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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A reposta do Sabichão!


Os sentidos dos animais


Hoje vamos falar sobre os sentidos, esta temática é abordada no nosso programa educativo para 1ºciclo com o tema – “Animais e o seu meio”. 
Tigre-de-sumatra
Quantos sentidos conheces? Isso, mesmo, são cinco sentidos.  Temos o olfato, o paladar, a visão, a audição e o tato. Será que todos os animais têm estes sentidos igualmente apurados?
Vamos então começar pela visão, que nos permite ver o mundo que nos rodeia e a audição que nos permite ouvir os sons.
Será que o rinoceronte-branco tem uma visão tão apurada como o Tigre-de-sumatra? Podemos dizer-te que não, enquanto o tigre é um predador, ou seja caça outros animais e por isso ouve muito bem e tem uma visão desenvolvida que lhe permite ver mesmo quando há pouca luz; o rinoceronte também ouve bem, ele até tem umas orelhas grandes, que consegue virar para o lado que quiser para poder ouvir melhor. Já a sua visão, não é muito apurada.
E quem terá um olfato apurado? Sim, pode ser o lobo, que como os cães que conheces tem o olfato desenvolvido, mas o Dragão-de-komodo, que é um réptil, consegue sentir o cheiro de um animal morto a 11 km de distância.

Mão de Gorila-ocidental-das-terras-baixas
O tato é o sentido que normalmente associamos às nossas mãos, podemos assim pensar nas mãos do Gorila-ocidental-das-terras-baixas, que são parecidas com as nossas e que também lhes permitem tocar, sentir e agarrar em objetos e alimentos.
Quanto ao paladar permite-nos sentir o sabor dos alimentos, sejam doces, amargos, ácidos ou salgados. Sentimos todos estes sabores na nossa língua, o chimpanzé tem um paladar semelhante ao nosso. E a língua da Girafa merece ser referida, sabias que atinge em média 40 a 50 cm de comprimento?

Todos os sentidos funcionam como um todo, permitindo aos seres vivos conhecer o mundo exterior e tomar decisões sobre, por exemplo, o que comer e que caminho devem seguir.

Braquiação: um tipo de locomoção!


Gibão-de-mãos-brancas
Sabes o que distingue os primatas das restantes ordens? Coloca a tua mão aberta no ar e tenta tocar com o teu polegar nos restantes dedos da mesma mão! Consegues? É isso mesmo, todos os primatas conseguem fazer isto, porque têm o polegar oposto aos restantes dedos. Chamamos-lhe polegar oponível e permite-nos agarrar e manusear objectos.
Quase todos os primatas têm polegar oponível nos quatro membros e esse aspecto pode ajudá-los no seu modo de locomoção. Vamos pensar no Macaco-aranha-da-colômbia. É um primata arborícola que, quando se desloca, agarra-se aos ramos das árvores e balança o corpo na direcção do próximo ramo. Para isso utiliza as mãos e os braços. A este tipo de deslocação chamamos braquiação.
Macaco-aranha
Este animal tem ainda uma curiosidade muito interessante, além de utilizar os braços para se deslocar, ele também utiliza a cauda! Alguns animais utilizam a cauda na deslocação para lhes dar equilíbrio, mas a cauda do Macaco-aranha é especial, ela funciona como outro membro! Isto, porque tem a capacidade de agarrar, ela consegue, por exemplo, segurar-se a um ramo. A este tipo de cauda chamamos cauda preênsil.
Vem com a tua turma participar no programa educativo “Adaptações e Comportamentos” e descobre esta espécie e tantas outras, bem como as suas crias mais recentes!

Interações bióticas interespecíficas

Esta semana falamos sobre as interações bióticas interespecíficas, que se referem a interações entre espécies diferentes, dentro destas podemos encontrar a simbiose, mutualismo, comensalismo, parasitismo, predação e competição, que já haviam sido faladas nas relações bióticas intraespecíficas. Vamos agora falar sobre cada uma delas:


Coruja-das-neves (Bubo scandiaca

  • Predação (+/-)  – é uma relação em que uma espécie – predador – que caça outra espécie – presa –com um propósito alimentar. Podem disso ser exemplo, uma coruja-das-neves, ou mesmo uma planta carnívora – dioneia.
  • Competição (-/-) e (+/-) – pode ocorrer por diferentes motivos como a disputa por território, , alimento ou outros recursos. Por exemplo aves necrófagas e hienas disputam cadáveres para seu alimento.
  • Mutualismo (+/+) – é uma relação que tem caracter facultativo, como por exemplo a garça-boieira e o rinoceronte-branco, em que ambos podem subsistir separados ainda que ocasionalmente a garça se alimente dos parasitas do rinoceronte, mas também os pode remover de outras espécies.
Líquene
  • Simbiose (+/+) – é uma relação segundo a qual uma espécie depende da outra para sobreviver, assim é de uma cooperação obrigatória, por exemplo os líquenes são associações entre fungos e cianobactérias. 
  • Comensalismo (+/0) – neste tipo de relação biótica uma das espécies é beneficiada e a outra fica neutra, ou seja não obtém benefício ou prejuízo da relação. Exemplo das orquídeas que se fixam no tronco das árvores, ou dos peixes de rio que se alimentam das fezes dos hipopótamos 
  • Parasitismo (+/-) – o parasita depende do seu hospedeiro para sobreviver. Pode ser um endoparasita quando vive no interior do corpo do hospedeiro (ténia) ou um ectoparasita quando vive no exterior do hospedeiro (carraça). 

Queres saber mais sobre esta temática e ver exemplos ao vivo? Vem ao jardim zoológico com a tua turma participar no programa educativo para o 3º ciclo “À descoberta dos ecossistemas”.


Lamarckismo - os primeiros passos da evolução


Jean-Baptiste Lamarck
Este é um tema abordado no programa educativo para o ensino secundário, denominado “De Lineu a Darwin”.

O autor das teorias do Lamarckismo, foi Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829) que nasceu a 1 de agosto, no norte de França. Aplicou o termo “biologia” para designar a ciência que estuda os seres vivos e dedicou-se ao estudo dos invertebrados.
Em 1809, publica o livro “Filosofia Zoológica”, em que fundamentou a sua teoria com base em duas leis, a “lei do uso e do desuso” e a “lei dos caracteres adquiridos”.    
A “lei do uso e do desuso”  -  defendia que o desenvolvimento ou a atrofia dos órgãos, acontecia em função da necessidade, que o indivíduo tinha para usar esses mesmos órgãos, o exemplo clássico desta teoria é a imagem da girafa que queria alcançar as folhas no topo das acácias e para isso o seu pescoço desenvolveu-se por forma a permitir que se alimentasse destas folhas. Esta seria uma resposta à mudança no ambiente e conforme as espécies teríamos depois diferentes respostas ao meio, com alterações do seu comportamento.
A “lei dos caracteres adquiridos” – vai de encontro à ideia de que estando o meio a mudar os animais se iam adaptando a estas mudanças e posteriormente, estas adaptações adquiridas iriam passar para a descendência, de geração em geração.
No já referido livro Filosofia Zoológica, Lamarck também faz referencia, à alteração dos seres vivos, com aumento da sua complexidade e também à tendência destes para a perfeição
Durante a sua vida Lamarck, não obteve reconhecimento pelas suas teorias.
À luz do conhecimento actual podemos verificar que há lacunas nas leis desenvolvidas por Lamarck, mas estas representaram o início do evolucionismo.
Vem ao Jardim Zoológico e testa o Lamarckismo enquanto observas os animais.

Consumo de peixe!

Sabias que o consumo de produtos da pesca e aquacultura em Portugal é um dos mais elevados da Europa, situando-se em mais de 55 kg por habitante/ano. A extensa área de costa, a tradição pesqueira e os hábitos alimentares colocam-nos nesta posição, o que nos confere também uma grande responsabilidade na conservação dos recursos marinhos. A pesca é ainda das poucas actividades que explora recursos selvagens, e muitas vezes de uma forma insustentável. Portanto, o que nós consumimos está em grande parte, relacionado com o excesso de capturas e com a forma como são feitas.
Como consumidores, acabamos por comprar repetidamente as mesmas espécies de peixe e ignoramos outras, tão saborosas e nutritivas como as que consumimos regularmente, e que não estão ameaçadas de extinção.

Aqui vão então algumas dicas do que podemos fazer para ajudar a conservar este recurso tão vulnerável:
  • Reduz o consumo de peixe; 
  • Opta por espécies da base da cadeia trófica como a sardinha, o carapau e a cavala (estas espécies têm uma estratégia de vida curta, um crescimento rápido e são muito abundantes ocorrendo em grandes cardumes); 

  • Opta por peixe português (a “pegada ecológica do peixe importado é muito grande por causa do elevado consumo energético da sua refrigeração);
  • Escolhe o tamanho certo (se consumires peixes que ainda não atingiram a maturidade, estás a impedi-los de se reproduzirem e de manterem o equilíbrio da cadeia alimentar marinha); 
  • Opta por peixes da zona costeira (a pesca longínqua e de maior profundidade está normalmente associada a uma menor sustentabilidade ambiental);
  • Utiliza peixe congelado (irás permitir aos pescadores gerirem a forma como pescam sem a pressão de venderem o peixe rapidamente para garantir a frescura e podem seleccionar apenas o peixe que apresenta as melhores condições);
  • Pergunta ao vendedor tudo o que precisas de saber para fazeres uma escolha ambientalmente responsável. 
Queres consumir o peixe certo? Então espera pela próxima publicação e aprende tudo o que deves procurar na etiqueta do peixe antes de o comprares.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

“Zoo em Movimento” um programa ao dispor do visitante


Já conhece o nosso programa -  Zoo em movimento?
Este programa foi criado para todos os visitantes poderem ter acesso a uma visita guiada por um especialista.
Todos os dias, pelas 12h, este programa é realizado por um Guia do Jardim Zoológico. Durante estas visitas, passará por pontos emblemáticos do Zoo e conhecerá melhor a sua história e missão. Conte com uma visita personalizada em que o guia tentará sempre ir de encontro aos desejos de quem nos visita e conjugá-los com o percurso da visita.
Tem aqui a oportunidade de saber ainda mais sobre os animais que vivem no zoo e conhecer o significado real de palavras como extinção, reintrodução, conservação, bem como muitas curiosidades acerca do Jardim Zoológico e a vida animal. Se tem perguntas que nunca foram respondidas, agora tem um programa que o irá elucidar.
 
Como posso usufruir deste programa?
Após as bilheteiras, vai encontrar o Fotozoo, onde pode adquirir o seu bilhete, gratuito para criaas até 11 anos e apenas 3,00€ por adulto - (Este valor acresce ao valor do bilhete normal de entrada no Jardim Zoológico)

Qual a duração do programa?
 A duração é de 1h15m.

Quando nos vem visitar? Ficamos à sua espera todos os dias, sempre às 12h, junto ao Fotozoo, logo a seguir à bilheteira. Junte os seus amigos, os miúdos e venha! Faça chuva ou faça sol, estamos cá!

Dica para a planificação da sua visita – caso vá à apresentação dos golfinhos das 11h (com a duração de 40 minutos) , logo depois começa a nossa visita e assim é uma excelente forma de rentabilizar o seu tempo.

Animais domésticos e selvagens!


Alguns animais foram escolhidos, ao longo de muitos anos, para viverem junto ao Homem. Fazem-nos companhia ou ajudam-nos no trabalho, na alimentação e até no transporte. Estes animais, que vivem próximo do Homem chamam-se animais domésticos. Dentro deste grupo, temos os que vivem nas nossas casas e os que vivem nas quintas.


Tens ou conheces alguém que tenha um cão ou um gato? Eles são os chamados animais de estimação, ou seja, são animais domésticos que vivem nas nossas casas e é como se fizessem parte da nossa família, brincam connosco e estão sempre por perto.

Mas sabes de onde vem o leite que bebemos de manhã ou os ovos para fazer as omeletes? E a lã quentinha para as camisolas? Todos estes produtos vêm de animais que também vivem perto do Homem, normalmente em quintas e ajudam-nos a obter muitos dos produtos que precisamos no nosso dia-a-dia. São chamados animais domésticos de quinta. Aposto que conheces alguns!.
Girafa-de-angola
Noutro grupo temos os animais selvagens. Estes são os que vivem na Natureza, e podem estar nos oceanos, nas florestas, nas savanas e em muitos outros sítios. Estes animais não estão habituados à presença do Homem, e por isso devemos respeitar o seu espaço, para que não se assustem connosco.
Animais domésticos ou selvagens, todos merecem o nosso respeito!
No Jardim Zoológico temos muitos animais selvagens, como a Girafa-de-angola, a Arara-jacinta ou o Dragão-de-komodo e alguns animais domésticos na nossa quintinha, como a vaca, a cabra ou o coelho. Vem com a tua turma e participa no programa educativo “Os Animais e o seu meio” e ainda no programa “Encontro com o Tratador  da Quintinha”! Basta marcar junto do Centro Pedagógico

Locomoções e instalações

Bisonte-americano
Que tipos de locomoção conheces? Aqui no Jardim Zoológico, podemos encontrar animais com diferentes tipos de locomoção: os animais ungulígrados, que apresentam cascos, por exemplo o Bisonte-americano, os digitígrados que se apoiam nos dedos, como o caso dos felinos.
Então e os que caminham sobre a planta do pé, como nós ou os Chimpanzés? Somos ambos plantígrados.
Estes tipos de locomoção representam adaptações à locomoção no solo, ou seja, adaptações à marcha, corrida, salto e reptação.

Vamos recordar agora o que é o enriquecimento ambiental! Ainda te lembras? Significa adaptar as instalações, às necessidades dos animais e assim promover os seus comportamentos naturais.

Como estamos a falar dos diferentes tipo de locomoção, será que um animal que nada, tem a mesma instalação que um animal que voa?
Os animais que voam como as aves, têm instalações mais compridas e mais altas, com ramos e troncos onde podem pousar.
Leão-marinho-da-califórnia
Já os que nadam, como os Leões-marinhos-da-califórnia, têm na sua instalação uma piscina para poderem nadar.

Tigre-de-sumatra

Os felinos, como falámos, são digitígrados e usam a marcha como forma de locomoção.  Têm nas suas instalações troncos e plataformas de madeiras, que lhes permitem subir, fazendo para isso uso das suas garras. Mas para os Tigre-da-sibéria e Tigre-de-sumatra, para além disso, também têm lagos, isto porque eles também usam o meio aquático e nadam.
Mico-leão-dourado
Os Chimpanzés têm cordas, redes e estruturas construídas em altura, porque aqui, para além de serem plantígrados, estes animais e outros primatas podem usar as suas mãos e pés, para se agarrarem e treparem. Nos pequenos primatas, como o Mico-leão-dourado, existe muita vegetação para que se possam esconder como fazem no seu habitat natural.
Nota bem que todas estas estruturas físicas de que falamos, são exemplos de enriquecimento ambiental físico e permitem aos animais ter os mesmos comportamentos que teriam no seu habitat natural.

Interações bióticas intraespecíficas

As relações bióticas podem ser de dois tipos: temos as intraespecíficas, que se estabelecem entre indivíduos da mesma espécie e as interespecíficas que ocorrem entre indivíduos de espécies diferentes.
Estas podem ser avaliadas com base nas relações estabelecidas, podendo ser de benefício (+), prejuízo (-) e neutras(0), para os indivíduos envolvidos. Esta semana, vamos falar das relações intraespecíficas.
Assim temos:

Cooperação (+/+): é uma relação em que os indivíduos da mesma espécie, enquanto partes individuais, contribuem para o benefício do grupo como um todo, a este nível encontramos as sociedades e as colónias.

Numa sociedade existe uma hierarquia social e há divisão de tarefas entre os indivíduos do grupo. Um exemplo de sociedade, é uma população de Suricatas em que as hierarquias são definidas, existindo elementos dominantes e outros submissos, nestas sociedades apenas o casal dominante se reproduz. Nas colónias, não existe uma hierarquia estabelecida de forma clara, como nas colónias de pinguins. O grupo relaciona-se de forma cooperativa, pescando em conjunto, e protegendo-se das condições climatéricas, mesmo sem o estabelecimento de hierarquia.



Suricata (Suricata suricatta)

















Competição (-/-) ou (+/-): é o tipo de relação em que existe prejuízo para ambos os indivíduos da relação ou apenas um ganha. Nesta relação o indivíduo age por forma a garantir o seu benefício individual. Por exemplo, os leões macho, lutam entre si para conseguirem obter a dominância do grupo e assim acasalarem com as fêmeas. Outro exemplo é quando perante uma carcaça os Grifos que a detectam, competem pelo alimento.



Grifo (Gyps fulvus)


Será que também há competição entre as árvores da mesma espécie numa floresta tropical? Sim há competição pela luz de que necessitam para fotossintetizar. As mais altas terão acesso ao recurso e farão sombra às que as rodeiam.


Canibalismo (+/-): neste tipo de relação biótica, apenas um dos indivíduos obtém benefício, ao alimentar-se de outro indivíduo da mesma espécie. Pode ocorrer entre Dragões-de-komodo adultos que se alimentam de juvenis ou de ovos.



Dragão-de-komodo (Varanus komodoensis)


Olhando para as várias espécies animais do Jardim Zoológico, podemos reflectir sobre os aspectos abióticos e bióticos que as afectam, bem como as cadeias e teias alimentares em que estas se englobam, muitas das quais a espécie humana também se engloba, infelizmente de forma destrutiva. Participa, com a tua turma no programa educativo “À Descoberta dos Ecossistemas” e poderás identificar exemplos vivos de relações intraespecíficas!