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sexta-feira, 30 de março de 2012


Relações de parentesco: famílias pequenas ou numerosas


Pai, mãe, irmão, irmã, avó, avô, tio, tia, primos… Em alguns casos os animais formam grandes grupos familiares, noutros vivem em grupos mais pequenos e até existem aqueles que vivem solitários.

Clã de Leões
O leão vive em grupos familiares (clãs), constituídos na base por leoas com parentesco direto (irmãs e filhas) e as respetivas crias, a presença de um ou dois machos adultos dominantes (normalmente irmãos) é temporária e periodicamente substituída. Já o tigre macho (pai) vive sozinho e é o tigre fêmea (mãe) que cuida das crias.

O chimpanzé vive em grupos, que podem ser constituídos por várias famílias (com pais, irmãos, tios, primos, etc.), chegando até cerca de 100 indivíduos. Já o orangotango é solitário ou vive em pequenos grupos, sendo as ligações mais fortes, as que unem fêmeas e crias. No zoo podes encontrar um pequeno grupo familiar, com uma cria.
Colónia de Flamingos
O flamingo forma grupos de aves (colónias), onde vivem juntas várias famílias compostas por um casal (pai e mãe), cuja fêmea pôe apenas um ovo. Já o casal de coruja-das-neves pode ter até 3 a 5 ovos se houver pouco alimento e de 7 a 11 ovos se este for abundante.

O aligátor fêmea (mãe) deposita 20 a 50 ovos e depois é ela que acompanha as crias durante 1 a 3 anos após o nascimento, enquanto o aligátor macho (pai) vive sozinho.

Estes são só alguns exemplos que podes encontrar no Jardim Zoológico! Numa visita guiada para o 1º ciclo “Os animais e o seu meio” podes conhecer de perto estas e outras famílias e aprender muitas coisas divertidas sobre a vida animal.

O revestimento dos animais


O revestimento apresenta funções importantes para os animais, consegues pensar em algumas? Proteção do organismo do exterior, e das perdas de água, isolamento de perda de calor e atracção de parceiro sexual.
Cecília
Agora vamos falar das diferentes classes de vertebrados e os seus respetivos revestimentos, vamos começar pelos anfíbios, são exemplo desta classe – rãs, salamandras e cecílias – estes animais caracterizam-se por terem a pele nua. As aves, por sua vez, têm penas a revestir o corpo que têm origem na epiderme. Existem diferentes tipos de penas quanto à função: as penas de voo, de aquecimento (plúmulas) e de revestimento (tectrizes), por outro lado quanto à localização temos retrizes, existem na cauda direcionam o voo como um leme e as rémiges presentes nas extremidades das asas funcionam como pás durante o voo. Em algumas aves, como por exemplo o pavão, as cores das penas estão diretamente relacionadas com a atracção do parceiro sexual.
Pavão
Na classe dos répteis encontramos tartarugas, serpentes, crocodilos, lagartos e tuataras. Estes apresentam o corpo revestido por escamas, que são epidérmicas, ou seja, caem ao longo da vida do animal – mudas - para dar lugar a escamas novas. As escamas têm como principal função proteger o organismo do exterior e evitar as perdas de àgua. Os peixes também têm escamas mas estas são dérmicas.
Os invertebrados, como é o caso dos insetos, possuem um exosqueleto constituído por quitina, os crustáceos como os caranguejos e as lagostas, têm revestimento de quitina e cálcio, tanto os insetos como os crustáceos sofrem mudas. Este exosqueleto para além de evitar as perdas de àgua, protege os indivíduos de agressões do meio exterior.

Ecossistemas e fluxo de energia


Como já falamos no texto sobre “Cadeias alimentares e sua estrutura”, em termos de níveis tróficos temos os produtores, consumidores e decompositores. Entre estas entidades ocorrem transferências de energia desde que é captada até chegar aos decompositores, é de notar que apenas uma parte de energia disponível, passa para o nível seguinte. Começando nos produtores estes utilizam ingredientes dos quais necessitam e que estão disponíveis no solo, estes são: água e sais minerais. Do ar o utilizam o dióxido de carbono. Falta-nos o ingrediente crucial para que a plantas possam ser produtores via fotossíntese – a luz.
Os produtores são depois consumidos pelos organismos do primeiro nível trófico e assim sucessivamente até aos níveis mais elevados. O fluxo completa-se ao nível dos decompositores, que voltam a colocar os ingredientes necessários à sobrevivência das plantas ao seu dispor ao nível do solo.
Quando referimos que apenas uma parte da energia passa aos outros níveis, isto significa que há perdas, por exemplo quando uma planta é ingerida por um consumidor, segundo nível trófico, parte da energia obtida é usadas nas suas células e outra parte é excretada ao nível das suas fezes e urina, mas será que esta energia está perdida? Não, será aproveitada, também ela, por parte dos decompositores, que são a chave do reaproveitamento de energia.

Argumentos a favor da evolução


Na semana passada falámos das estruturas homólogas e análogas que são um dos grandes argumentos a favor da teoria da evolução, mas existem outros que vamos agora abordar.
Fóssil
  • Paleontologia – a presença de organismos conservados para sempre sobre a forma fóssil sempre foi um grande problema para todos os fixistas e creacionistas que procuravam justificar a presença de seres que hoje já não existem através de criações divinas sucessivas. 
  • Órgãos vestigiais – são estruturas que se apresentam atrofiadas em algumas espécies hoje existentes, mas que comprovam que as mesmas estruturas já outrora foram desenvolvidas e funcionais nos ancestrais dessa mesma espécie. Podemos encontrar estas estruturas em serpentes que têm apêndices locomotores, ou mesmo o dente do ciso humano.
  • Biogeografia – a biogeografia refere-se à distribuição das diferentes espécies no nosso planeta, já pensaste onde existem marsupiais? Na Austrália e também na América do sul e porque é que não existem noutros locais do planeta? Aqui temos dois tipos de fenómenos os geológicos da separação dos continente e a evolução ocorrida sobre as espécies ancestrais, os que permaneceram em determinado espaço geográfico apresentam características mais parecidas entre si do que os que ficaram isolados destes. 
  • Embriologia – através do estudo dos embriões verificaram-se que espécies de classes diferentes apresentavam características no seu desenvolvimento embriológico em comum, como é o caso das fossetas branquiais que são transversais dos peixes, ao Homem, passando pelas aves e répteis, ainda que deem origem a estruturas diferentes.
DNA
  • Citologia – dedica-se ao estudo das células e hoje sabemos que estas são a unidade base de vida em todos os organismos celulares. Temos aqui uma prova de evolução transversal a grande parte das espécies que é a sua constituição mais básica- a célula.
  • Bioquímica – a nível molecular no interior das células encontramos o DNA que revolucionou a forma como se pensa a evolução, já que com este código de nucleótidos podemos relacionar geneticamente espécies diferentes e estabelecer relações evolutivas entre elas. Sendo esta situação proporcional às sequências de DNA que as espécies em análise apresentam em comum.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A resposta do Sabichão!


A AVE AZUL DO JARDIM ZOOLÓGICO

Arara-jacinta (Anadorhincus hyacinthinus)



No Jardim Zoológico temos uma grande ave que é azul e tem amarelo em três sítios, consegues ver na foto?
Tem amarelo à volta dos olhos, atrás do bico e falta um local que só conseguimos ver quando ela abre o bico, tem uma risca amarela em cada lado da sua língua!
Esta ave tem nome de menina, chama-se Arara-jacinta e é a maior de todas as araras, tem por vizinha aqui no zoo a Arara-nanica que é a mais pequena das araras.


Arara-nanica (Ara nobilis)



Ora eu disse que era uma ave! Sabes quais são as características das aves?
Uma até já disse, sim é o bico! Para alem disso têm penas e põem ovos.
Muitas vezes também ouvimos que todas as aves voam, será verdade? Pois, nem todas as aves voam, durante a visita no Jardim Zoológico podemos visitar aves que não voam como o Casuar ou os Pinguins que não voam mas nadam muito bem.
Voltando às características das aves temos:
  •  O bico da Arara-jacinta é muito grande e com este bico conseguem partir sementes duras, nós temos de usar um quebra-nozes, mas para as araras é uma tarefa fácil.
  •  As penas não são todas iguais! Há penas de voo que permitem às aves voar, penas de revestimento que cobrem o corpo das aves e penas de aquecimento que ajudam as aves a ficarem quentinhas. As araras têm as penas da cauda mais compridas e que terminam numa ponta é assim que as distinguimos dos papagaios, cuja cauda é curta e termina numa linha reta.
  • Os ovos das aves são duros, se já partiste um ovo de galinha que é uma ave doméstica, sabes que tens de fazer força e que se tiveres paciência podes voltar a ter um ovo completo, colando as diferentes partes da casca que se partiu, isto é porque os ovos das aves têm uma casca dura.
      
Agora, para terminar, duas curiosidades sobre a Arara-jacinta, nas patas tem dois dedos para a frente e dois dedos para trás, permite-lhe agarrar-se com facilidade ao tronco das árvores e quando formam um casal é para toda a vida. 

Vem visitar-nos com a tua escola para saberes mais sobre outras aves.




Como se deslocam os animais?


Canguru-de-bennett
A maioria dos animais necessita de se movimentar para procurar alimento, reproduzir-se, fugir de predadores e procurar abrigo. A forma como o faz chama-se modo de locomoção!
Este varia consoante os locais em que os animais se deslocam, podendo ser no solo, na água ou no ar. Desta forma, existem animais que marcham, correm, saltam, reptam, nadam ou voam. Consegues identificar estes modos de locomoção para diferentes animais?
O tigre e a zebra, por exemplo, deslocam-se através da marcha e da corrida. O tigre usa a corrida para capturar as suas presas e a zebra para fugir dos predadores.
O canguru desloca-se através do salto, pois tem as patas posteriores em forma de Z, que faz com que funcione como uma mola, impulsionando o animal para a frente.
E as serpentes? Estas não têm membros, pelo que apoiam o corpo no solo. Ao ato de rastejar damos o nome de reptação.
Os animais que se deslocam no ar, como a maioria das aves e o morcego têm órgãos especializados que lhes permitem voar.
Pinguins-do-cabo
Na água os animais deslocam-se através da natação. Para facilitar a natação, as asas do pinguim, assim como os membros e cauda dos golfinhos, estão transformadas em barbatanas, já o pelicano, que se desloca dentro e fora de água, possui membrana interdigital para aumentar a superfície das patas.
Gostas de desafios? Então quando visitares o Jardim Zoológico tenta identificar o modo de locomoção de cada animal, depois deste texto vai ser muito mais fácil!

Adaptações aos fatores abióticos dos ecossistemas


Já falámos quais são os fatores abióticos presentes nos ecossistemas, agora falaremos de que forma os seres vivos se adaptam a estes fatores. Ainda te recordas que fatores abióticos existem?
Morcego-anão
Cada um destes fatores em específico implica alterações e adaptações por parte dos seres vivos existentes nos ecossistemas.
Quanto à luz temos os animais que são mais ativos durante a noite designados por noturnos e os que são mais ativos durante o dia, diurnos. Temos também aqueles que não suportam a luz, são os lucífugos, como é o caso da minhoca, outros são atraídos pela luz, como acontece em alguns insetos. O fotoperíodo, muitas das vezes tem influência direta sobre a época de reprodução.
A temperatura, interfere em fenómenos fisiológicos e podemos encontrar os seres vivos que regulam a sua temperatura, designados por homeotérmicos, como é o caso dos mamíferos, por outro lado os répteis não conseguem regular a sua temperatura interna, dependem de fontes externas de calor, designados por ectotérmicos. Outras estratégias relativas à temperatura são a hibernação, migração ou estivação. Ver texto do blogue – “Ecossistemas - fatores abióticos “.
Rã-leitosa-da-amazónia
A pluviosidade condiciona uma maior ou menor biodiversidade, numa relação direta entre o aumento da água e a biodiversidade existente. Quanto à humidade podemos encontrar seres hidrófilos, higrófilos, mesófilos e xerófilos. Os hidrófilos/aquáticos, vivem permanentemente na água como é o caso dos peixes. Os anfíbios são higrófilos apresentam uma grande dependência em relação à humidade, já todos os que têm necessidades moderadas de água são mesófilos. Por fim os xerófilos habitam em locais com pouca água e baixa humidade atmosférica.

Anatomia comparada – argumentos a favor do evolucionismo


Em termos evolucionistas, foram designadas as estruturas análogas e homólogas, ambas refletem o processo evolutivo, com base na genética e na adaptação às alterações no habitat.
As espécies que apresentam estruturas homólogas, apresentam um sistema anatómico morfologicamente idêntico, relacionado com o que existe num ancestral comum. A sua função e até o aspeto são diferentes, por exemplo existe homologia entre os membros anteriores das seguintes espécies: Homem, morcego, baleia e cavalo, isto porque todos os seus membros anteriores são constituídos pelos seguintes ossos: úmero, rádio, ulna, carpo, metacarpo e falange. É de notar, que a função exercida pela mesma estrutura em espécies diferentes tem também funções diferentes.
As estruturas análogas apresentam a mesma função, em espécies diferentes que não apresentam um ancestral comum. Por exemplo, se para um mesmo habitat for vantajoso ter asas, em termos evolutivos, animais alados vão estar mais aptos a viver nesse habitat, quer sejam aves ou insetos.
Cobra-de-pernas-tridáctila
As estruturas/órgãos vestigiais têm uma elevada importância para a teoria da evolução porque são exemplos de órgãos que foram funcionais (na espécie ancestral), mas que pela evolução se tornaram não funcionais. Isto, em algumas espécies porque noutras continuam a existir, tornando-se estruturas vestigiais, exemplo disso são os membros vestigiais das cobras e as asas nas aves que não voam.

Pergunta!


Lembras-te do que te dissemos sobre o consumo de peixe em Portugal? Pois é, somos mesmo dos países que consome mais peixe em todo o Mundo. E a melhor forma de contribuirmos para que estes animais não fiquem ameaçados de extinção, é sabermos o que consumimos.
Como o podemos fazer? Fácil, basta perguntarmos ao vendedor de peixe que com certeza nos saberá responder a tudo de boa vontade.
Então aqui vão algumas perguntas!!
Primeiro, escolhe um local de venda de peixe de confiança e pergunta ao vendedor tudo o que precisas saber para fazer uma escolha ambientalmente responsável. Podes perguntar o nome do peixe, a origem, se é selvagem ou de aquacultura e como foi capturado ou produzido.
É importante sabermos como o peixe foi capturado, uma vez que existem alguns métodos de captura, como a pesca de arrasto, que destroem o ecossistema marinho e capturam acidentalmente uma enorme quantidade de peixes, que são novamente atirados ao mar, muitas vezes já sem vida. Escolhe peixe que tenha sido capturado com métodos mais seletivos como as armadilhas, linha e anzol.
Nos supermercados, existem placas em cada peixe que te indicam o nome da espécie e a sua origem, no entanto, a informação fornecida é muito geral, o que nem sempre nos ajuda a fazer a escolha mais correta.
Portanto o melhor mesmo é não seres tímido e esclareceres todas as tuas dúvidas junto ao vendedor de peixe.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Olhos nos olhos - o dia a dia de um Tratador de Aves

O dia de um Tratador começa muito cedo. A primeira tarefa é a preparação da comida para todas as aves. Depois de preparada a dieta iniciamos a distribuição pelas várias instalações. Antes de se entrar numa instalação é feita uma observação do estado geral dos animais. Tratando-se de animais que no estado selvagem escondem os sinais de doença, qualquer alteração de comportamento, por mais pequena que seja, pode ser sinal de que alguma coisa não está bem. Depois de feita a observação procedemos à colocação dos alimentos e renovação da água. Segue-se a limpeza das instalações e dos respetivos lagos.

Depois de cumpridas as rotinas diárias, segue-se a parte mais emocionante do nosso trabalho: olhar nos olhos dos animais e perceber, através da observação dos seus comportamentos, como podemos melhorar os cuidados que temos com eles e/ou o seu espaço, sendo esta a maneira de comunicarem connosco e entre si. 
Em 1871, Darwin escreveu em “Descent of Man” que as diferenças entre as espécies são diferenças de grau e não de tipo. Hoje sabemos que até o mais simples ser vivo tem alguma forma de consciência e que os animais têm motivações de ordem fisiológica e psicológica para executarem determinados comportamentos. Sob cuidados humanos, é muito importante haver planos de Enriquecimento Ambiental, que é uma forma de estimular comportamentos naturais e deixar as instalações, tanto quanto possível, parecidas com o habitat natural. 
Os zoos têm hoje um papel extremamente importante na educação do público para a conservação das espécies e dos seus habitates, na angariação de fundos para projetos de conservação ex-situ, em projetos de investigação científica e também na conservação in-situ, reproduzindo espécies ameaçadas e, se possível, reintroduzindo-as em estado selvagem. Aqui o Enriquecimento Ambiental é fundamental pois é através dele que podemos preparar os animais para os desafios que vão encontrar na natureza, estimulando o seu comportamento exploratório.




 O Enriquecimento Ambiental pode ser tão variado como a nossa imaginação: esconder alimentos, colocar caixas-ninho, fornecer materiais para os ninhos, fornecer ramos para as aves destruírem, plantas aromáticas, gravações de sons de outros animais, colocação de cordas, poleiros e baloiços, etc.
Ser tratador de aves é um desafio diário onde fazemos tudo o que for possível para que as nossas aves se comportem como aves, reproduzindo-se e exibindo comportamentos naturais, podendo assim alcançar o seu bem-estar máximo.

Escrito por Claudia Correia
Bióloga- Tratadora de Aves
no Jardim Zoológcio de Lisboa desde 2008



Extinção é para sempre!


Mamute
Sabes o que têm em comum o dinossauro, o mamute e o dodó? Todos estes animais desapareceram para sempre da natureza, ou seja, extinguiram-se!
Sabes que muitos dos animais que nós conhecemos e gostamos muito estão em perigo de extinção, como o Tigre, a Girafa ou o Elefante?
O Homem caça o Tigre para tirar a pele e assim fazer tapetes e casacos. O Elefante-africano também é caçado para tirar os grandes dentes que tem e que são feitos de marfim, um material muito valioso. A Girafa-de-angola está a desaparecer devido a minas que foram deixadas no chão durante a guerra colonial e quando numa manada de girafas uma pisa a mina, esta explode, deixando-as feridas e muitas acabam mesmo por morrer.
E a palavra desflorestação, conheces? Esta palavra difícil é outra das causas de extinção de muitos animais. O Homem corta muitas árvores acabando com a floresta e impedindo, por exemplo, as aves, como o Mainá-do-bali, de fazer o seu ninho e ter as suas crias.
Mainá-do-bali

Para ajudar os animais não devemos comprar peles de animais selvagens nem produtos feitos de marfim. Devemos usar sempre as folhas dos dois lados para que não seja preciso cortar tantas árvores.
Ensina tudo a que aprendeste à tua família e amigos, isso vai ser uma grande ajuda para estes animais.

Para aprenderes mais sobre extinção e o que podes fazer para ajudar os animais, vem com a tua turma ao Jardim Zoológico e participa no programa educativo “Extinção é para sempre”.

Os pais e os cuidados parentais!


No reino animal o pai nem sempre serve só para a reprodução, muitas vezes também revela o seu lado mais paternal e cuida dos filhotes, ensina-os a procurar comida ou a defenderem-se, está com eles no primeiro voo ou até se tornarem independentes. Hoje trazemos exemplos de animais onde a presença do pai é muito importante para as crias.
Casuar adulto e cria
Um dos grupos onde se verificam maiores cuidados parentais, por parte do macho, é nas aves. Nalgumas espécies o pai ajuda na construção do ninho, traz alimento à fêmea no período de incubação ou ajuda-a na procura de alimento para as crias. Outros fazem o trabalho sozinhos, como o Casuar que após a construção do ninho, tem de incubar os ovos durante cerca de 50 dias e depois acompanha os filhotes durante 9 meses até à sua independência. Um caso semelhante mas ainda mais exemplar é o da Ema onde o macho durante a incubação não come, não bebe e não defeca, tudo a pensar no bem-estar e sobrevivência das crias.
Mico-leão-dourado
Os primatas não-humanos são no geral pais presentes, tanto a fêmea como o macho participam na criação dos filhotes. Com o pai Chimpanzé as crias aprendem por exemplo a utilizar ferramentas para obter o alimento. No caso do Siamango, o maior dos gibões, após o primeiro ano de vida e até cerca dos 24 meses de idade, é o macho que transporta a cria que só regressa para junto da mãe para mamar e dormir. Ainda neste grupo entre os melhores pais estão os micos e os saguins, cujas fêmeas a cada gestação têm normalmente dois filhotes. Nesta espécie o macho carrega sempre um dos filhotes, enquanto a fêmea carrega o outro, só trocando na hora de mamar.

Vem ao Jardim Zoológico assistir a uma visita guiada para o 2º ciclo sobre “Adaptações e comportamentos” e assim ficarás a conhecer estes superpais, ao mesmo tempo que aprenderás coisas fascinantes sobre outros animais.

Ecossistemas - fatores abióticos


Podemos encontrar ecossistemas terrestres, aquáticos, hoje em dia também se consideram os ecossistemas ditos artificiais, criados pelo Homem, como por exemplo as cidades.
Num ecossistema encontramos fatores abióticos e bióticos, que o caracterizam. Dentro dos abióticos temos: luz, temperatura, vento, água, solo.
  • A luz – o conjunto de horas em que há luz num dia é designado por fotoperíodo e este é determinante para comportamentos das espécies, nomeadamente a época reprodutiva. Existem animais mais ativos de noite, são considerados noturnos. Há também os que não suportam a luz designados por lucífugos, como é o caso das minhocas, mas pelo contrário existem alguns que são atraídos por esta, como alguns insetos.   
  • A temperatura – esta como sabes varia ao longo do dia e também dos meses do ano, daí, em alguns locais, existirem as quatro estações, os animais apresentam muitas vezes adaptações a estas alterações.
  • A água – presente num ecossistema está essencialmente dependente da pluviosidade. As florestas tropicais húmidas são os ecossistemas com os índices de plusiosidade mais elevados, isto leva a uma elevada biodiversidade. Já num deserto, a biodiversidade é menor e os seres vivos que aí habitam são adaptados à escassez de água. Relativamente à água, importa referir que a humidade diz respeito à água presente na atmosfera. Quanto à água disponível, a concentração de sais que nela se encontra define a sua salinidade condicionando a existência de vida, assim no oceano e nos rios, encontramos seres vivos diferentes.
  • O solo – composto por matéria orgânica, mineral, ar, água e seres vivos. Tem origem na degradação das rochas que estão na base do solo e na matéria orgânica produzida por seres vivos. 
  • Vento – consiste no movimento de massas de ar, dependente da temperatura a que o ar se encontra, este condiciona a presença de humidade crucial para os seres vivos.

A Teoria da Evolução


Da soma de todos os fatores que envolveram o pensamento de Darwin e que foram referidos no texto da semana passada – “E assim surgiu a Seleção Natural!”, em conjugação com os dados recolhidos pelo próprio na expedição do Beagle, surge uma teoria criada e defendida por Darwin, em 1859 no livro a Origem das espécies.
Esta teoria defendia que numa população existem diferenças entre os elementos dessa população (variabilidade interespecífica) e que quando era gerada descendência, nasciam mais indivíduos do que aqueles que chegavam à idade adulta.
O habitat natural condiciona a existência dos indivíduos na medida em que tem recursos que são finitos, como é o caso dos alimentos, abrigos, território, levando a uma competição intraespecífica, para a sobrevivência dos elementos dessa mesma população. Assim coloca-se a questão: quais vão sobreviver? 
Darwin considerou que os que sobreviveriam seriam os mais aptos, aqueles que tinham as características vantajosas, que os tornavam mais adaptados para sobreviver no habitat em questão, estes iriam sobreviver, reproduzir-se e assim transmitir as suas características aos seus descendentes, os menos aptos seriam eliminados.
  Esta teoria levantou muita polémica social, principalmente porque ia contra as doutrinas defendidas pela religião, Darwin foi alvo de sátiras e caricaturas, uma das quais o retratava como um ser em tudo semelhante a um chimpanzé.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A resposta do Sabichão!

Os animais vão ao spa...

Se pensas que cuidar da saúde e da beleza é preocupação só das pessoas enganas-te! A diferença é que os animais sabem aproveitar bem melhor que nós aquilo que a natureza lhes oferece, têm spas gratuitos e naturais. 
Cria de Elefante-africano
Se vieres passear ao Jardim Zoológico irás reparar que os elefantes têm sobre o corpo muita lama, ou não fossem eles uma comunidade de senhoras, pois ali quem manda é uma das mães, ela dá o exemplo e todos obedecem. Aquela pele rija e enrugada tem que ser muito bem tratada, então nada melhor que uma chuveirada de água e areia para lhes proteger a pele do sol e das picadas dos insetos. Até um chuveiro natural a natureza lhes ofereceu, aquela tromba gigante é mesmo muito útil! Para além deste protetor natural, quando têm calor não precisam de gastar dinheiro com ventoínhas ou ar condicionado, têm os seus leques naturais, abanam as suas grandes orelhas lentamente para se refrescar, mas cuidado se vires um elefante a abanar as orelhas muito rápido, isso quer dizer que ele pode estar zangado. 
Como se não bastasse o spa natural, estas senhoras, e os senhores também, já nascem vaidosos, enquanto nós gastamos dinheiro em joias de ouro e diamantes, os elefantes já nascem como uma joia natural, as suas valiosas presas de marfim, que infelizmente são uma das razões que os levam a estar ameaçados, pois são caçados para lhes retirarem o marfim que é tão valioso! 
Outros animais que cuidam muito bem da sua pele grossa e enrugada, ou não fossem eles também paquidermes, são os hipopótamos. Se olhares para um destes animais quando estiver sob um raio de sol, verás que a sua pele tem um tom cor-de-rosa. Pois é, não é por acaso que muitas vezes as crianças pintam os hipopótamos de cor-de-rosa, a pele deles produz um protetor natural que os protege do sol, assim também estão sempre hidratados e a sua pele que parece tão seca não fica rachada com o calor, um antiestrias natural, quem diria! 
Macacos-do-japão
Para terminar não nos poderíamos esquecer de te apresentar o macaco-do-japão!Este primata vive numa zona montanhosa onde no inverno neva muito e faz frio, ora inteligentes como são, ou não fossem eles primatas, rumam todos os dias às termas com água quentinha para se aquecerem.Estas termas fazem mesmo parte do spa de um hotel ali localizado e é habitual vê-los a banharem-se ao lados dos turistas, com a diferença que os macacos-do-japão não pagam, afinal eles estão no seu habitat natural, esta é a casa deles. Afinal quem é mais esperto?

Dentes e Bicos!


Esta semana vamos mostrar-te algumas adaptações dos animais ao seu regime alimentar. 

Sabias que é possível descobrir o regime alimentar de um mamífero através da sua dentição? Cada tipo de dente tem a sua função e dente. Os dentes incisivos cortam os alimentos, os caninos servem para agarrar e rasgar, os pré-molares são rugosos e ajudam a triturar a comida e os dentes molares desfazem o alimento em pedaços mais pequenos. 



Tigre-da-sibéria (Panthera tigris altaica)



Nos carnívoros, como o leão, os caninos são muito grandes e fortes próprios para rasgar a carne. Além disso, também possuem garras fortes que os ajudam a agarrar a presa. Já os herbívoros, como a girafa, têm incisivos longos, fortes e cortantes, e molares muito largos que lhes permite triturar os vegetais. Estes como não são predadores, em algumas espécies não têm caninos. No lugar dos caninos têm a chamada barra ou diastema, que é um espaço sem dentes que lhes é útil para movimentarem o alimento volumoso dentro da boca.

Já os omnívoros, que se alimentam um pouco de tudo, têm uma dentição completa, com todos os tipos de dentes.



Pelicano-real (Pelecanus onocrotalus)



No caso das aves, podemos observar que cada uma tem o bico adequado ao seu tipo de alimentação. Já viste o bico da águia? Ela é um animal carnívoro, possuindo um bico curto e forte que lhe permite rasgar a carne. Já o pelicano que é uma ave aquática tem um bico muito longo que lhe permite apanhar o peixe que necessita para comer. A andorinha tem um bico curto e fino adaptado para apanhar insetos em voo. 

Para aprenderes mais sobre as adaptações dos animais, ao seu regime alimentar, vem visitar o Jardim Zoológico e participa com a tua turma no programa educativo para o 2º ciclo “Adaptações e   Comportamentos”.




Cadeia alimentar e sua estrutura


Num ecossistema existem relações alimentares entre as diferentes espécies que pertencem a níveis tróficos distintos. Assim temos produtores, consumidores e decompositores. 

Floresta Tropical
No primeiro nível trófico temos os produtores, que produzem o seu próprio alimento, são designados por isso de autotróficos, as plantas são um exemplo. Os seres vivos que se alimentam dos seres autotróficos (como as plantas) são os consumidores primários ou de primeira ordem e representam o segundo nível trófico, aqui encontramos os herbívoros e alguns  insetos. Do segundo nível trófico, para os outros níveis tróficos encontramos seres designados por heterotróficos, porque não produzem o seu próprio alimento. 
Os consumidores secundários ou de segunda ordem alimentam-se dos consumidores primários e ocupam o terceiro nível trófico, aqui incluem-se os carnívoros,  poderão existir outros níveis acima deste. 
Jaguar
Os decompositores, são os responsáveis por transformar matéria orgânica em matéria mineral. Esta matéria mineral resultante, é devolvida ao solo e é crucial para as planta, para todos os herbívoros que se alimentam delas e para todos os que deles se alimentam e assim sucessivamente. Deixamos-te um exemplo de cadeia alimentar: erva – insetos (formigas) – urso-formigueiro-gigante – jaguar. 
No nosso planeta encontramos exemplos muito mais complexos que o anterior e que são designados por: redes/teias alimentares. Nas cadeias alimentares uma espécie pode servir de alimento a várias outras espécies e também ela ter uma alimentação diversificada.

Lançamos-te um desafio: vai ao jardim zoológico e depois de observares e aprenderes acerca dos hábitos alimentares das espécies, constrói tu cadeias e redes alimentares! Vais ver que te vais divertir e aprender em simultâneo.

E assim surgiu a Seleção Natural!


Todas as teorias têm um contexto, sejam teorias de cariz científico ou sociológico, que em conjugação com a mente certa, muitas das vezes revolucionam o conhecimento existente até então. 
Charles Darwin, acreditava no criacionismo e na imutabilidade das espécies, mas alterou a sua forma de pensar, foram vários os fatores que contribuíram para isto, podemos destacar a viagem a bordo do Beagle que percorreu os “mares” do mundo, passando ao largo da América do sul, África, Austrália e Galápagos. Foi no arquipélago das Galápagos que algumas das observações cruciais, para o desenvolvimento da teoria da evolução ocorreram. 
John Gould, que acompanhou Darwin na sua viagem, reparou que nas ilhas do arquipélago, os tentilhões, apresentavam bicos e hábitos alimentares diferentes e consequentemente ocupavam nichos específicos. 
Na altura Charles Lyell foi responsável pela lei do uniformitarismo, em que defendia que as mudanças geológicas atuaram e atuam, no planeta ao longo do tempo de forma lenta e gradual. Darwin, na sua viagem, verificou a presença de fósseis de conchas de animais marinhos a grandes altitudes onde o mar não poderia chegar, esta observação terá suscitado questões sobre porque é que aqueles fósseis ali estavam. 
Pombos
Já Thomas Malthus, também teve influência na teoria desenvolvida por Darwin, alertou para os fatores económicos e sociológicos existentes e com vista ao futuro, defendia que a população humana tem um crescimento exponencial e que a disponibilidade de alimentos não acompanharia o aumento de seres humanos. Isto significava que indivíduos com menos recursos iriam ter a sua existência condenada. Darwin usou o conceito de recursos limitados e aplicou-o a populações naturais.
 Pela sua experiência pessoal, Darwin, criou e efetuou cruzamentos entre pombos, de forma a obter as características que pretendia, estava assim a efetuar seleção artificial e considerou que no habitat natural deveria existir semelhante mecanismo, ao qual chamou Seleção Natural.

sexta-feira, 2 de março de 2012

2011-2020 BIODIVERSIDADE – EDUCAR PARA CONSERVAR

Proclamada a Década da Biodiversidade pela Assembleia Geral das Nações Unidas até 2020, apresenta-se, assim, como uma importante oportunidade de educação ambiental, destinada ao desenvolvimento de uma população mundial consciente e informada sobre as atuais dificuldades e potencialidades no que se refere à conservação da Natureza e da Biodiversidade.

Por este motivo, o Jardim Zoológico vem novamente oferecer uma oportunidade de formação complementar de caráter teórico-prático e presencial, destinada em exclusivo a um público adulto, nomeadamente estudantes e profissionais das áreas da Biologia, Educação Ambiental e afins, e desta feita sob uma perspetiva principalmente orientada para a realização de jogos e atividades destinados à abordagem posterior deste tema, pelos formandos, em ações de educação ambiental. 

Para tal, o Jardim Zoológico conta com os recursos didáticos únicos que a coleção zoológica e botânica do Jardim Zoológico podem proporcionar àqueles que se interessam de uma forma ativa pela conservação da natureza e biodiversidade, permitindo a realização de percursos pedagógicos orientados e atividades ao ar livre, para além da abordagem em sala dos conteúdos teóricos mais atualizados sobre esta temática, sempre numa perspetiva de descoberta dinâmica e participativa, de modo a facilitar o desenvolvimento pessoal e profissional dos formandos.


O Workshop «2011-2020 BIODIVERSIDADE – EDUCAR PARA CONSERVAR» oferece aos formandos a possibilidade de integrarem a Equipa de Guias/Educadores para programas educativos, dotando-os de ferramentas para trabalharem na área da Educação Ambiental. 

Trata-se de um Workshop teórico-prático presencial, de 20 horas, com a seguinte programação geral:
MÓDULO I – Enquadramento Zoológico – Perspetivas Ambientais
MÓDULO II – Ecossistemas – Diversidade, Ameaças e Serviços
MÓDULO III – Flora e Fauna – abordagem prática
MÓDULO IV – Biocriatividade – criatividade nas boas práticas ambientais


Inscreve-te já através do e-mail: pedagogico@zoo.pt

Para mais informações podes consultar o site do zoo

Tigres da cabeça à cauda


Tigre-da-sibéria (Panthera tigris altaica)





















Os tigres são mamíferos, quais são as características dos mamíferos, sabes?

Nascem da barriga da mãe, quando nascem bebem leite materno e têm o corpo coberto de pelo. O pelo dos tigres pode ser de várias cores, do laranja ao branco, com riscas escuras! As riscas permitem-lhe camuflar-se nas florestas onde vive, ou seja, esconder-se por entre a vegetação e assim consegue caçar outros animais.

Durante os programas educativos, podemos visitar o Tigre-de-sumatra, Tigre-da-sibéria e o Tigre-branco, todos eles tem características em comum:
  • Os bigodes ajudam os tigres a orientarem-se.
  • Os seus olhos, à noite parece que brilham, isto, porque eles vêem muito bem, mesmo quando há pouca luz.
  • Na boca têm dentes grandes, chamados caninos, que os ajudam a caçar.
  • Os tigres são animais carnívoros, alimentam-se de carne.
  • A sua língua é áspera, quando se lambem ajuda a pentear o pelo e também a tirar a carne que está agarrada aos ossos quando se alimentam.
  • E as patas, já viste as patas de um gato? Eles têm umas almofadas, que lhes permitem ser silenciosos quando andam, assim podem aproximar-se das presas sem elas os ouvirem.
  • Nas patas também encontramos as garras, elas ajudam-nos a trepar, a caçar e a defender-se, nos tigres não estão sempre de fora, tal como nos gatos domésticos. 
  • E a cauda, imaginas porque razão será tão importante para os tigres? Ela ajuda-os a manter o equilíbrio, por exemplo para não caírem enquanto trepam as árvores ou tentam descer.



Tigre-de-sumatra (Panthera tigris sumatrae)


Se quiseres vir aprender mais sobre estes “primos” grandes do gato doméstico, estamos a tua espera no Jardim Zoológico para um programa educativo especialmente dirigido para a tua turma!







Sabes qual é o meu regime alimentar?

Aqui no Jardim Zoológico, todos os animais têm a sua dieta, que é específica para cada um deles, daí ser tão importante não alimentar os animais quando as pessoas nos visitam. 

Ora pensa lá – Será que a Girafa-de-angola, come o mesmo que o Tigre-da-sibéria? Já te estou a ouvir dizer “não”, pois é. Isto porque o Tigre é um carnívoro, ou seja alimenta-se exclusivamente de carne, enquanto que a Girafa é um herbívoro, logo come plantas, aqui no Jardim Zoológico alimenta-se de feno de luzerna.
Urso-pardo
Já falamos de carnívoros e herbívoros? Conheces outros regimes alimentares? E nós? Somos omnívoros e por isso comemos de tudo um pouco, desde plantas a carne ou frutos, aqui no zoo o mesmo se passa com os Ursos ou os Chimpanzés. Mas não são só os mamíferos que têm este regime alimentar, o Casuar é uma ave, e também é omnívoro.
Grifo
E será que há outros regimes alimentares? Ora temos os animais frugívoros que comem exclusivamente frutas, como a Arara-maracanã e os insectívoros que comem insetos, como é o caso do Urso-formigueiro-gigante, que pode comer até 30.000 formigas ou térmitas, num só dia. Já o Leão-marinho-da-califórnia é um piscívoro porque come exclusivamente peixe. 

Então e aqueles que se alimentam de animais que já estavam mortos? Estes são os necrófagos. Lembras-te de algum animal que tenha este regime alimentar? Aqui no zoo temos o Grifo e o Dragão-de-Komodo, que são ambos necrófagos.

Presas e as suas técnicas de defesa contra a predação

A predação é uma relação biótica interespecífica, em que o predador caça com propósito de se alimentar de uma presa.
Existem estratégias que as presas podem apresentar, quanto ao seu aspecto exterior e que lhes conferem vantagem contra a predação, estas são:



Falsa-coral-de-sinaloa


Mimetismo – As presas procuram imitar o padrão que um predador apresenta, por forma a serem confundidos, evitando assim a predação, exemplo é a Falsa-coral-de-sinaloa, que pode ser distinguida da verdadeira coral, isto porque na Falsa-coral-de-sinaloa o vermelho toca o preto, enquanto que na verdadeira coral temos o vermelho a tocar o amarelo. 


Tigre-de-sumatra

Camuflagem – Os animais tentam passar despercebidos, no seu habitat. Esta técnica também ocorre nos predadores, por exemplo os tigres têm riscas para se camuflarem e poderem aproximarem-se das presas sem seres vistos. O extremo da camuflagem é o camaleão que pela sua capacidade de mudar de cor, está sempre camuflado em qualquer local do seu habitat. 

Cores de aviso – muitas espécies que são venosas apresentam cores fortes como o vermelho ou o amarelo, que funcionam como aviso, para as outras espécies, como é o caso dos anfíbios do género Dendrobates. Mas não te esqueças nem tudo o que parece é!

Críticas ao Lamarckismo!

Como sabes a semana passada foi publicado um texto com o tema: Jean-Baptiste Lamarck e o principio do evolucionismo, agora iremos apontar quais foram as principais lacunas, existentes nas leis desenvolvidas pelo lamarckismo. Ainda te recordas que leis desenvolveu? A lei do uso e do desuso e a lei dos caracteres adquiridos.
Através destas leis, Lamarck considerava que as alterações no habitat levavam o indivíduo a adaptar-se. Assim atribuiu uma intencionalidade aos seres vivos, na busca por serem melhores e mais adaptados ao habitat onde vivem, como que na procura da perfeição.
Esta mudança ocorria porque o uso de determinados órgãos, levava ao seu desenvolvimento, já o seu desuso levava à sua atrofia – lei do uso e do desuso.
Posteriormente, as características desenvolvidas iriam passar à descendência – lei dos caracteres adquiridos – ora estas características são somáticas, ou seja, não vão passar à descendência porque não interferem com as células da linha germinativa, um exemplo a considerar, progenitores musculados não vão ter um descendente que por si só, venha a ser musculado. Mesmo que o progenitor seja musculado, quando deixa de usar esta estrutura de forma intensa, estas regridem.
Ainda sobre esta problemática, Friedrich Weissman, em 1880, cortou caudas a ratos ao longo de gerações sucessivas, tentando assim avaliar se os que nasciam dos cruzamentos de ratos sem cauda também nasceriam sem cauda, mas os ratos nasceram sempre com cauda.
Ao considerar que as estruturas surgiam pela função, fica por esclarecer as estruturas que ocorrem ao longo das gerações e que são adversas ou nefastas para o indivíduo e estas surgem, independentemente do meio em que o organismo existe.

O que é que pensas sobre isto, Lamarck tinha ou não razão?