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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Fica marado com o Marabu

Esta semana apresento-vos mais um animal da classe das aves com aspeto fora do vulgar, o Marabu (Leptoptilos crumeniferus). Ficarão ainda mais surpreendidos quando vos contar que é da família das cegonhas.
Talvez já tenham visto Cegonhas-brancas quando viajam nas estradas alentejanas, porque elas vivem em zonas abertas, como os campos de cultivo e pastagens que encontramos a sul do Tejo, por exemplo. Também o Marabu gosta deste tipo de habitat, humanizado ou natural, mas a sua distribuição está restrita a África, sobretudo na região compreendida entre o Deserto do Saara e a África do Sul.
Os marabus poderão ter mais meio metro que as suas primas portuguesas (atingindo 1,5m) e medir de uma ponta da asa à outra cerca de 3m, o que lhe confere o título da ave terrestre com maior envergadura.
Para além do tamanho e envergadura existem outras características distintivas do Marabu: o seu saco gular rosa (no pescoço), útil durante a corte, e a cabeça e o pescoço desprovidos de penas, úteis enquanto se alimenta.
Tal como a Cegonha-branca, o regime alimentar passa por insetos grandes e de vertebrados pequenos, mas caracteriza-se principalmente por ser necrófago. Se a cabeça e o pescoço tivessem penas ficariam cheias de sangue e outras sujidades quando coloca a cabeça dentro das carcaças, e teria muito mais dificuldade em manter-se limpo. Apesar de terem bicos longos (até 35cm) e grossos dependem dos abutres que, com os seus bicos curvos, rasgam as carcaças.
Esta espécie adaptou-se à presença do Homem, alimentando-se em lixeiras e matadouros, da mesma forma que o Homem beneficia da sua presença por esta eliminar a carne putrefacta e outros resíduos.
Dentro do género Leptoptilos existem mais duas espécies, asiáticas, estando estas ameaçadas de extinção.
Venham ficar marados com o nosso Marabu na apresentação do Bosque Encantado.

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