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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Traço a traço com Eduardo Salavisa

O desenho é uma arte que melhora a capacidade de observação, potencia os sentidos e aumenta a autoestima. E, para explorar os 5 sentidos, não há melhor do que o Jardim Zoológico, um local repleto de cores, sons de diferentes animais, objetos e texturas diferentes.


A decorrer no primeiro fim de semana de cada mês, a próxima sessão é já no dia 10 de janeiro. As sessões são dirigidas a todas as pessoas, de todas as idades, com ou sem experiência na arte do desenho. Acima de tudo, o objetivo é a diversão e 3 horas muito bem passadas (das 10h às 13h).


Os animais que vivem no parque representam um desafio estimulante, pois permitem a utilização de técnicas diferentes e farão com que os desenhos sejam bem divertidos.



Eduardo Salavisa, desenhador do quotidiano, conhecido pelos seus Diários Gráficos tem trabalhos publicados em revistas conceituadas e é também autor de vários livros.


Vem explorar o teu lado artístico no Jardim Zoológico, podes inscrever-te aqui.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O Centro Pedagógico deseja a todos os leitores um Santo e inspirador Natal!


Já que estamos no Natal, falemos de renas...


A Rena (Rangifer tarandus) é um cervídeo de grande porte, encontrado na América do Norte, na Europa e Ásia do Norte e na Gronelândia.
Sempre que o verão se aproxima, as manadas de renas migram para norte. Os machos podem medir até 215 cm de altura e pesar cerca de 170 kg.
As renas domésticas são habitualmente mais baixas e mais pesadas. Tanto os machos como as fêmeas possuem hastes, mas conseguimos perfeitamente distinguir os géneros pelo tamanho não só das hastes que são muito maiores nos machos como pelo seu porte e altura, as fêmeas são sempre mais pequenas.
Os cascos das renas são únicos porque se conseguem adaptar às condições meteorológicas sazonais. No verão, quando o terreno é mais macio, os fundos dos cascos das renas funcionam como esponjas para fornecer tração. No inverno, as extremidades dos cascos ficam salientes, o que lhes permite perfurar o gelo e evitar que escorreguem. Durante o inverno, as renas chegam mesmo a utilizar os cascos para escavarem as profundas camadas de neve para procurarem um dos seus alimentos favoritos, os líquenes.

Sabia que as renas têm sentidos apuradíssimos? A neve reflecte cerca de 90% dos raios UV e estes animais conseguem ver claramente com pouca luz e em ambientes muito brancos, onde os objectos se confundem com a paisagem pois conseguem ver os raios ultravioleta.

O olfato é outra ferramenta importante para encontrarem alimento debaixo da neve, daí o seu ser também mais apurado.
Por todas estas características foram domesticadas pelos povos do ártico sendo essenciais para a sua sobrevivência pois fornecem leite, carne, peles para a confeção de vestuário e ainda usam a sua força para puxar os trenós.

Sabia que a lenda do trenó do Pai Natal puxado por 8 renas tem origem na mitologia nórdica?

Durante as festividades do Solstício de inverno (Jul ou Yule) que se celebra entre 21 e 31 de dezembro, O Deus Odin viaja pelo céu com seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Nos tempos antigos, as crianças germânicas e nórdicas deixavam as suas botas na janela cheias de açúcar para o cavalo Sleipnir. 
Em retribuição, Odin deixava um presente como gentileza, daqui vem a tradicional bota pendurada na chaminé. Nos tempos modernos, Sleipnir foi transformado nas renas e o barbudo Odin acabou transformado no simpático Pai Natal. Até hoje existe uma estátua de Odin (ou Thor) na Noruega, que a Igreja acabou por transformar na estátua de "São Nicolau".

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

TAPADA DO LINCE-IBÉRICO

O felino mais ameaçado do mundo, o Lince-ibérico (lynx pardinus)

Gamma e Azahar chegaram ao Jardim Zoológico no mesmo dia, a 2 de dezembro de 2014. À sua espera tinham "aposentos" concebidos de propósito para eles. Na "Tapada do Lince-ibérico" tudo foi pensado para que se sentissem em casa. Estão numa zona mais recatada do Zoo, de modo a usufruírem de uma certa tranquilidade, rodeados por flora mediterrânica, zambujeiros, carvalhos e plantas aromáticas.
À sua disposição têm muitos locais de sombra, múltiplos esconderijos, para se poderem ocultar sempre que desejarem, e plataformas elevadas nos troncos e nas copas das árvores, para treparem e verem o mundo do alto, como gostam.  Cuidados diários, alimentação, hábitos e comportamentos, assim como acompanhamento médico, são assegurados, tudo de acordo com as normas em vigor para esta espécie.

Gamma, o macho, gosta de ficar a deambular no solo. Azahar, a fêmea, prefere as copas das árvores. São exemplo de que a personalidade difere mesmo em animais pertencentes à mesma espécie. Estes Linces-ibéricos são o rosto da espécie que tanta tinta tem feito correr, desde a famosa campanha da Serra da Malcata, dos anos 1970, à atual reintrodução do Lince-ibérico em Mértola.






Para muitos, estes dois exemplares-embaixadores serão o primeiro contacto com esta espécie. E foi precisamente essa a função que o Jardim Zoológico assumiu ao recebê-los: sensibilizar a população portuguesa para a causa do Lince-ibérico, oferecer aos visitantes a possibilidade de conhecer e criar laços emocionais com a espécie. Apenas voltará a existir entre nós, se for aceite e respeitada.

Pretende-se que esta proximidade contribua para reduzir alguns comportamentos que põem a espécie em risco, como a caça ilegal, a alteração de práticas de controlo de outras espécies (que poderão causar danos colaterais, como envenenamentos, por exemplo) e a destruição do habitat, e que promova a aceitação destes animais por parte das populações, uma vez que o plano de reintrodução do Lince-ibérico na Natureza já começou a ser posto em prática. 


Quem são estes dois linces-ibéricos? Como chegaram ao Jardim Zoológico? 


Vieram ambos do Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico (CNRLI), em Silves, e têm em comum o facto de não estarem aptos para reprodução e de não poderem ser reintroduzidos na Natureza, por questões médicas. Foi por esse motivo que o CNRLI se dispôs a cedê-los, assim, mesmo não conseguindo reproduzir-se, podem começar uma não menos importante missão: a de embaixadores da espécie, o Lince-ibérico.

O Jardim Zoológico «candidatou-se, então, a recebê-los, projetando as novas instalações e custeando totalmente as despesas inerentes à sua vinda», refere José Dias Ferreira, curador dos mamíferos. Como resultado da colaboração entre o Jardim Zoológico, o CNRLI, o ICNF, a Junta de Andaluzia e as autoridades nacionais e espanholas, Azahar e Gamma passeiam-se hoje perto de nós.

Curiosidades sobre o lince-ibérico

















A ilustração que venceu foi:



Parabéns Francisco Amorim, o teu desenho é o que melhor ilustra o conto "O Natal da Bocas" por isso ganhaste um dia temático no ATL de Natal do Zoo.

Os nossos campos de férias de Natal começaram no dia 15 de dezembro e têm sido muito divertidos.
Sabias que ainda podes ser um Embaixador da Natureza nestas férias? O ATL  do Zoo (6 aos 16 anos) e os Ateliers de férias (3 aos 5 anos) só terminam no dia 2 de janeiro, a inscrição poderá ser feita aqui.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Eles já chegaram!

Azahar e Gamma
É o felino mais ameaçado do Mundo e o carnívoro mais ameaçado da Europa. A IUCN, a União Internacional para a Conservação da Natureza, classifica-o como Criticamente Em Perigo, o nível que antecede a Extinção na Natureza!

O casal de linces Katmandu e Jacarandá foram os dois primeiros a ser reintroduzidos perto de Mértola, momento que assinalou o início da reintrodução da espécie em Portugal com vista à reversão da situação de extinção em que se encontram estes felinos.  Prevê-se a reintrodução de pelo menos mais oito indivíduos desta espécie em Portugal. Não se admire se por estradas alentejanas vir um novo sinal de trânsito que alerta para a possível presença destes animais, afinal o atropelamento é uma das suas principais ameaças em terras espanholas vizinhas.
Mas outro casal desta espécie mudou de morada, de Silves para Lisboa. A Azahar e o Gamma poderão ser visitados por si já a partir de amanhã à tarde na "Tapada do Lince-ibérico" do Jardim Zoológico.

Poderá também perceber como tudo aconteceu vendo esta Grande reportagem "O alvorecer do Lince-ibérico em Portugal".

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Eles estão a chegar...(parte IV)


Então já adivinhou? Não? Com estas pistas vai ficar mais fácil!

São três as características que me distinguem de todos os outros animais do meu habitat:

1. No focinho tenho patilhas de pelo branco e negro

2. Na ponta de cada orelha tenho pelos rígidos negros em forma de pincel

3. A minha cauda é muito curta e com pelos negros na extremidade

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Eles estão a chegar...(parte III)

    
Sou o carnívoro mais ameaçado da Europa. 
Os desafios que enfrento são muitos e incluem por exemplo atravessar estradas construídas pelo Homem, florestas de eucalipto, poços e armadilhas que muitas vezes são fatais. Esta é uma das razões que faz com que em cada ninhada, geralmente de duas a quatro crias, apenas uma ou duas sobrevive até à independência. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Eles estão a chegar... (parte II)

Sou o felino mais ameaçado do Mundo.

No verão, protejo-me do calor e estou muito pouco ativo durante o dia. Nós os adultos, somos animais crepusculares e noturnos, tal como a nossa presa principal: o coelho-bravo.
Geralmente, as crias da minha espécie nascem na primavera, em março e abril. E no outono do ano seguinte, enfrentam um grande desafio à sua sobrevivência, é a fase de dispersão. É tempo de deixar a progenitora e partir em busca de território próprio.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Eles estão a chegar...

Este Natal é só surpresas no Jardim Zoológico!

Estão a chegar novidades fresquinhas, mas só no dia 18 de Dezembro poderemos revelar. Até lá vamos deixando algumas pistas, vamos lá ver se o leitor adivinha quem serão os novos habitantes do Zoo. 
Não sou muito grande, não ultrapasso os 14 kg de peso e 1 metro de comprimento, mas mesmo assim consigo manter outros predadores como raposas e sacarrabos, afastados do meu território. Azinheiras, sobreiros e mato alto são elementos que não podem faltar no meu habitat, o bosque mediterrânico.

Consigo trepar com facilidade pelos troncos das árvores e sou um ágil caçador.Aproximo-me silenciosamente, e pata ante pata aproximo-me o suficiente para saltar sobre a minha presa. Caço-a com uma mordida certeira na base do crânio.

Ainda não adivinhou? Amanhã voltamos com mais pistas. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Queres ganhar dias de férias de Natal no Zoo? - Parte II

Não teve tempo de escrever o conto? Não desanime pois ainda vai a tempo de ganhar um dia nos nossos campos de férias de Natal, no ATL (6 aos 16 anos) ou nos Ateliers (3 aos 5 anos) do Jardim Zoológico.

Agora que já conhecemos o conto vencedor, lançamos-lhe um segundo desafio, ilustrar o conto "O Natal da Bocas", mas neste desafio há uma condicionante, a ilustração terá que ser da criança que vai beneficiar do prémio.

Basta que enviem a ilustração digitalizada ou uma fotografia nítida do desenho para pedagogico@zoo.pt até ao dia 17/12/2014 não esquecendo de colocar o nome e a idade da criança.

No dia 19 de dezembro dilvugaremos o vencedor.

Fiquem atentos ao blogue que divulgará ainda muitas surpresas para este Natal.

Boa sorte!


O conto vencedor foi:


O NATAL DA BOCAS

Era Natal. Fazia tanto frio que até o pequeno urso polar se enroscava na sua mamã. Era normal que houvesse frio no inverno, mas este ano o frio estava a deixar os animais à beira de um ataque de nervos. Só a Bocas parecia adorar o frio que se fazia sentir. Mas porquê? Bocas era um hipopótamo. Devia gostar de calor… Isto andava a deixar os animais intrigados. Que estranho… A macaca Mimi decidiu investigar.
Mimi, munida de binóculos e com o gorro mais quentinho que tinha, roubado a um visitante incauto, começou a seguir Bocas por todo o lado quando o zoo fechava, à noite. Bocas parecia não se aperceber. Assim que o Zoo fechava Bocas abria o portão e corria desalmadamente pelo recinto. Parecia procurar qualquer coisa…ou alguém…. Mas o quê? Quem?
Mimi estava cada vez mais intrigada… Estaria a Bocas a ficar doida? Que comportamento estranho.
Isto repetia-se noite após noite…Ninguém parecia compreender o que se passava.
Na véspera de Natal a história repetiu-se, mas Bocas fez algo diferente. Depois da correria inicial saiu de uma pequena gruta escondida por trás de uns arbustos que a macaca Mimi não tinha conseguido ver com um enorme saco vermelho.
Era o saco do Pai Natal! Bocas tinha aceitado ajudar o Pai Natal a distribuir os presentes na noite de Natal pois ele sozinho não conseguia. Sempre que corria pelo Zoo queria apenas ver quanto tempo demorava a entregar todos os presentes aos animais seus amigos e nessa corrida louca não sentia o frio gélido de que todos se queixavam. O seu coração estava cheio de amor e boa vontade. Quentinho com tanto carinho! Tudo o resto não interessava.
E foi assim que Bocas conseguiu distribuir os presentes a todos os animais do Zoo enquanto a amacaca Mimi esfregava um olho… Todos receberam uma mantinha polar quentinha e uma lembrança personalizada que Bocas tinha pedido ao Pai Natal.
A macaca Mimi recebeu um espelho porque adora coisas brilhantes. A girafa Marrafa um colar de pérolas porque é muito vaidosa. A leoa Malala um voucher para um spa para descansar do trabalho que o filhote lhe dá. A suricata Mulata uma salva de prata.O crocodilo Murilo uns calções de banho para o estilo.
O Zoo rejubilava com os presentes deste ano! Bocas tinha feito deste Natal um Natal muito especial no Zoo. Todos estavam felizes!
Quem olhasse para lá nessa noite poderia observar um brilho intenso sobre o Zoo, um brilho proveniente do carinho e da felicidade de todos naquela ceia. Um brilho que espelhava o verdadeiro espírito de Natal!

Parabéns Elizabete Saragoça, ganhou um dia temático no ATL de Natal do Zoo!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ABC da Natureza

Nidícola: Que vive no ninho durante algum tempo depois de nascer e até atingir determinado estádio de desenvolvimento. As aves nidícolas saem do ovo num estado relativamente pouco desenvolvido e é por isso que têm de permanecer no ninho durante esse tempo sob a dependência dos pais.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Pezinhos de lã

Que bem que nos soa o titulo do texto com o frio que se faz sentir, mas não, não estamos a falar de pantufas! Quando ouvimos a expressão “com pezinhos de lã”, sabemos que significa andar silenciosamente. Esta é uma das qualidades principais de qualquer predador, que se não conseguir permanecer em silêncio dificilmente consegue caçar, até porque a boa audição pode ser umas das muitas adaptações das presas.

Visto que silêncio é a palavra de ordem, vamos conhecer adaptações de alguns predadores.

Todos os felinos têm pezinhos de lã, se olharmos para as suas patas vemos que são almofadadas pois permite-lhes que se aproximem das presas sem fazer barulho. Têm ainda 4 dedos nos membros posteriores e 5 nos anteriores o que lhes permite ter mais uma garra para segurar e fixar a presa. Essas garras são também retrácteis (com exceção de algumas espécies como por ex. a Chita), o que significa que estão normalmente recolhidas e são distendidas apenas quando são necessárias, são usadas para trepar e caçar.

Existem também exímios caçadores voadores, mas o prémio para o mais silencioso vai para as corujas que possuem uma plumagem muito macia que lhes permite não só eliminar a turbulência durante o voo assim como lhes proporciona uma aproximação extremamente silenciosa à presa. Esta adaptação não está presente na maioria das espécies que caçam durante o dia ou nas espécies de aves pescadoras, é evidente que o silêncio da noite origina adaptações especiais aos animais que se encontram mais ativos no crepúsculo e durante a madrugada.


Coruja-das-neves

























Visite o Jardim Zoológico, veja ao vivo uma grande diversidade de felinos e assista ainda ao voo silencioso da Coruja-das-neves na apresentação do Bosque Encantado. Aproveite ainda para inscrever as crianças nos nossos campos de férias de Natal, quem sabe no dia "Pezinhos de lã". Mais informação aqui.