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sexta-feira, 5 de abril de 2013

A PIÓNIA QUE QUERIA SER ROSA...

… E acabou por ser chamada de Rosa-albardeira (Paeonia broteri Boiss. et Reut.) como se fosse uma rosa imperfeita, nome injusto para tamanha beleza.
As suas pétalas, que se mostram nesta altura do ano, podem ser de um rosa vivo, que contrasta com o dourado no seu interior. Uma flor de quinze centímetros, dez pétalas e incontáveis anteras carregadas de pólen.
Esta espécie, exclusivamente ibérica, gosta de viver em locais sombrios e pedregosos, junto aos bosques, em zonas de montanha.
Infelizmente é já bastante rara. As pessoas colhem-na da natureza e o seu habitat tem sido destruído por causa da exploração agrícola. Actualmente é usada tanto como planta ornamental, como em festejos religiosos. Antigamente também a usavam para fins medicinais, mas como em doses elevadas é tóxica, os espanhóis acabaram por lhe chamar Rosa-maldita.
Se encontrares uma deves sentir-te com muita sorte! Leva dela apenas as fotografias que conseguires tirar.
“vi uma rosa-albardeira / ai se eu pudesse colhia-a / mas disse-me um passarinho / que se a colhesse morria // que se a colhesse morria / pois não se dá prisioneira / meu amor, eu não sabia / que eras a rosa-albardeira” (Baile Popular Rosa-albardeira)

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