo
Quando a temperatura desce e o alimento se torna escasso, os animais têm estratégias para lidar com esta situação, nomeadamente a hibernação em que se protegem do frio em tocas e reduzem a sua atividade biológica ao mínimo. Sobrevivem com base nas reservas de gordura que acumularam antes de entrarem em hibernação (Urso-pardo) ou através de alimentos que armazenaram. Também na classe dos répteis esta é uma adaptação comum, porque nestes animais as temperaturas baixas, são mesmo incompatíveis com a sua sobrevivência já que não regulam a sua temperatura corporal.
E no verão será que também podem hibernar? Ora,  no verão, o nome é diferente, chama-se estivação. O aumento da temperatura para temperaturas altas pode condicionar a existência de alguns animais, até porque a água disponível geralmente também diminui nesta estação do ano.
Grou-do-japão
Perante as condições de adversidade à vida seja pelo frio ou pelo calor, há animais que adotam outra estratégia e migram como já falamos a semana passada, passam assim parte do ano numa região do mundo e depois vão para outra zona, que lhes ofereça mais alimento e melhores condições para a sua sobrevivência e/ou reprodução.
As migrações, são frequentes na classe das aves, ainda que alguns mamíferos também o façam, como ocorre nas savanas em África durante a estação seca.
O Grou-do-japão, que pode ser observado no Jardim Zoológico, no seu habitat natural, nidifica na Rússia e nordeste da China e inverna no norte da Correia.

Da floresta tropical húmida à pradaria


Na semana passada, falámos de florestas tropicais húmidas, habitates muito quentes e, como o nome indica, húmidos. Hoje vamos falar de pradarias, que podem existir em todos os continentes excepto na Antártida.
As pradarias são planícies vastas e abertas, mais sinuosas do que as savanas. São regiões muito amplas, repletas de vegetação rasteira, principalmente gramíneas, oferecendo assim pastagens naturais a várias espécies de herbívoros diferentes. O clima varia, havendo pradarias tropicais, que são quentes durante todo o ano, e pradarias temperadas, que têm estações quentes e frias. Ao contrário das florestas, as pradarias não necessitam de grandes quantidades de água para sobreviver.
Bisonte-americano
As ameaças que este habitat sofre prendem-se essencialmente com a atividade pecuária mal conduzida e com as queimadas ilegais, que não dão tempo às gramíneas de recuperar. Outro problema é o cultivo de árvores para produção de madeira, celulose ou outros fins, sobre pretexto que as pradarias são vegetação secundária a ocupar o anterior local de uma floresta degradada, faz-se assim uma tentativa de transformá-las em “florestas plantadas”, muitas vezes de uma só espécie (monocultura), causando enormes perdas ambientais.
 No Jardim Zoológico podes encontrar alguns animais de pradaria, tais como a Mara, o Nandu e o Bisonte-americano.

Tigres-brancos, será que são albinos?


Tigre-da-sibéria
No Jardim Zoológico podes observar Tigres-brancos, muitas pessoas pensam que eles vivem em habitats onde há neve, mas será que é verdade? Afinal porque é que estes tigres são brancos com riscas escuras e os outros têm uma cor mais alaranjada?
Vamos então passar às respostas, o que se passa com estes tigres é um situação genética associada a um gene recessivo, assim sendo qualquer subespécie de tigre, como os representados no Jardim Zoológico, Tigre-de-sumatra e Tigre-da-sibéria, podem ter crias brancas, mas para isso, ambos os progenitores têm de ser portadores do gene recessivo, no seu genótipo. É de notar que a cor que vês normalmente nos Tigres, o alaranjado, é determinada por um gene dominante.
Os Tigres-brancos do Jardim Zoológico, já se reproduziram e nascem sempre crias brancas porque, ambos os progenitores são brancos, ou seja portadores do gene recessivo para a cor do pêlo.
Apesar de rara esta situação pode acontecer, vamos agora supor que ocorre no habitat natural, o que irá acontecer a uma cria de que seja branca? Será que consegue sobreviver?
Como sabes a seleção natural, atua sobre os indivíduos, daí que os tigres, tenham a cor laranja com riscas pretas, porque lhes confere vantagem na sua camuflagem, crucial para a sua sobrevivência, uma vez que são predadores. Assim sendo, uma cria de Tigre-branco pode ser rejeitada logo à nascença pela sua mãe ou então, mesmo que seja amamentada, dificilmente sobreviverá no habitat natural, porque não se consegue camuflar.
Uma questão que é comum surgir é: Mas será que estes animais, não são albinos? Ser albino significa que não há a capacidade de produzir pigmentação, refletindo-se na cor da pele e pêlo e estes felinos apresentam riscas pretas.
Quanto à sua conservação, não têm estatuto de conservação porque na realidade não são uma subespécie, como os outros tigres, são sim uma variação dentro de qualquer uma das subespécies de tigre conhecidas.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Tratador de animais no Jardim Zoológico


“Para mim ser tratador, significa antes de mais nada, ter respeito pela vida. Ser tratador de animais, selvagens ou não, pressupõe ter sensibilidade e bom senso, pois tratar não significa só dar comida ou água , significa também, limpar e manter as instalações onde vivem os animais, adequadas às espécies que as habitam. Todos os dias temos que observar o comportamento para ver se é o natural da espécie e  perceber quais as preferências alimentares, isto para garantir que tudo corre bem, se pelo contrário percebermos que algo está errado, é necessário  tomar providências. No caso dos répteis, os animais que trato, isto é muito importante.
Ter bom senso para não colocarmos em risco nem o público, nem a nós próprios e, claro, nem os animais, pois por vezes a rotina pode fazer com que facilitemos alguns possíveis acidentes, temos que ter sempre em mente que por mais que gostemos de animais e pensarmos que os conhecemos, alguns podem ser bastante perigosos, sendo que todos são imprevisíveis.
Para mim todos os dias são de aprendizagem, que se pode partilhar com colegas ou com crianças em sessões pedagógicas, escolas, ATL e em entrevistas. Ser tratador é também ter curiosidade pelas características e comportamentos peculiares das várias espécies, fazer os possíveis para que se reproduzam e se sintam “em casa” sob cuidados humanos, para que o Jardim Zoológico seja sempre um local de eleição, , onde acredito que se aprende muito e se desmistificam algumas ideias pré-concebidas sobre estes animais, os répteis. As funções de tratador são por tudo isto, muitas e variadas, como manter os registos, fazer enriquecimento ambiental, informar veterinários e curadoria sempre que necessário.
Para além de tudo o resto, tentamos sempre melhorar as condições dos animais, fazendo sempre que possível, atualizações nas instalações para o bem estar animal.

Escrito por Paulo Sérgio Silva
Tratador no Jardim Zoológico de Lisboa desde 1999,
desde 2007 trabalha no Reptilário.


As araras e os papagaios


Aqui no Jardim Zoológico podemos encontrar várias Araras e Papagaios, têm cores e tamanhos diferentes, mas têm em comum que são todos aves, assim têm penas, bico e põe ovos. Há uma ave doméstica que tu conheces bem, quem é? É a galinha, muito bem.
Ora, mas estávamos a falar das araras e dos papagaios, a maior das araras é a Arara-jacinta e a mais pequena é a Arara-nanica, podes vê-las cá no Zoo, as mais coloridas são as Araras-escarlate, têm penas vermelhas, amarelas e azuis.
Papagaio-ecletus
Já os papagaios, aqui no zoo encontras vários, entre eles, o Papagaio-cinzento e um que é especial e têm um nome estranho, o Papagaio-ecletus, nestes papagaios a fêmea tem penas vermelhas e o macho tem penas verdes.
Mas afinal, porque é que não são todos papagaios ou todos araras? Qual é a diferença entre eles?
A principal diferença está nas penas da cauda, que nas araras são compridas e terminam em V, já as dos papagaios são curtas e terminam a direito, como se fosse uma linha.
Há outra diferença que está nos dedos, ora as araras têm dois dedos para a frente e dois para trás, o que é estranho, mas é muito útil para se agarrarem aos troncos das árvores e até treparem, os papagaios têm dois dedos para a frente e um para trás.
Os bicos também têm formas diferentes, mas isso tem a ver com aquilo que estas aves comem, sejam elas papagaios ou araras.
Agora já sabes distinguir uma arara de um papagaio, só te falta vir a Jardim Zoológico e ver para crer.

As Aves viajantes


Celebra-se este fim de semana (12 e 13 de maio) o Dia Mundial das Aves Migradoras, e queremos convidar-te a vir conhecer algumas delas ao Jardim Zoológico.
Milhafre-real
Animais migradores são aqueles que se deslocam entre pontos mais ou menos distantes ao longo de um determinado período de tempo por questões climatéricas, de alimentação, de reprodução e/ou do número de horas de luz do dia. Certas migrações são periódicas, sazonais e constantes na sua rota.
Portugal, por apresentar um clima temperado, pode servir de local de destino ou paragem para aves migradoras, mas algumas dessas espécies ou populações tornaram-se sedentárias (residentes).
Das duas espécies de milhafre que ocorrem em Portugal uma, o Milhafre-real (Milvus milvus), é residente (embora seja migradora noutras partes da Europa), e a outra, Milhafre-preto (Milvus migrans), é migrador, deslocando-se entre locais de nidificação e invernia.
Flamingo-róseo
Os Flamingos-róseos (Phoenicopterus roseus ) estão distribuídos pelos países próximos do Mar Mediterrâneo. Não são verdadeiros migradores porque os seus movimentos são irregulares e geralmente não incluem toda a população. As migrações podem ocorrer depois da época de nidificação e as aves viajam para sul. Em Portugal temos populações residentes no estuário do Mondego, Tejo e Sado, e em zonas húmidas, como salinas, sapais, lagoas, desde a zona centro até ao Algarve.
Da mesma forma as Cegonhas-brancas (Ciconia ciconia) são residentes se ocorrem na Península Ibérica, mas no resto da Europa apenas nidificam, migrando após este período para a África tropical e do Sul. A Cegonha-branca está entre as aves de maiores dimensões que voam maiores distâncias em migração, podendo deslocar-se 40.000 km por ano (entre a Escandinávia e a África do Sul).
O Ganso-bravo (Anser anser) nidifica no norte da Europa, mas passa o inverno no sul de França, Península-Ibérica ou norte de África. Em Portugal pode ser encontrado no estuário do Tejo.
Agora vem descobrir outras aves migradoras no  Jardim Zoológico.
E desafiamos-te a enviar-nos um comentário sobre uma ave migradora que passe em Portugal, e que não tenha sido falada aqui.

Da tundra à floresta tropical húmida


Um pouco à semelhança da mudança da temperatura no nosso país, passámos do frio ao calor, também aqui no nosso blogue, vamos esta semana visitar um habitat mais quente, ainda que húmido, a floresta tropical húmida.
Podemos encontrar este tipo de habitat na América do sul, África e também na Ásia, ainda que haja diferenças entre estas, porque na América do sul, temos diferentes níveis de vegetação e estes são definidos quanto à sua altura, ou seja, temos as árvores mais altas, acima de 20 metros, as que não chegam aos 20 metros e as que medem o mesmo que um adulto humano ou estão abaixo desta altura. Na Ásia estes diferentes níveis não se encontram claramente definidos.
Mico-leão-dourado
 Ainda numa análise comparativa entre América do sul e Ásia, nesta última o nível de humidade presente é mais elevado. Como sabemos estes são locais ricos em biodiversidade vegetal, ainda que o solo sobre o qual se implantam seja pobre, se tivermos em conta a  sua espessura diminuída, o que faz com que  na altura das queimadas para a produção agrícola,  as colheitas são produtivas, mas os solos perdem-se rapidamente e tornam-se inférteis. 
Colobo-de-guerezza-kikuiu
Quanto à biodiversidade animal, são vários os animais, que podes ver no Jardim Zoológico e que vivem nas florestas tropicais húmidas, são disso exemplo, dois habitantes da ilha de Sumatra, o Orangotango-de-sumatra e o Tigre-de-sumatra. Assim como o Mico-leão-dourado, o Jaguar e as Araras, todos estes vivem na América do Sul. Quanto ao continente africano temos o Gorila-ocidental-das-terras-baixas ou o Colobo-de-guerezza-kikuiu.

Será que o Homem pode moldar as espécies que o rodeiam a seu gosto?


Charles Darwin, dedicou-se durante a sua vida à criação de pombos. Reproduzia-os de forma por ele determinada, cruzando apenas os indivíduos cujas características ele queria manter na população que tinha ao seu cuidado.
Ao longo de sucessivas gerações, apareceram novas características nestas aves, o que hoje chamamos de diferentes fenótipos, quanto maior o número de cruzamentos também maior é a probabilidade de ocorrerem alterações no genótipo dos indivíduos, que posteriormente se refletem no fenótipo. Ainda hoje, quando são feitos cruzamentos de cães ou gatos, a base pode ser a aparência, ou seja, o fenótipo daquele animal.
Assim hoje em dia existem as mais variadas raças de cães e gatos, todas elas criadas através de seleção artificial , da mesma forma que Darwin o fez com os seus pombos.
Também em animais de produção encontramos hoje exemplos, de seleção artificial, seja para a produção de carne ou de leite, como também dos vegetais e cereais que comemos, procuramos sempre criar melhores e mais rentáveis fontes de alimento.
Elefante-africano
Este processo levou Darwin a considerar, que se ele poderia manipular os indivíduos desta forma, deveria existir no habitat natural um mecanismo idêntico, que  levaria apenas os mais aptos a sobreviver em determinado local, mais tarde designou o mecanismo de seleção natural.
Já falámos de exemplos de seleção artificial, em espécies domésticas, existirão exemplos de seleção artificial no habitat natural?
Um exemplo específico de seleção artificial, efetuada através da caça no habitat natural é o dos Elefantes–africanos, hoje em dia já é notória a diferença que existe no tamanho dos dentes, a que vulgarmente é chamado de marfim, antes estes dentes eram geralmente maiores e mais desenvolvidos do que são hoje. Esta situação está relacionada com o facto de os elefantes que mais interessavam aos caçadores para o tráfico do marfim serem e ainda são os que têm as presas maiores, assim condicionou-se a existência desta característica nas populações.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Mais perto do lado selvagem


Visitar o Jardim Zoológico pode agora ganhar dimensão de aventura! Contactar mais de perto com alguns animais, visitar os seus bastidores,  descobrir os processos diários de tratamento e alimentação e aprender sobre espécies exóticas e em vias de extinção? É possível, com o Sábados Selvagens, um dia para passar em família.
Os Sábados Selvagens são um programa especial de fim de semana que junta pais, criaas e jovens num dia divertido e repleto de aprendizagens. Fomentar a curiosidade e o interesse pela descoberta da Natureza e dos animais é o principal objetivo desta atividade! As conversas com os tratadores vão ajudar a desvendar todos os segredos e especificidades das diversas espécies animais. Esta viagem pelo mundo animal transformar-se-á em momentos de alto teor lúdico-pedagógico para miúdos e graúdos, com a grande vantagem de poderem experienciar e aprender in loco, pela mão dos tratadores, treinadores e profissionais, descobrindo ainda como é que o Jardim Zoológico participa ativamente na conservação das espécies.
Desfrutar de tempo de qualidade em família é também o objetivo dos Sábados Selvagens, disponíveis todos os sábados, bastando fazer a marcação até à 4ª feira anterior através do link e conhecer uma nova realidade conjugando a diversão e a aprendizagem.


A reposta do Sabichão!


A água no nosso planeta


O nosso planeta Terra é também conhecido como o planeta azul e isso tem uma razão de ser, a presença da água, dos oceanos, rios e lagos, cuja cor é azul quando vista do espaço e que cobre três quartos da Terra é designada por hidrosfera.
A água pode ser encontrada em diferentes formas, líquida, gasosa e sólida, consegues pensar em exemplos para cada um destes estados? Líquida é como a bebemos, sólida é o gelo e gasosa sobre a forma de vapor que podemos ver quando falamos uns com os outros num dia de muito frio a sair da nossa boca.
Falemos agora do ciclo da água – é um ciclo porque a água do nosso planeta passa por diferentes fases, existe água doce e salgada, a salgada nos oceanos e a doce nos rios e lagos, de todos estes depósitos de água líquida, temos também os depósitos de água em estado sólido como é o caso do gelo e neve que existem nos polos e também no topo das cadeias rochosas.
A água presente nestes depósitos evapora e vai para a atmosfera, onde condensa passando de nuvens a chuva, ou neve, caso a temperatura seja mais fria.
Quando chove, a água segue o seu curso em rios e também onde não a podemos ver, ou seja, nos chamados – lençóis friáticos que correm em profundidade, indo depois dar origem a nascentes que vão ter aos rios.
O facto de ser um ciclo leva-nos a compreender que temos que poupar este recurso, gastando menos água, até porque sem água não há vida.
Quando podemos poupar? Quando lavamos os dentes, quando tomamos banho e até nas máquinas que temos em casa, quando as vamos comprar devemos ter em conta o consumo de água que realizam, e não só na forma como a usamos, mas também no que eliminamos nas nossas casas, por exemplo os óleos de cozinha que devem ser colocamos nos pontos de recolha, ou os produtos de limpeza, que devem ser os que são menos poluentes, lembra-te a água que usamos hoje é a que vamos beber amanhã!

Da savana à tundra



A semana passada falamos da savana em “ Da biosfera à savana”, esta semana, vamos viajar até zonas muito mais frias, as tundras, podemos encontrar este tipo de habitat junto ao pólo norte – Ártico.
Tundra
Caraterizam-se por terem um permafrost, ou seja, uma camada de gelo que é permanente ao longo do ano, o seu clima é frio e seco, designado por clima polar, as temperaturas apresentam-se em média sempre negativas.
E será que este tipo de habitat permite a existência de vida? Sim, aqui também há vida, mas subsiste com as devidas adaptações, as plantas são rasteiras, é disso exemplo, o Salix artica. Também podemos encontrar musgos e líquenes.
E quanto à fauna, existem mamíferos e aves que vivem nestes habitats, o Boi-almiscarado, o Urso-polar, são animais que vivem durante todo o ano na tundraa Coruja-das-neves, efetua migrações para zonas mais quentes, no sul.
Coruja-das-neves
No Jardim Zoológico encontramos a Coruja-das-neves, apresenta penas brancas com pintas e dimorfismo sexual, já que a fêmea “tem mais pinta” que o macho, isto tem a ver com o facto de as pintas lhe conferirem camuflagem, quando se encontra no ninho. São várias as adaptações que apresentam
E os répteis? Não os encontramos, na tundra, porque será? O seu tipo de metabolismo não lhes permitiria sobreviver, neste tipo de habitat, principalmente devido às baixas temperaturas ao longo do ano.

Biogeografia: um dos fundamentos do Darwinismo


Já nos referimos à biogeografia como um dos argumentos a favor da evolução. Hoje vamos perceber por que é que Darwin usou este fundamento para explicar a sua teoria evolutiva. Em 1835, numa expedição à volta do mundo, ele visitou as Galápagos, tornando estas pequenas ilhas do Pacífico numa referência ao nível da evolução das espécies.
Tartaruga-gigante-das-galápagos
A Tartaruga-gigante-das-galápagos (Chelonoidis nigra) evoluiu ao longo de milhares de anos, existindo atualmente 11 subespécies. Darwin verificou, em exemplares de diferentes ilhas, diferenças no tamanho e na forma das carapaças. Em ilhas com ambientes húmidos são maiores e possuem carapaça em forma de abóbada e pescoço curto. Por outro lado, em ambientes mais secos são menores e apresentam carapaça em formato de sela de cavalo, facilitando que o pescoço mais longo atinja locais altos. Percebeu que todas eram originárias de uma única espécie, que se teria adaptado a diferentes ambientes existentes em cada ilha, e que esta variabilidade teria com o tempo permitido a divisão nas várias subespécies.
Tentilhão-de-solo-de-bico-grande
Ao examinar 13 espécies de tentilhões, Darwin constatou que existiam variações na forma e/ou tamanho do bico. Associando-as com o nicho ecológico, deduziu que as características do bico estavam relacionadas com o tipo de alimento disponível no local que tinham colonizado. O tentilhão-de-solo-de-bico-grande (Geospiza magnirostris), com um bico largo e forte, desloca-se pelo chão à procura de sementes duras. Já o tentilhão-pica-pau (Camarhynchus pallidus sp.) alimenta-se de insetos nas árvores devido ao bico mais fino e longo.Com um ancestral comum americano, estas aves encontraram nas Galápagos uma imensidão de locais por explorar, adaptando-se a diferentes estilos de vida. Com o tempo, o isolamento geográfico de cada espécie terá impedido a migração e o fluxo de genes com a espécie original e com as de outras ilhas, promovendo a estabilização de características genéticas individuais.
Vem ao Jardim Zoológico assistir a uma visita guiada “De Lineu a Darwin” para o Secundário e aprender mais sobre evolução, observando ao vivo diversas espécies.

O jogo da Girafa-de-angola


Como sabes a Girafa é muito alta e tem um pescoço que também é muito comprido pode chegar aos 2 metros, o que é sem dúvida um grande pescoço, então como é que será que a Girafa bebe água?
Afinal a água vai estar no chão, nos rios ou nos lagos.
Agora para percebermos como é que a Girafa bebe água, vamos fazer um jogo, segue as imagens:
Primeiro: agora somos todos girafas e temos sede, ou seja queremos beber água; Ora se somos girafas, falta-nos um pescoço comprido, então toda a gente põe um braço no ar – agora o teu braço é o teu pescoço de girafa;
Segundo: a tua boca de girafa está na palma da tua mão;
Terceiro: juntar os pés;
Agora vamos então beber água? Então a água está no chão é só chegar com a palma da mão ao chão e atenção, mantem os pés juntos.
Conseguiste?
Pois, vamos continuar com sede. Ou não ? Se somos girafas vamos fazer como elas fazem, sim?

Então vamos afastar as pernas e agora sim toca com a palma da tua mão no chão é muito fácil não é? Missão de Girafa cumprida.