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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Ninho ou toca?

ninho de abutre
Já pensaste como é que os animais se protegem do vento, da chuva, do frio, do calor e também dos predadores? A maioria constrói tocas e ninhos. Há também os que preferem escolher refúgios naturais, como buracos em árvores ou rochas. No caso das aves, estas constroem os ninhos essencialmente para colocarem os ovos durante a reprodução, para estarem protegidos dos predadores e também para ficarem quentes para que as crias se desenvolvam correctamente. Sabias que os ninhos dos abutres podem ter dois metros de diâmetro e pesar mais de uma tonelada?
ninho de colibri


E que os dos colibris são do tamanho de um dedal? E que há ninhos flutuantes, como o dos mergulhões? Mas não são só as aves que constroem ninhos. Os peixes, os insectos, as aranhas e os roedores também o fazem. Há ainda animais que constroem ninhos apenas para criar os filhotes, para passar a noite, para hibernar durante longos meses, ou até para passar toda a vida. No caso dos mamíferos, existem roedores que fazem ninhos nas ervas, outros que escavam galerias no solo e até primatas que fazem ninhos nas árvores para passar a noite. No caso das tocas, estas são escavadas no solo, na lama ou na neve, ao contrário dos ninhos que podem estar suspensos, assentes em troncos, no chão ou a flutuar. De entre os mamíferos há um animal que é conhecido por ser um autêntico engenheiro na construção das suas tocas: o castor.
Castor
Este animal é o segundo maior roedor do planeta, mas não se limita a construir uma toca. Para se assegurar que esta é acessível apenas por debaixo de água, os castores constroem uma rede de diques que pode chegar a ter 1 km de comprimento. Mas também existem alguns animais que não precisam construir nenhuma protecção, pois essa já está incluída no seu corpo, como é o caso do caracol. Como podes ver, o mundo animal está repleto de excelentes construtores e de “casas” muito diversas.






Ambystoma mexicanum

Axolote Ambystoma mexicanum
No habitat natural, existe apenas em dois lagos Xochimilco e Chalco, como o nome desta espécie sugere, é no México. Vulgarmente esta espécie é conhecida por Axolote, pertence à Classe dos Anfíbios e Ordem Caudata que tem como caraterística o fato de terem a presença de cauda, que não encontramos na Ordem Anura (rãs e sapos). Como anfíbios que são têm a sua pele nua, fazem respiração pulmonar e cutânea e passam por fases de desenvolvimento diferentes.
Axolote Ambystoma mexicanum
O axolote mesmo quando numa fase adulta, apresenta características que ocorrem no estado larvar, quando assim acontece este processo tem o nome de neotenia, por isso os adultos apresentam três pares de brânquias externas e barbatana que vai desde a parte terminal da cabeça até à extremidade caudal.
Apesar de serem anfíbios a sua vida é exclusivamente aquática ao longo do seu ciclo de vida. As suas cores podem variar desde o preto ao cinzento, passando pelo castanho.
Têm a capacidade de regenerar os órgãos do corpo, desde os seus membros até mesmo órgãos vitais, por isso são muito usados em termos de investigação científica.
Esta espécie encontra-se criticamente em perigo, o fato de apenas ocorrer em dois lagos leva ao agravamento da situação, provocada pela forte pressão humana inerente ao crescimento da Cidade do México.
Poderás observar esta maravilhosa espécie, no reptilário do Jardim Zoológico.

Floresta Laurissilva


floresta Laurissilva
Laurissilva deriva do latim Laurus (loureiro, lauráceas) e Silva (floresta, bosques) e é nome dada um tipo de floresta húmida subtropical, composta maioritariamente por árvores da família das lauráceas e endémica da Macaronésia (arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde).  Esta floresta teve origem há 20 milhões de anos, ocupando nessa altura toda a área da bacia do Meditterâneo, Sul da Europa e Norte de África. No entanto, ao longo dos milhares de anos deu-se uma regressão, devido essencialmente às alterações climáticas, e esta floresta passou a ter como último refúgio as regiões insulares. Nestas regiões as flutuações climáticas são menores, pelo que aqui a floresta Laurissilva conseguiu sobreviver e até mesmo prosperar, devido à influência benéfica do Oceano Atlântico. Actualmente, está presente apenas na região da Macaronésia, sendo um dos habitats com maior índice de diversidade de plantas por km². Nos Açores a sua presença é residual, encontrando-se em manchas de floresta isoladas em todas as ilhas. No entanto, na Madeira ocupa uma área que corresponde a 20% da ilha. É a região do mundo onde a Laurissilva se mantém em melhor estado de conservação e com maior número de espécies endémicas, o que levou à sua classificação como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1999.
Loureiro Laurus novocanariensis
Na Laurissilva as espécies mais comuns são o loureiro, o til, o vinhático e o barbuzano.
Vinhático  Persea indica
Apesar de parecerem iguais, um olhar mais atento às suas folhas permite distinguir as diferentes espécies. Podemos ainda encontrar árvores como, o pau branco, o folhado e o aderno.
Esta floresta é frequentemente denominada de “produtora de água”, dado que é responsável pela sua captação e infiltração de grandes quantidades, que irá mais tarde abastecer as nascentes e permitir o aproveitamento hidroeléctrico por parte das populações, sendo também de importante para a manutenção da estabilidade dos solos nas encostas declivosas. Nos últimos anos, as espécies invasoras como os eucaliptos e as acácias, têm vindo a contribuir para a perda de habitat da Laurissilva, sendo vários os projectos em curso que têm por objectivo a sua erradicação. Considerando a enorme biodiversidade de flora e também de fauna existente na floresta Laurissilva, torna-se prioritário unir esforços para preservar este ecossistema único no mundo.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A resposta do Sabichão!


O animal que mais aparece numa visita ao Jardim Zoológico


Pavão-real na instalação dos Cangurus
Andando livre, pelo Jardim Zoológico, são muitas as vezes que durante as visitas guiadas, ele aparece e o guia perde a atenção dos meninos que estavam a assistir à visita, ora estamos a falar do nosso amigo Pavão-real. No Jardim Zoológico anda um pouco por todo o lado, enchendo este espaço de cor, passando de umas instalações para as outras e fazendo todos os dias, visitas inesperadas a animais como Cangurus ou Impalas. É como se a cada dia, escolhessem uma casa nova para viver e um novo restaurante para comer. Esta ave é originária da Índia, desde há muito tempo que vive em jardins nos mais diferentes países, pela sua beleza e principalmente pelas penas coloridas que podemos observar nos machos. As fêmeas apresentam penas castanhas e beges, enquanto os machos quando abrem o seu “leque” para encantar as fêmeas, mostram cores que vão dos azuis aos verdes.
Estas aves são omnívoras comem plantas e sementes assim como insetos e até pequenos mamíferos. Podem voar e muito alto e não são raras as vezes em que ao fim do dia os podemos ver no topo das maiores árvores. No entanto quando é altura de construírem os seus ninhos é no solo que o fazem, podem por de 3 a 6 ovos, pouco tempo depois de nascerem passam logo a andar atrás da sua mãe.
Agora já sabes quando vieres ao Jardim Zoológico não te assustes se vires um pavão a passear ao teu lado! 

Aqui há Panda!

Não sou preto e branco, nem gigante, mas sou panda, quem sou?
É o nosso Panda-vermelho (Ailurus fulgens), este animal partilha a sua instalação aqui no Jardim Zoológico com uma família de Timons ( Suricatas ) e também com uns pequenos veados (Muntjac-chinês).
O Panda-vermelho, tem pelo avermelhado, uma cauda muito longa, com riscas brancas e vermelhas. Ora se tem o seu corpo revestido por pelo, é viviparo e quando nasce bebe leite materno, pertence à classe dos mamíferos.
Aqui no Jardim zoológico as vezes é difícil conseguirmos vê-lo porque prefere a copa das árvores, onde faz as suas longas sestas.
Na natureza vive numa cordilheira chamada Himalaias.
Alimenta-se de bambu como o conhecido Panda-gigante, mas não só também se alimenta de insetos e até ovos e pequenas aves, é por isso tem regime alimentar omnívoro, como um pouco de tudo como nós. Tem um dedo que parece um polegar mas que na verdade não é bem, no entanto permite-lhes arrancar as folhas de bambu. Ainda mais curioso é o fato de terem dentição de carnívoro e o seu regime alimentar como já falamos é de um omnívoro.
Hoje em dia estão ameaçados de extinção, o que os deixa em risco de desaparecerem da natureza. Está ameaçado pela destruição do habitat e pela caça furtiva para obtenção da sua pele.
Agora deixo-te um desafio vem aao Jardim Zoológico ver este maravilhoso animal! Ficamos à tua espera!

Açores: um ecossistema a descobrir!


Os Açores são um arquipélago pertencente à região biogeográfica da Macaronésia (conjunto dos arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde), que apresenta elevados valores de biodiversidade. As condições climatéricas, associadas ao isolamento geográfico, ao relevo e às características geológicas das ilhas deram origem a uma grande variedade de biótopos, ecossistemas e paisagens, que proporcionam a existência de um elevado número de habitats que albergam uma grande diversidade de espécies.
Sendo um dos arquipélagos mais isolados do mundo, acaba por suportar um número significativo de espécies de fauna e flora endémicas exclusivas de cada ilha. Como exemplo de alguma da fauna presente temos o milhafre, o pombo-torcaz, o cagarro e o morcego-dos-açores, único mamífero terrestre endémico de todo o arquipélago. A flora caracteriza-se pela presença de espécies como o louro, a urze, o cedro e a vidália, não esquecendo, claro, a floresta Laurissilva. Mas não só em terra se encontram espécies únicas, também no mar se pode observar o cachalote, a baleia-piloto, o atum, o peixe-espada e algumas espécies de tubarões. Contudo, um dos habitats mais singulares encontra-se nas fontes hidrotermais de grande profundidade, que suportam comunidade únicas de bactérias quimio-autotróficas, mexilhões gigantes, poliquetas, lapas, caranguejos e peixes de profundidade.
De todas as espécies endémicas dos Açores, uma das mais carismáticas é sem dúvida o Priolo. O habitat desta ave terrestre está limitado à floresta Laurissilva do Nordestes da ilha de São Miguel. Em 1990 existiam apenas cerca de 300 indivíduos. 
Priolo,  Pyrrhula murina
Para evitar o seu desaparecimento, desde 2003 até hoje, a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) liderou um programa de recuperação do Priolo financiado sobretudo pela Comissão Europeia (programa LIFE) e pelo Governo Regional dos Açores, o qual permitiu que a população do Priolo atingisse hoje os 1000 indivíduos, reduzindo o seu risco de extinção, apesar da ameaça ainda persistir, continuando a ser a espécie de passeriforme mais ameaçada da Europa. O Priolo depende da floresta Laurissilva nativa da região, a qual tem vindo a ser invadida por espécies de plantas exóticas que substituem as espécies autóctones e que não lhe proporcionam nem alimento nem abrigo adequados, conduzindo à sua quase extinção. Este projeto de conservação tem-se centrado na recuperação da floresta Laurissilva, retirando as plantas invasoras e plantando plantas de espécies autóctones, contribuindo, assim, para a recuperação de todo um ecossistema.

Classificação Biológica: do Reino à Espécie


A classificação biológica é um método científico usado para categorizar os seres vivos, organizando-os em grupos denominados taxa (singular = táxon). O filósofo grego Aristóteles foi o primeiro a usar um sistema de classificação de organismos, separando-os em plantas e animais e ainda subdividiu estes últimos consoante o meio ambiente em que se deslocavam (água, ar e terra). Lembras-te quando escrevemos sobre “O ‘pai’ da nomenclatura binomial”, Carl von Linné? Pois é, Lineu foi o pioneiro da classificação científica moderna, agrupando espécies de acordo com características morfológicas em comum. Atualmente, com o avanço da ciência, é utilizada cada vez mais a classificação com base nas semelhaas moleculares e genéticas, o que tem levado inclusive à revisão da classificação de várias espécies.
Mas quais são afinal os principais taxa? Em ordem hierárquica, do maior para o menor, temos: Reino, Filo ou Divisão, Classe, Ordem, Família, Género e Espécie. A construção dos sufixos dos diferentes taxa depende do Reino, segundo determinadas regras. Por exemplo o nome da Família no caso dos animais por padrão termina em –idae, enquanto nas plantas este taxa acaba em –aceae. Vamos exemplificar, utilizamos primeiro o animal que é o símbolo do Jardim Zoológico, sabes qual é? O elefante-africano-de-savana.
Loxodonta africana
 Ele pertence ao Reino Animalia, Filo Chordata, Classe Mammalia, Ordem Proboscidea, Família Elephantidae, Género Loxodonta e Espécie Loxodonta africana. Agora uma planta, da qual já falámos anteriormente como sendo “A ‘nossa’ árvore”, o sobreiro. Este pertence ao Reino Plantae, Filo Magnoliophyta, Classe Magnoliopsida, Ordem Fagales, Família Fagaceae, Género Quercus e Espécie Quercus suber.
Na tua visita ao Jardim Zoológico escolhe outras espécies e tenta depois descobrir qual a sua classificação biológica. Mas não te esqueças que a classificação biológica está em contante atualização… e o que hoje é aceite, amanhã com novos estudos pode sofrer alterações.

E tu, já pedalaste hoje?

Atualmente, um dos grandes problemas que afeta o nosso planeta é a poluição atmosférica, que se caracteriza, basicamente, pela presença de gases tóxicos e partículas sólidas no ar. As principais causas deste fenómeno são a eliminação de resíduos por certas indústrias e a queima de carvão e petróleo em fábricas, automóveis e sistemas de aquecimento doméstico. 

Esta acumulação de gases na atmosfera tem consequências negativas tanto na nossa saúde, como na saúde do planeta. Já ouviste falar do “buraco” na camada de ozono? O ozono é o gás que filtra os raios ultravioleta do Sol. Devido a este “buraco” na atmosfera (localizado na zona da Antártida), e que tem vindo a aumentar ao longo dos anos, estes raios chegam com maior intensidade à superfície terrestre, podendo causar queimaduras graves e problemas de pele, assim como a destruição das folhas das plantas. 

Como podes ajudar a diminuir este tipo de poluição? São várias as formas, sendo que a mais fácil passa pela alteração dos meios que utilizas para te deslocares. Se te deslocas sempre de carro, passa a optar pelos transportes públicos. Já imaginaste a quantidade de gases que não seriam libertados na atmosfera se a maioria das pessoas optasse por se deslocar de autocarro, comboio ou metro? 
Mas o meio de transporte mais ecológico é mesmo a Bicicleta! Descobre agora as vantagens se optares por te deslocares a pedalar:


1 – Não deitas gases para a atmosfera 

2 – Poupas dinheiro 

3 – Apanhas sol e vento 

4 – Não contribuis para o aquecimento global 

5 – Fazes exercício 

6 – Ganhas equilíbrio 

7 – Vês melhor a paisagem 

8 – Podes parar para conversar com os amigos 

9 – Ficas bem-disposto 

10 – O planeta fica mais teu amigo porque tu estás a ser amigo do planeta

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Os anéis das aves


No Jardim Zoológico todas as aves têm um anel, mas não o têm no dedo, então onde será? É na perna que as aves usam os anéis, são chamados de anilhas.
Mas afinal porque é que as aves usam estes anéis especiais? Permite que se identifique as aves, por exemplo os Flamingos-rubros, se olharmos para um bando destas aves, são todas muito parecidas, praticamente iguais, mas cada uma tem uma anilha que permite identificar a ave. Cada anilha tem um número, que diz respeito aquele Flamingo e não existe outro que tenha um número igual, funciona como o cartão de cidadão, mas para aves.
Demos o exemplo do Flamingo-rubro, mas também as Araras ou os Papagaios têm anilha, todas as aves têm uma identificação tal como todos nós temos os nossos documentos.  
Até o grande Casuar também tem anilha mas aqui tem de ser maior, e os Pinguins-do-cabo têm anilha? Sim também têm, mas nas barbatanas com cores diferentes. São quase como umas braçadeiras e através das cores conseguimos logo saber quem é quem!
Da próxima vez que vieres ao Jardim Zoológico fica atento e vais encontrar muitos “anéis” diferentes!

A ave do elmo pregueado


O Calau-de-elmo-pregueado vive em florestas tropicais húmidas, nas ilhas de Samatra, Bornéu, Java e Bali, por isso esta espécie está este ano abrangida pela campanha da EAZA, com a temática do Sudeste asiático. Apresentam um bico muito desenvolvido, que lhes permite alimentarem-se de frutos, assim como ovos, rãs e até répteis como serpentes e lagartos, por isso têm um regime alimentar omnívoro. 
Macho (esquerda) e Fêmea (direita)
Este animal da classe das aves é monogâmico, forma casais e coloca os seus ovos em árvores com troncos ocos. É com facilidade que podemos distinguir os machos das fêmeas porque esta espécie apresenta dimorfismo sexual, assim sendo o macho apresenta uma estrutura amarela abaixo do bico no seu pescoço, enquanto que na fêmea essa estrutura é azulada.
Em termos de ameaça de extinção encontra-se num estatuto pouco preocupante, ainda assim dadas as ameaças atuais às florestas do nosso planeta e também o comércio ilegal de espécies, poderão vir a colocar esta maravilhosa ave em perigo de extinção.
Aqui no Jardim Zoológico poderás observar esta ave, que quando está a voar, dada a sua dimensão conseguimos ouvir o seu bater de asas. Vem visitar-nos!

Um cheirinho a murta


A murta (Myrtus communis L.) é um arbusto que pode chegar aos 5 metros. Um arbusto distingue-se de uma árvore porque, normalmente, ramifica-se a partir da base, enquanto que a árvore tem um eixo (tronco) principal.
Apresenta muitos ramos e as suas folhas verdes, brilhantes e aromáticas são perenes, ou seja, não caem durante o inverno. As suas flores, também aromáticas, são brancas, com cinco pétalas e muitos estames (estruturas reprodutoras masculinas), e surgem no final da primavera ou durante o verão. Os seus frutos, os mirtos, surgem no outono, são pseudobagas azuis escuras ou pretas, mas por vezes podem surgir frutos brancos. Os insetos efetuam a polinização, enquanto as aves, que se alimentam dos frutos, são responsáveis pela dispersão das inúmeras sementes.
Pertence à família das Mirtáceas, com cerca de 5000 espécies, onde se incluem também os eucaliptos. Nesta família as espécies são maioritariamente tropicais, muitas delas naturais da Austrália, sendo a murta o único elemento da família nativo na Europa, nomeadamente, na região mediterrânica. A murta cresce em ambientes secos, e faz parte das comunidades de matagais mediterrânicos pré-florestais, sobretudo no centro e sul do país.
 Das suas folhas são retirados óleos essenciais com propriedades medicinais, à semelhança do que acontece com os eucaliptos e outras espécies da mesma família. Estes óleos também podem ser usados em perfumaria e como condimento na gastronomia. Os ramos e folhas são usados na indústria dos curtumes (produção de artigos em pele).
Murta
Das suas raízes e casca são extraídos taninos, que têm propriedades anti-herbivoria (para evitar que a planta seja comida) e contra organismos patogénicos (para proteger a planta de doenças).
A sua madeira dura e elástica é bastante apreciada no fabrico de bengalas, cabos de ferramentas, mobílias, etc..
Os frutos são utilizados no fabrico de licores.
 Desde a Antiguidade que a murta está associada a rituais e cerimónias. Era consagrada a Afrodite na mitologia grega e a Vénus na mitologia romana, deusas do amor. Grinaldas com as suas flores adornavam as noivas na Grécia. E, também os gregos, usavam a sua madeira como incenso em cerimónias religiosas. Tem sido usada como ornamental por ser um símbolo de amor e imortalidade.
 Se pensares em colocar uma planta no teu jardim podes escolher a murta: é aromática, tem folhas todo o ano, fica especialmente vistosa com as suas flores e frutos e, para além disso, é resistente à secura, o que significa que não precisas de a regar com frequência.

Programa Europeu de Reprodução de Espécies Ameaçadas


Na Europa, dentro dos Jardins Zoológicos que pertencem à EAZA (European Association Zoos and Aquaria), existe um programa designado por EEP (European Endangered Species Programme) - Programa Europeu de Espécies Ameaçadas - que se dedica à reprodução de espécies que estão ameaçadas de extinção. Cada uma das espécies envolvidas neste programa tem sempre um zoo que é coordenador do programa. Isto exige que seja produzido um studbook, ou seja, um documento onde são registados os diferentes exemplares de determinada espécie, por forma a conhecer a demografia e genética das populações que existem nos diferentes zoos que pertencem à EAZA. Com esta gestão, é possível gerir as coleções de forma, a que não existam problemas de consanguinidade quando são realizados cruzamentos entre os indivíduos e a promover uma maior variabilidade genética dentro da espécie.
Periquito-dourado
Assim em conjunto com o Comité de espécies (Species Committee), a cada ano são definidos que indivíduos se devem reproduzir e quais irão de um zoo para outro. Esta gestão exige muito esforço e conhecimento humano para que se consiga efetuar esta tarefa com sucesso.
O Jardim Zoológico é coordenador do EEP do Saguim-imperador (Saguinus imperator) e dos studbooks europeus da Tartaruga-espinhosa (Heosemys spinosa), do Periquito-dourado (Guaruba guarouba) e Níala (Tragelaphus angasii) e do Stutbook internacional da Impala-de-face-negra (Aepyceros melapus petersi).

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

OURO, INCENSO E MIRRA


Diz a lenda que os Reis Magos seguindo uma estrela no céu chegaram a Jesus recém-nascido e lhe levaram ouro, incenso e mirra.
As suas oferendas pretendiam homenagear Jesus como rei (ouro), como deus ou sacerdote (incenso) e como homem (mirra). Cada um destes presentes tinha um significado, um simbolismo, naquela época: o ouro representava realeza, perfeição e riqueza; o incenso era usado desde a antiguidade nos rituais religiosos, nos atos de fé, oração e purificação, representando a divindade; a mirra, uma erva amarga, simbolizava o sofrimento que Cristo enfrentaria na Terra, e simbolizava, também, a imortalidade porque era usada no embalsamento. 
Mas o ouro, o incenso e a mirra não são apenas coisas do passado, simbolismos da vida de Cristo, estão ainda presentes no nosso quotidiano.
Ouro
Au é o símbolo químico do ouro e teve origem no seu nome latim aurum, que significa brilhante. Sempre foi considerado um metal precioso devido à sua cor e brilho, por isso é oferecido como primeiro prémio nas competições desportivas.
Nenhum ser vivo tem capacidade ou necessidade de integrar ouro no funcionamento do seu organismo. Para o Homem a importância reside nas suas características, tem aplicações na indústria devido à sua boa condutividade elétrica e resistência à corrosão. Por manter estas propriedades e qualidades ao longo do tempo, é considerado um metal eterno. A sua utilização no fabrico de alianças de casamento é um exemplo do simbolismo da eternidade. Também é utilizado em joalharia e no fabrico de moedas.
É um metal que se pode encontrar sob a forma de pepitas, mas geralmente aparece como pequenas inclusões noutros minerais, como quartzo ou pirite, ou como impureza em muitos minérios de onde é extraído como subproduto. Quando puro é demasiado mole para ser usado por isso é utilizado em ligas metálicas com prata ou cobre.
Olíbano
O incenso e a mirra, extraídos a partir das resinas ou óleos essenciais das plantas, são utilizados pelo Homem desde a antiguidade.
Do latim incendere (queimar), o incenso, é utilizado em rituais religiosos, em aromaterapia ou como ambientador.
O olíbano, um incenso de alta qualidade, extraí-se de árvores do género Boswellia cortando a casca do tronco e deixando a resina escorrer e endurecer. Tem sido utilizado no tratamento de várias doenças inflamatórias, como artrite reumatoide ou asma brônquica.
Mirra
Maror ou murr, a palavra hebraica para mirra, significa “amargo”. É uma resina extraída da Commiphora myrrha através de fissuras na casca da árvore que depois de seca origina grânulos de cor amarelo-avermelhada. Tem propriedades  antissépticas e anti-inflamatórias, e é também utilizada como constituinte de vários cosméticos, como aditivo de vinho, para fabricar incenso ou pelas suas propriedades embalsamadoras.
Para além do incenso e mirra existem muitas outras espécies aromáticas e com propriedades medicinais. A murta (Myrtus communis), que podemos encontrar em Portugal, é um exemplo, com óleos essenciais nas suas folhas e cuja madeira era queimada como incenso na Grécia Antiga... Mas isso é uma outra história!!!