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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Já que estamos no Natal, falemos de renas...


A Rena (Rangifer tarandus) é um cervídeo de grande porte, encontrado na América do Norte, na Europa e Ásia do Norte e na Gronelândia.
Sempre que o verão se aproxima, as manadas de renas migram para norte. Os machos podem medir até 215 cm de altura e pesar cerca de 170 kg.
As renas domésticas são habitualmente mais baixas e mais pesadas. Tanto os machos como as fêmeas possuem hastes, mas conseguimos perfeitamente distinguir os géneros pelo tamanho não só das hastes que são muito maiores nos machos como pelo seu porte e altura, as fêmeas são sempre mais pequenas.
Os cascos das renas são únicos porque se conseguem adaptar às condições meteorológicas sazonais. No verão, quando o terreno é mais macio, os fundos dos cascos das renas funcionam como esponjas para fornecer tração. No inverno, as extremidades dos cascos ficam salientes, o que lhes permite perfurar o gelo e evitar que escorreguem. Durante o inverno, as renas chegam mesmo a utilizar os cascos para escavarem as profundas camadas de neve para procurarem um dos seus alimentos favoritos, os líquenes.

Sabia que as renas têm sentidos apuradíssimos? A neve reflecte cerca de 90% dos raios UV e estes animais conseguem ver claramente com pouca luz e em ambientes muito brancos, onde os objectos se confundem com a paisagem pois conseguem ver os raios ultravioleta.

O olfato é outra ferramenta importante para encontrarem alimento debaixo da neve, daí o seu ser também mais apurado.
Por todas estas características foram domesticadas pelos povos do ártico sendo essenciais para a sua sobrevivência pois fornecem leite, carne, peles para a confeção de vestuário e ainda usam a sua força para puxar os trenós.

Sabia que a lenda do trenó do Pai Natal puxado por 8 renas tem origem na mitologia nórdica?

Durante as festividades do Solstício de inverno (Jul ou Yule) que se celebra entre 21 e 31 de dezembro, O Deus Odin viaja pelo céu com seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Nos tempos antigos, as crianças germânicas e nórdicas deixavam as suas botas na janela cheias de açúcar para o cavalo Sleipnir. 
Em retribuição, Odin deixava um presente como gentileza, daqui vem a tradicional bota pendurada na chaminé. Nos tempos modernos, Sleipnir foi transformado nas renas e o barbudo Odin acabou transformado no simpático Pai Natal. Até hoje existe uma estátua de Odin (ou Thor) na Noruega, que a Igreja acabou por transformar na estátua de "São Nicolau".

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