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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ameaças ao equilíbrio dos ecossistemas: A problemática das espécies invasoras

Sabes o que é uma espécie invasora? É qualquer espécie (incluindo as suas sementes, ovos, esporos ou outro material biológico capaz de propagar a espécie) que não é nativa daquele ecossistema e cuja introdução (de forma acidental ou intencional) causa danos ambientais, de saúde pública e/ou económicos. Nem todas as espécies introduzidas tornam-se invasoras, mas a maioria adapta-se bem a diferentes condições ambientais e tem uma grande capacidade reprodutora, colonizando rapidamente o novo local e conduzindo a desequilíbrios no ecossistema. Estes são desencadeados por situações negativas que incluem competição e predação com espécies nativas, transmissão de doenças ou alteração do património genético e do comportamento das populações nativas.
Se calhar já te cruzaste com alguma ou até tens uma em casa sem saberes? Em Portugal existem várias espécies introduzidas, algumas com caráter invasor ou risco ecológico elevado. Ao nível da fauna temos por exemplo o lagostim-vermelho (Procambarus clarkii), a perca-sol (Lepomis gibbosus), a tartaruga-da-Flórida (Trachemys scripta elegans) e o pato-de-rabo-alçado-americano (Oxyura jamaicensis). Em relação à flora a mimosa (Acacia dealbata), o jacinto-de-água (Eichornia crassipes) e o chorão (Carpobrotus edulis) são apenas uma pequena amostra. O Decreto-Lei nº 565/99 de 21 de dezembro regulamenta a introdução na natureza de espécies não-nativas em Portugal e neste documento encontras a lista detalhada. O Homem começou a introduzir espécies para seu benefício (ex: alimentação, vestuário, companhia). Porém a globalização tem levado à sua dispersão e consequentemente ao aumento da severidade desta problemática. Um pouco por todo o Mundo especialistas tentam estabelecer medidas de gestão de populações invasoras, mas os processos são complexos e dispendiosos.
A prevenção e o conhecimento são essenciais e tu também podes dar o teu contributo: informa-te bem antes de adquirires qualquer espécie, se tiveres um animal ou uma planta não-nativos que não possas ter em casa informa-te com entidades responsáveis (ex: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas) sobre como deves proceder, participa em ações de sensibilização e erradicação, promove debates ou faz cartazes para alertar a tua comunidade escolar.




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