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sábado, 28 de setembro de 2013

A ave do elmo pregueado


O Calau-de-elmo-pregueado vive em florestas tropicais húmidas, nas ilhas de Samatra, Bornéu, Java e Bali, por isso esta espécie está este ano abrangida pela campanha da EAZA, com a temática do Sudeste asiático. Apresentam um bico muito desenvolvido, que lhes permite alimentarem-se de frutos, assim como ovos, rãs e até répteis como serpentes e lagartos, por isso têm um regime alimentar omnívoro. 
Macho (esquerda) e Fêmea (direita)
Este animal da classe das aves é monogâmico, forma casais e coloca os seus ovos em árvores com troncos ocos. É com facilidade que podemos distinguir os machos das fêmeas porque esta espécie apresenta dimorfismo sexual, assim sendo o macho apresenta uma estrutura amarela abaixo do bico no seu pescoço, enquanto que na fêmea essa estrutura é azulada.
Em termos de ameaça de extinção encontra-se num estatuto pouco preocupante, ainda assim dadas as ameaças atuais às florestas do nosso planeta e também o comércio ilegal de espécies, poderão vir a colocar esta maravilhosa ave em perigo de extinção.
Aqui no Jardim Zoológico poderás observar esta ave, que quando está a voar, dada a sua dimensão conseguimos ouvir o seu bater de asas. Vem visitar-nos!

Ecossistema urbano


Alvéola-branca
Ao longo das últimas semanas temos falado, sobre diferentes tipos de habitat, esta semana iremos falar de um habitat particular, que nos rodeia e que muitas vezes já pouco de natural encontramos nele. O habitat urbano, por muito cimento que nos rodeie, continua a existir vida animal e vegetal entre nós.
Se pensarmos em aves existentes em cidades provavelmente pensamos logo em Pombos, mas há outras, melros, falcões, alvéolas, pardais e piscos que agora dão vida a floreiras citadinas.
E os que foram introduzidos ou seja apesar de não pertencerem à nossa fauna, já dão um toque tropical à capital como os periquito-rabo-de-junco, com as suas vocalizações estridentes podem ser observados em diferentes zonas de Lisboa, por exemplo no Campo Grande e Campo Pequeno.
Também os ratos como o rato-norvergico, nos proporcionam muitas vezes encontros de último grau em qualquer zona de qualquer cidade.
Também os insetos são ubíquos, ou seja, existem em todo o lado.
De notar que para as mais diferentes espécies as cidades têm inúmeros riscos, mas também podem oferecer várias oportunidades de alimento, especialmente para as espécies oportunistas.
Fica atento e regista os animais que consegues observar na tua cidade, verás que são muitos!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ontem foi um dia especial…

Sabias que há 5 espécies diferentes de Rinoceronte? Sabias que o rinoceronte-branco é o 2º maior animal terrestre? E que 3 das 5 espécies de rinoceronte estão Criticamente em Perigo? No Jardim Zoológico podes observá-los de perto e contribuir para a conservação de todos os Rinocerontes!

Rinoceronte-indiano (Rhinoceros unicornis )
A caça é a maior ameaça direta à sobrevivência dos Rinocerontes e, em conjunto com a destruição do habitat, pode decretar a sua extinção em poucos anos! Infelizmente o valor de um chifre de rinoceronte vendido no mercado ilegal é tão alto que os caçadores furtivos, continuam a arriscar a própria vida para concretizarem o abate do animal e a venda.

 73% da população total de Rinocerontes no Mundo, vive na África do Sul. No entanto, depois de vários anos de aumento populacional, chegaram as más notícias… Só entre 2010 e 2012 foram abatidos 1449 rinocerontes africanos no seu habitat natural, e em 2013, a contagem já ultrapasa os 500 animais abatidos… Estas são notícias devastadoras para a sobrevivência dos Rinocerontes africanos e um péssimo indicador do futuro para os Rinocerontes asiáticos.

Se a caça continuar a este ritmo, o número de mortes no habitat vai ser maior do que o número de nascimentos já em 2016-2018, daqui a 3 anos! O resultado deste saldo é a extinção definitiva e muito rápida destes animais maravilhosos.

Rinoceronte-branco (Ceratotherium simum)
 No Jardim Zoológico temos ao nosso cuidado 2 grupos de rinocerontes: Rinoceronte-branco (Ceratotherium simum) e Rinoceronte-indiano (Rhinoceros unicornis). Ambas as espécies estão incluídas no Programa Europeu de Reprodução de Espécies Ameaçadas (EEP) e cada nova cria representa uma força implacável na luta pela sobrevivência e para a conservação das espécies.
Protege a natureza. Não compres produtos da medicina tradicional com composição de origem animal, como sendo extrato de chifre de rinoceronte. Não facilites o tráfico de chifres de rinoceronte.


Precisas de mais motivos para participares no Dia Internacional do Rinoceronte, o dia 22 de Setembro? Junta-te a esta iniciativa mundial e faz a tua parte através da visita ao Jardim Zoológico.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Okapi (Okapia johnstoni) é o animal do mês!


Temos uma grande notícia para partilhar convosco, o Okapi é o animal do mês no Jardim Zoológico. Adivinham porquê? Porque temos uma pequena cria!

O Okapi habita a floresta tropical do Ituri, na República Democrática do Congo e é o único parente vivo da Girafa. Estes animais apresentam um vasto leque de adaptações que os ajudam a sobreviver na floresta, entre predadores, incluindo camuflagem e estruturas para a execução de tarefas essenciais. Exemplos são a enorme língua que utilizam tanto para a sua higiene como para a obtenção de folhas e rebentos das árvores; as orelhas que se movem de forma independente para que consigam determinar com maior exatidão a origem dos sons, e o pelo curto e oleoso que lhes garante proteção da humidade da floresta tropical, permiti-lhes manterem-se secos já que assim, a água da chuva e a humidade deslizam sem os ensoparem!


Sendo mamíferos ungulados, ou seja, não predadores, os Okapis têm estratégias de defesa muito particulares. Uma estratégia interessante é a que as crias adotam nas primeiras semanas de vida. Depois do nascimento, a cria é escondida pela mãe na floresta densa, e ali fica durante cerca de 2-3 semanas. A progenitora só vai ao esconderijo para amamentar a cria e volta a sair. Durante esse tempo, a cria não defeca, ou seja, dificulta o trabalho dos predadores já que não deixa provas da sua existência nem espalha o seu odor! A cria, que fica sozinha durante várias horas, restabelece o contacto com a mãe vocalmente. Elas trocam chamamentos que, ao ouvido do Homem, se assemelham a uma leve tosse.

Ficaram curiosos? Então venham ao Jardim Zoológico conhecer o nosso pequeno Okapi e a sua mãe.

Até breve

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Encontro com o tratador do Elefante-africano (Loxodonta africana)

Hoje tivemos o encontro com o tratador dos Elefantes-africanos. Foi um encontro de “peso” e grande aprendizagem. O que aprendemos partilhamos convosco aqui no blogue do JZ.

 O que distingue o elefante-africano do elefante-asiático?
A espécie de elefantes existente no JZ é o Elefante-africano-de-savana. Uma das diferença entre este e o Asiático são as orelhas. Enquanto que o Elefante-asiático tem as orelhas pequenas o Elefante-africano tem umas orelhas maiores e com a forma do continente Africano.

Porque estão separados os elefantes?
Na natureza os elefantes fêmeas vivem separados dos machos sendo o grupo comandado pela matriarca, a fêmea dominante. Os elefantes macho só se juntam com as fêmeas nas alturas de cio e o mesmo acontece aqui no JZ.

Como sabem se as fêmeas estão ou não receptivas?
As fêmeas quando estão em cio segregam um liquido de uma zona perto das orelhas. Aí os tratadores já sabem que elas estão prontas para copular.

Qual o tempo de gestação?
O tempo de gestação é de 22 meses e de cada gravidez nasce apenas uma cria.

Porque é que os elefantes abanam as orelhas?
Há dois motivos principais que levam um elefante a abanar as orelhas e percebemos o motivo consoante a velocidade com que o fazem. Se abana as orelhas com muita força significa que está a ficar zangado, se por outro lado abana as orelhas devagar, está a refrescar-se. As orelhas dos elefantes são fortemente irrigadas, estes abanam as orelhas e dessa forma arrefecem o sangue nas mesmas, que de seguida se espalha pelo resto do corpo levando a um arrefecimento corporal do animal.

Que outras formas usa o elefante para se refrescar e para se proteger do sol?
Os elefantes são animais com pele nua (não tem pelos a cobrir o corpo, só na ponta da cauda), muito espessa, daí a denominação de paquidermes à semelhança dos rinocerontes e hipopótamos. Apesar de uma pele espessa, a ausência de pelo torna mais complicada a sua proteção dos raios solares. Para se protegerem do sol os elefantes podem entrar nos cursos de água para se banharem ou então envolverem-se na lama, funcionando a mesma como uma espécie de protetor solar. A lama para além de proteção solar serve também como proteção para os insetos.

 Como é que os tratadores limpam a instalação?
Para limpar a instalação, os tratadores atraem os elefantes para dentro da instalação interior de forma a poderem entrar na instalação exterior em condições de segurança.

Como dormem os elefantes?
Os elefantes dormem muito pouco tempo, cerca de uma hora por dia. A partir de uma certa idade dormem em pé, já que depois de crescerem e ficarem muito pesados torna-se muito difícil levantarem-se.

Qual a alimentação que eles têm aqui no JZ?
No JZ os elefantes têm como principal alimentação feno porém, às vezes damos-lhes pão, cenouras e frutos como guloseima.

Qual a quantidade de comida e água que eles ingerem por dia?
Cada elefante ingere cerca de 130 kg de feno por dia e bebe cerca de 100 litros de água.

Porque comem as fezes uns dos outros?
Há duas teorias que explicam o porquê dos elefantes comerem as fezes uns dos outros: uma diz que isso acontece porque os elefantes não conseguem fazer uma correcta digestão das sementes que compõem o feno. Por essa razão, quando defecam, as fezes ainda contêm sementes pouco digeridas. Os elefantes ingerem então essas sementes das fezes de outros elefantes e assim garantem uma mais eficaz digestão. A segunda teoria relaciona esta questão com a falta de alimento nas savanas. Por ser escassa a alimentação, os elefantes terão desenvolvido este hábito de se alimentarem das sementes presentes nas fezes uns dos outros para  melhor aproveitarem a comida.

Para que servem as presas?
As presas, ou seja, os dentes, servem para os elefantes se defenderem e servem também para derrubarem árvores na natureza.

Quanto tempo vivem os elefantes?
Podem viver até aos 80 anos no natureza mas já há casos de animais que viveram até aos 100 ao cuidado humano.

Porque estão os elefantes a extinguir-se?
Os elefantes são caçados com o único propósito de retirar as presas. Este material, o marfim, é muito valioso no mercado ilegal e por isso os caçadores cotinuam a abater elefantes.

Enriquecimento Ambiental

Enriquecimento Sensorial
Está presente na cascata. É um elemento que executa um som específico e permite também um controlo bioclimático. Por outro lado este elemento funciona também como enriquecimento físico por ser um elemento compositor da instalação e ainda como enriquecimento ocupacional pois é um espaço de algumas brincadeiras.
Enriquecimento Alimentar
Se repararem, na parede da instalação dos elefantes há uns buracos. Nesses buracos nós colocamos algumas guloseimas para que os animais as tenham que procurar para se alimentarem. Outra forma de enriquecimento alimentar são os gelados de fruta, que funcionam também como enriquecimento ocupacional pelo tempo que o animal leva até ao gelo derreter e conseguir chegar à fruta.