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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Encontro com o tratador dos Lémures-de-cauda-anelada (Lemur catta)

Hoje foi o encontro com o tratador dos Lémures-de-cauda-anelada, o Sr. António Bispo. Foi um encontro muito formativo e divertido onde para além de aprendermos novas informações sobre os Lémures pudemos fazer parte da construção do Enriquecimento Ambiental. Agora, partilhamos convosco aqui no blogue do Zoo as nossas aprendizagens.
Porque se chama Lémure-de-cauda-anelada?
Os nomes comuns dados aos animais baseiam-se, na maior parte das vezes em características dos animais ou em proveniências. O Lemur catta, por exemplo,  recebeu o nome de cauda anelada porque tem na cauda diversas riscas que fazem lembrar anéis.

Onde vivem os Lémures?
Todas as espécies de Lémures vivem em Madagáscar, uma ilha pertencente ao continente Africano que fica situada ao largo da costa de Moçambique.

Porque andam os Lémures com a cauda no ar?
Como referido anteriormente, todas as espécies de Lémures existentes vivem em Madagáscar. Estes Lémures caracterizam-se então pela cauda comprida no ar que não é mais do que uma identificação grupal. Se um Lémure se perder do grupo no meio dos restantes Lémures identifica o seu grupo facilmente através da cauda no ar.

O que comem?
Os Lémures são animais herbívoros. Na Natureza alimentam-se de rebentos, folhas, flores, frutos e herbáceas. No JZ a sua dieta é composta inicialmente por uma ração própria para herbívoros – a esta ração costumo chamar de “sopa”, por ser muito nutritiva e importante para eles mas estes nem sempre a querem comer. Depois de garantir que estes comeram a “sopa”, é-lhes fornecida uma segunda alimentação constituída por gelatina, maçã, passas, banana, ovo, e vegetais – a esta parte da alimentação costumo chamar de “bife com batatas fritas” uma vez que é a parte preferida da sua alimentação.

Porque fazem estes barulhos?
Estes barulhos são vocalizações, uma das formas que os Lémures usam para comunicar uns com os outros.

Enriquecimento Ambiental
O enriquecimento que produzimos hoje denomina-se de Enriquecimento Alimentar. Este, em particular, consiste em revestir um toro de madeira, previamente preparado, com mel e com papa cerelac e nele colar passas e amendoins para que os Lémures tenham que lamber o mel e a papa e arrancar os amendoins e as passas.
A razão por ter trazido estes amendoins para a apresentação é para vos mostrar a diferença entre a comida dos animais e a vossa/nossa comida. Os amendoins que nós comemos, são amendoins torrados e, consequentemente, são altamente tóxicos para os animais. Estes amendoins que lhes damos são amendoins crus. As pessoas não têm estes conhecimentos e por vezes, desrespeitando as placas que dizem para não se dar comida aos animais, dão-lhes comida pondo por vezes a vida dos animais em risco.

O Enriquecimento Sensorial é uma constante. Por estarem perto dos restantes Lémures, os Lémures-de-cauda-anelada são constantemente estimulados à marcação de território. Isto acontece porque os restantes Lémures das instalações vizinhas estão também constantemente a marcar o seu território acabando por se estimular uns aos outros a esse nível.

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