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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

E se a evolução criasse uma teia gigante?

Já alguma vez entraste numa casa desabitada há muito tempo?
Desabitada... quer dizer... desabitada por pessoas, porque entretanto outros habitantes tomaram o seu lugar.
E alguns destes novos habitantes aproveitam para mudar a decoração da casa, enchendo-a de cortinas sedosas.
Quando entramos, pegam-se aos cabelos e fazem-nos cócegas na cara, e começamos uma pequena luta para nos livrarmos dos fios das teias de aranha.
Também quando passeamos pela floresta encontramos várias teias. Por vezes nem as vemos, só damos por elas porque se colaram ao nosso corpo.
Mas a teia da aranha-de-darwin (Caerostris darwini) não passa despercebida, pode medir 25 metros – é mais comprida do que dois autocarros juntos!
Esta aranha de Madagáscar é a única capaz de construir teias que vão de uma margem à outra do rio, mas os cientistas ainda não conseguiram descobrir como é que ela o faz. Embora seja fácil perceber, que perante um investimento tão grande ela não desmanche e refaça a teia todos os dias, como outras aranhas de teias redondas (o formato que melhor conhecemos).
Durante os vários dias em que mantém e repara a sua teia, cujo centro pode ter 2,8 metros quadrados de área, a aranha-de-darwin pode caçar inúmeros insectos – até 30 de uma vez.
Apesar da sua capacidade para criar um teia tão grande, os três centímetros de comprimento da aranha-de-darwin (no máximo dois, se for um macho) estão ainda muito longe dos 12 centímetros do corpo da tarântula-golias.
Esta é, não só a maior teia orbicular do mundo, como também o material biológico mais forte encontrado. O seu fio é dez vezes mais resistente do que o fio de Kevlar, usado no fabrico de coletes à prova de bala ou de cintos de segurança. O próprio fio sintético de Kevlar é sete vezes mais resistente que o aço.
Os cientistas acreditam na coevolução das várias características da teia – forma de construção, habitat e resistência mecânica – à medida que a aranha-de-darwin ia ocupando um nicho ecológico diferente das restantes aranhas.

Esta aranha, recebeu o seu nome em homenagem a Charles Darwin, precisamente 150 anos depois da publicação do livro “A Origem das Espécies”, no dia 24 de Novembro de 2009. E nós decidimos apresentar-ta no 205º aniversário do nascimento de Darwin.

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