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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Cuidado com o que comes!


Pinguim-do-cabo
O que é que uma Águia-rabalva e uma Foca-comum, ou um Pinguim-do-cabo e um Golfinho-roaz, têm em comum?
Vivem em ambientes marinhos. Alimentam-se de peixe.

Quem é, atualmente, o seu principal competidor por alimento?
O Homem!
 A água é essencial para a manutenção da vida na Terra e cobre cerca de 70% da sua superfície. Desses 97% são oceanos.
O oceano é a maior fonte de alimento que existe. E em Portugal somos os terceiros maiores consumidores de peixe do mundo.
Nos últimos 60 anos a quantidade de peixes maiores diminuiu 90%. Os navios de pesca com palangre, uma linha principal forte e comprida de onde partem um grande número de linhas secundárias terminadas em anzol, usam milhões de anzóis e cada um com um peixe a servir de isco. Em relação aos navios de arrasto podem capturar de cada vez 500t de peixe, numa rede tão grande que caberiam 13 aviões Jumbo dentro dela. Dessa quantidade de peixe uma boa parte (para não dizer a maior parte) é desperdiçada, ou seja, não é utilizada para consumo humano nem com outro fim.
Nestas redes de arrasto são por vezes capturados outros animais como tartarugas-marinhas, para além disso, destroem o fundo marinho que é essencial ao ciclo de vida e de matéria nos oceanos.
Tartaruga-de-pente
Todas as redes que são utilizadas como artes de pesca ou que ficam perdidas ou esquecidas no mar são um perigo para os animais que circulam nas águas e que, não as vendo, ficam presos nelas. Quanto mais se debatem para se soltar, mais emaranhados ficam, e se tivermos a falar de répteis ou mamíferos acabam por morrer asfixiados porque não conseguem voltar à superfície para respirar.
A aquacultura também não consegue resolver todos os problemas porque, para além das hormonas e ração utilizadas que se podem tornar poluentes das águas, muitos dos peixes criados são carnívoros, logo têm de ser alimentados com outros peixes, que terão de ser pescados com esse objetivo.
Poderíamos pensar que as leis e a fiscalização do cumprimento das leis resolveriam estes problemas mas os limites de pesca estabelecidos pelos governos são muito superiores aos que os cientistas recomendam para uma gestão sustentável dos recursos e recuperação das espécies.

Mas o que é que tu podes fazer? 

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