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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O pinheiro de Natal

Muitas são as lendas que explicam a origem de enfeitar o pinheiro de Natal. Sabemos que a maioria das tradições natalícias têm origem na mitologia pagã nórdica, a decoração do pinheiro de Natal não é exceção. 

Os pinheiros sempre foram homenageados pelas nações antigas da Europa. Como são plantas perenes (cujas folhas duram o ano todo), eles simbolizam a vegetação que nunca morre e são considerados sagrados para as divindades da natureza.
Os sacerdotes pagãos nórdicos, quando celebravam o equinócio da primavera, erguiam em suas mãos galhos de pinheiros ornamentados. Há uma forte probabilidade de que o costume agora cristão de iluminar árvores de Natal seja um eco do costume pagão de considerar o pinheiro como símbolo de um festival solar.Existem muitas outras lendas que explicam esta tradição de decorar o pinheiro no Natal, uma delas conta que existiam 3 árvores junto à caverna onde Jesus nasceu. A oliveira que presenteou o Salvador com os seus frutos dourados. A palmeira que ofereceu a sua sombra protegendo-O das tempestades e do calor do sol e o pinheiro que se encontrava muito triste pois nada tinha para oferecer, derramando lágrimas de resina que escorriam pelo seu tronco. Uma estrela ao aperceber-se de tamanha tristeza decidiu operar um milagre e fez cair do céu uma chuva de estrelas nos ramos da árvore que se iluminou, oferendo luz ao menino Jesus. Até hoje decoramos o pinheiro de Natal com luzes e uma estrela no topo.


O pinheiro-manso e o pinheiro-bravo são árvores de folha perene presentes na flora portuguesa.

O pinheiro-bravo na Península Ibérica é o pinheiro de mais rápido crescimento e pode viver até aos 300 anos.Prefere solos soltos e arenosos e é bastante resistente à seca e geada. Ocorre desde o nível do mar até 1000 m de altitude.A madeira do pinheiro-bravo é geralmente utilizada para mobiliário. A sua resina que é extraída enquanto a árvore é viva, tem muita utilidade na produção de água-rás e perfumes. Na medicina natural a infusão dos rebentos é usada para combater o catarro e bronquites, sendo um bom anti-séptico e balsâmico.

Pinheiro-bravo
O pinheiro-manso é uma árvore que tem preferência por solos frescos, profundos e arenosos, adaptando-se mesmo a areais marítimos e dunas. Prefere boa luminosidade e temperaturas quentes, não suportando geadas fortes e contínuas. É comum encontrá-lo entre o nível do mar e os 1000 metros de altitude.Muito associado às plantações de pinheiro-manso surge o Coelho-bravo, que nestes solos arenosos encontra boas condições para escavar as suas tocas, alimentando-se das plantas que se desenvolvem sob as árvores. É importante lembrar que estas populações de Coelho são muito favoráveis à ocorrência de diversas espécies de predadores como o Lince-ibérico e algumas espécies de aves de rapina.




Pinheiro-manso
O centro pedagógico deseja a todos os leitores um santo e abençoado Natal.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Skype-a-Thon




Nos dias 3 e 4 de dezembro o Jardim Zoológico juntou-se à maior iniciativa de Skype promovida pela Microsoft Educação!

Skype-a-Thon pretendeu juntar via Skype o máximo número de pessoas possíveis durante estes dois dias. A Escola Global e Jardim Zoológico participam no desafio Skype-a-Thon e realizaram as primeiras visitas virtuais! Foram 2.065 Km em 2 dias e 7 visitas virtuais desde o Pré Escolar, o 1º, 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico.


O Maestro Grilo desafiou os alunos do Pré Escolar a formar a sua orquestra com os animais do ZOO

Enquanto os nossos Educadores Zoológicos Tiago e Diogo deram uma Aula Virtual aos alunos do 1º, 2º e 3º ciclo. Vejam só as imagens:
 



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Zoo vai à escola (também em modo virtual)



O Projeto “O Zoo vai à Escola” tem um novo fôlego. Agora, este programa educativo que consistia em sessões temáticas e atividades educativas lúdicas realizadas por educadores do Jardim zoológico na escola, ganhou um novo ânimo. O Zoo agora vai também à escola virtualmente. Este projeto único no país pretende aproximar os estudantes dos animais do Jardim Zoológico de Lisboa através de programas educativos por videoconferência, aplicando as potencialidades da tecnologia.

Foram 16 os alunos do grupo de Educação Especial da Escola EB 2,3 Poeta Bernardo de Passos e da Escola Secundária José Belchior de São Brás de Alportel, no Algarve, que inauguraram este programa no dia 1 de dezembro. A temática dos Mamíferos foi escolhida para dar início a um conjunto de cinco sessões onde os alunos de São Brás de Alportel vão poder explorar também outras temáticas como as aves, os répteis e anfíbios e os artrópodes. No final, estes alunos vão ainda consolidar todos estes conhecimentos no Jardim Zoológico, quando tiverem oportunidade de ver tudo de novo, desta vez fisicamente num programa educativo escolar com um dos nossos Educadores Zoológicos. Veja a notícia aqui.

O Programa Educativo do Jardim Zoológico, para escolas, é reconhecido pelo Ministério de Educação pelo paralelismo pedagógico entre os conteúdos veiculados e os curricula escolares para além de desempenhar um importante papel  no âmbito da Educação Ambiental na educação pré escolar, nos ensinos básico e secundário. Esta iniciativa pioneira em Portugal está disponível para todas as escolas do ensino pré escolar ao ensino secundário.

Durante as sessões os Educadores do Zoo irão dar uma aula ao vivo, junto às instalações das várias espécies que aqui habitam, numa perspectiva de contextualização das aprendizagens desenvolvidas na sala de aula. 
Pode marcar a sua aula virtual ao Jardim Zoológico aqui.




sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Animais de outono

Afinal o outono também é uma época de abundância ao contrário do que pensamos ao contemplar as árvores nuas e as folhas secas no chão.

Enquanto as árvores de folha caduca perdem as suas folhas ao sabor do vento frio que já se faz sentir nesta estação, muito mais do que imaginamos acontece no bosque mediterrânico.
É uma boa altura para se observar a vida selvagem, apesar do frio que se começa a fazer sentir, a natureza está repleta de bons alimentos como diversos frutos vermelhos e tal como as folhas, as castanhas e as bolotas começam a cair, o que atrai bastantes animais à procura de alimento para armazenar para o Inverno que se avizinha.
Esquilo-vermelho
Não são só os conhecidos esquilos que aproveitam esta abundância de frutos secos e podem mais facilmente ser avistados nesta estação do ano.

Durante o Outono nos montados de azinho e sobro o veado (Cervus elaphus hispanicus) encontra um importante recurso alimentar - a bolota. Além disso é nesta estação do ano, de finais de Setembro a Novembro, que acontece a famosa brama dos veados. A brama acontece durante o período reprodutivo dos veados. Nesta altura, os machos escolhem locais descampados e vocalizam bastante alto lutando uns com os outros. Estes comportamentos servem para defender territórios com melhores condições e para atrair as fêmeas. Os melhores períodos de observação são ao final do dia, ou de madrugada antes do sol nascer.
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Veado-vermelho
Outro símbolo da mudança de estação, tal como acontece na primavera, é a chegada de aves invernantes ou migratórias que passam pelo nosso país. A chegada das estações frias não representa apenas a partida de muitas espécies de aves para territórios mais quentes, como África, mas também a chegada de muitas outras que nidificam habitualmente em países onde a neve faz escassear os alimentos, como no Norte da Europa. Estas aves rumam para o sul da Europa, sendo o nosso país um dos eleitos para passarem o Inverno.

Abibe

São imensas as espécies que por aqui passam ou ficam durante o Inverno, mas uma das primeiras a chegar é o Abibe (Vanellus vanellus) mais conhecida entre nós como Ave-fria, precisamente porque anuncia a chegada do tempo frio.

Não se deixe intimidar pelo frio que se avizinha e sempre que puder dê um passeio pela natureza, há muito para ver. Se não conseguir ir tão longe, venha ao Jardim Zoológico, a natureza aqui também espera por si sempre com muitas novidades seja qual for a estação do ano.

domingo, 1 de novembro de 2015

Doce ou travessura? No Zoo a tradição é outra...

Há quem peça pão por Deus e ainda os que preferem a brincadeira do doce ou travessura, mas no Jardim Zoológico, com ou sem abóboras, a tradição é outra. 

Aproveitámos a temática do Halloween para diversificar o enriquecimento ambiental e torná-lo ainda mais criativo, desta forma os animais beneficiam e em simultâneo sensibilizamos o público de uma forma apelativa para a nossa missão principal, a conservação da natureza. 

Mais do que uma tradição, o enriquecimento ambiental deve ser cumprido religiosamente se falamos de conservação e bem-estar animal. Ao contrário do que se pensa, este processo não consiste em enriquecer as instalações dos animais de forma a torná-las semelhantes ao seu habitat natural, mas consiste antes em criar 
itens que permitam que os animais se sintam confortáveis estimulando os seus comportamentos naturais. Com o enriquecimento ambiental pretende-se que o animal utilize os seus recursos, como as garras para rasgar, os sentidos mais apurados ou mesmo a urina para marcar território, da mesma forma como faria na natureza. Isto, permite não só mantê-los selvagens, como aumenta o seu índice de bem-estar o que na maioria das vezes é sinónimo de elevadas taxas de reprodução. 

Para além de todas as vantagens enumeradas ainda existe mais uma, o aumento do sucesso das reintroduções na natureza; animais que, apesar de estarem sob cuidados humanos, permanecem selvagens fazendo usufruto dos seus recursos para caçar, procurar alimento ou construir tocas e ninhos adaptam-se melhor na natureza caso um dia sejam reintroduzidos. 

Portanto seja Natal, Páscoa ou Halloween, o Enriquecimento Ambiental é um processo dinâmico que faz parte do nosso dia-a-dia. 

Doce ou travessura? 

Doces, muitos doces, delicie-se com as fotografias de alguns dos nossos enriquecimentos de Halloween.

Tigre-branco

Lémure-de-cauda-anelada

Gibão-de-mãos-brancas

Suricatas

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Concurso nacional de escolas - “NÓS PELO LINCE e O LINCE POR NÓS”


No dia aberto ao professor, que decorreu no passado dia 11 de Outubro no Centro pedagógico do Jardim Zoológico, para além da mostra de programas educativos escolares foi também lançado o concurso nacional de escolas para o ano letivo 2015/2016 intitulado “NÓS PELO LINCE e O LINCE POR NÓS”. Foram 70 os professores que ficaram a conhecer a nossa vasta oferta de programas para escolas e que ainda puderam esclarecer todas as suas questões sobre o novo concurso nacional de escolas.


Com este concurso pretendemos não apenas sensibilizar, mas principalmente motivar a população escolar  a agir, elaborando de raiz uma campanha de sensibilização ambiental sobre a importância da conservação desta espécie tão ameaçada. O desafio não é nós fazermos educação ambiental mas sim vocês, alunos com o apoio dos vossos professores transformarem-se em educadores ambientais dentro da vossa comunidade.

Como membros ativos da EAZA decidimos enquadrar a temática deste ano do concurso nacional de escolas na mais recente campanha “Let it Grow” que consiste em sensibilizar a população para a biodiversidade local.

É neste contexto que o Jardim Zoológico, em parceria com a Associação Iberlinx, a Associação Bandeira Azul para a Europa (ABAE) - através do programa Eco-Escolas e a Direção Geral de Educação (DGE) lança o concurso nacional para escolas “NÓS PELO LINCE e O LINCE POR NÓS” dirigido a alunos da Educação Pré-escolar, Ensino Básico e Ensino Secundário e Profissional, a fim de promover a conservação da nossa biodiversidade, através de uma proposta de elaboração de uma campanha de sensibilização dirigida à comunidade.
Pretende-se que o lince – ibérico retome a sua função nos ecossistemas mediterrânicos, da qual decorre o seu valor natural.
Inegável é também o seu valor, estético e cultural. A generalidade do público valoriza a espécie pela sua beleza e valor simbólico, mas também porque reconhece que os territórios onde o lince – ibérico utiliza são espaços de elevado valor natural. É neste quadro tão característico do sul e interior de Portugal que encontramos os montados e florestas de azinheira e sobreiro . E Portugal é o maior produtor mundial de cortiça; o seu valor socio-económico é inquestionável: permite manter o emprego e contribui para o equilíbrio no mundo rural.
A ocorrência do lince-ibérico representa a conservação destes ecossistemas, uma vez que as condições que permitem essa ocorrência indicam um bom estado de conservação global, destes valores, com interesse para toda a Humanidade.

Poderá ler mais sobre o enquadramento teórico deste concurso e fazer a inscrição dos seus alunos aqui.


Poderá ainda encontrar mais informações e manter-se atualizado na página oficial do concurso nacional deescolas do facebook.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dia das Bandeiras Verdes

A Associação Bandeira Azul da Europa, (ABAE/FEE Portugal) e a Câmara Municipal de Torres Vedras recebem hoje na Expotorres mais de 4000 pessoas para premiar as escolas que durante o ano apresentaram os melhores trabalhos nos diversos desafios Eco-Escolas 2015. 


Este dia marcará ainda o início das comemorações dos 20 anos das Eco-Escolas em Portugal. 

Hoje em Torres Vedras estão cerca de 4000 pessoas, entre alunos, professores, municípios e outros convidados, que poderão usufruir de um programa diversificado onde o mote é a sustentabilidade. A partir das 9.30 e até às 13h decorrerá uma Eco-Mostra na qual estarão representadas cerca de uma centena de entidades relacionadas com o Ambiente através de exposições, jogos, ateliers, sendo uma delas o Jardim Zoológico,  entidade parceira do programa Eco- escolas. 

A sessão da tarde conta com atuações de diversas escolas e ainda da Foco Musical e do "Zoi o super herói". 
Termina com a entrega do galardão bandeira verde que distingue como EcoEscolas os 1236 estabelecimentos de ensino que durante o ano provaram ter em curso um programa coerente e de qualidade que segue uma metodologia participativa de construção da sustentabilidade

domingo, 4 de outubro de 2015

4 de outubro - Dia mundial do Animal

Em 1931 em Genebra aconteceu uma convenção ecológica que determinou que no dia 4 de outubro se comemoraria o Dia mundial do animal, desde então este dia tem sido celebrado por todo o mundo sensibilizando e relembrando as populações para a importância da preservação e conservação, não só dos animais mas de todas as formas de vida. Curiosamente sinaliza-se também a 4 de outubro o dia do médico veterinário. A justificação da data prende-se com o facto de ser também este o dia de S. Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais.

A necessidade de conservação da biodiversidade é justificada através de argumentos de carácter utilitário, científico e ético. Os primeiros dizem respeito à utilidade que podemos fazer dos seres vivos. Efectivamente eles podem ser utilizados na nossa alimentação, no tratamento de doenças, no controle de pragas, na indústria,etc. Por outro lado os seres vivos têm um importante papel ecológico (fotossíntese, formação e manutenção dos solos, ciclo dos nutrientes, ciclo hidrológico), têm valor valor estético, pelo que a sua conservação se reveste de considerável importância. Mas não são estes os valores que gostamos de considerar, qualquer visão meramente utilitária ou estética da natureza pode conduzir a um especismo que resulta num abuso desmedido dos recursos naturais, colocando o ser humano numa posição superior relativamente às outras formas de vida. Sair de uma perspetiva antropocêntrica no que diz respeito ao conceito de vida é urgente. O ecocentrismo defende que devemos pensar de uma forma mais holística, considerando a vida humana como parte de um todo, o ecossistema, composto ele próprio de variadas formas de vida todas com igual valor.
Infelizmente, o crescimento da população humana, o consumo intensivo dos recursos biológicos e o desenvolvimento de um sistema económico que não valoriza o ambiente e os seus recursos está a colocar em perigo de extinção diversas espécies de seres vivos contribuindo para a redução da biodiversidade como a sobrexploração de recursos, a introdução desmedida de espécies inavasoras, a poluição que provoca alterações climáticas, a fragmentação e consequente destruição dos habitats. Um espécie encontra-se em perigo de extinção quando a sua taxa de mortalidade excede a natalidade da sua população.


Elefante-africano

O ideal seria conseguir-se reverter este processo apenas com a conservação in situ, através de áreas protegidas e reservas naturais, mas realidade mostra que cada vez mais a conservação ex situ ganha importância, não só porque um dos seus objetivos finais será a reintrodução de espécies ameaçadas em habitat natural, mas também porque permite promover junto dos centros urbanos maior consciência ecológica através da educação ambiental.

É isto que nós, Jardim Zoológico pretendemos continuar a fazer, alertar, sensibilizar e educar para a Conservação da Biodiversidade, sendo em simultâneo uma "casa" para os mais de 2000 animais que estão sob o nosso cuidado.

Se quiser aprofundar os seus conhecimentos sobre estas e outrras problemáticas participe no nosso Workshop "2011-2020 Biodiversidade- Educar para conservar". A próxima edição é de 16 a 18 de outubro. Veja toda a informação detalhada e inscreva-se aqui.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dia aberto ao Professor

No dia 5 de Outubro é Dia Mundial do Professor e o Centro Pedagógico do Jardim Zoológico vai celebrá-lo no fim de semana seguinte oferecendo no dia 11 de outubro aos professores a oportunidade de participar em atividades gratuitas e exclusivas apresentando assim o programa educativo para 2015/2016.

O Centro Pedagógico dispõe de uma equipa de educação diversificada e altamente qualificada, oferecendo sessões de aprendizagem únicas para todos os anos escolares. Ligadas ao currículo escolar, o nosso objetivo é oferecer experiências interativas, utilizando recursos como materiais zoológicos, bio-factos, recursos multimédia e como não podia deixar de ser o nosso maior recurso, o Jardim Zoológico. 
Cada ciclo de escolaridade tem programas educativos adequados aos conteúdos curriculares para um melhor aproveitamento por parte do professor e alunos da sua visita ao Zoo.

Todo o programa é concretizado através de atividades diversas, enquanto elemento de ligação entre as escolas e o mundo real, numa perspetiva de contextualização das aprendizagens desenvolvidas na sala de aula – desde encontros com tratadores, a visitas guiadas temáticas ou ainda as oficinas zoológicas!
Este ano apresentamos ainda uma novidade- À noite no Zoo- se ficou curioso leia tudo sobre este programa aqui

Com a nossa equipa técnica, os professores encontram aqui uma ferramenta fundamental para complementarem os currículos escolares, levando os seus alunos numa verdadeira aventura pela biodiversidade!
Todos os nosso programas educativos escolares são gratuitos e reconhecidos pelo Ministério da Educação.




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O Jardim Zoológico como ponte entre a escola e a ciência

Já se encontra aberto o período de candidaturas para a edição 2015/16 do projeto “A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul”.



“A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul” é um projeto adequado às orientações curriculares do ensino secundário e às competências a atingir pelos alunos neste ciclo de ensino. Aproxima os estudantes do mundo da investigação científica e permite-lhes uma escolha mais esclarecida em relação aos cursos superiores na área das ciências, e nomeadamente das ciências do mar.

Visto que este projeto tem como objetivo colocar os estudantes do Ensino Secundário com instituições que promovam a investigação científica estes poderão desenvolver um trabalho no Jardim Zoológico com os animais marinhos presentes na sua coleção. 




O Jardim Zoológico apresenta hoje 3 missões principais: Conservação, Educação e Investigação cujos objetivos se cruzam com as competências a adquirir durante este trabalho de investigação, entre as quais destacamos a promoção da literacia científica ao nível da biodiversidade, mais especificamente sobre comportamento animal; o aumento do conhecimento dos estudantes sobre elaboração de um projeto de investigação; o desenvolvimento de competências ao nível da interpretação, raciocínio e pensamento lógico e o contacto entre os alunos e funcionários do JZ que têm parte ativa na investigação.

Até 9 de Outubro as escolas poderão candidatar-se para participar no projeto e integrar as investigações no site da EMEPC.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Conservação que vai para além do perímetro de Sete Rios

No mês em que se comemorou a Conservação da Natureza foi dado um importante passo para a conservação de uma espécie em vias de extinção – o Leopardo-da-pérsia (Panthera pardus saxicolor).

Socchi
Este foi o dia escolhido para a transferência de um Leopardo-da-pérsia, ao abrigo do Programa de Reintrodução, para Sochi, na Rússia. Este animal, de nome Simbad é um jovem macho nascido em França, no Parc des Félins. Será acompanhado durante a sua viagem por Grégory Breton, responsável zoológico do parque, e irá receber à chegada o apoio da equipa do centro.
Dentro dos moldes do projecto, este animal será ambientado à vida selvagem, para mais tarde, quando estiver pronto, ser liberto nesta vasta reserva natural.É importante passar a mensagem de que o trabalho do Jardim Zoológico não termina no perímetro de Sete Rios mas que se estende até às zonas de distribuição dos diferentes animais, através de projectos de conservação in-situ.

Todos os projectos de reintrodução são importantes, no entanto, o Jardim Zoológico nutre um carinho especial por este projecto de Reintrodução do Leopardo-da-pérsia uma vez que coopera activamente com o mesmo. Após um intenso e positivo trabalho com surpreendentes resultados na reprodução destes animais, o curador de mamíferos do Jardim Zoológico, José Dias Ferreira, foi nomeado coordenador europeu do programa de reprodução desta subespécie – EEP. No âmbito deste projecto foi também posteriormente convidado para dar formação aos técnicos russos sobre como se processa o maneio dos animais.

Casal reintroduzido pelo Jardim Zoológico
Em Outubro de 2012 foi enviado de Lisboa, um casal de Leopardos-da-pérsia para o Centro de Reprodução e Reintrodução, em Sochi, na Rússia. Quis-se deste modo acelerar o processo de reprodução e reintrodução através do envio de um casal já formado e que tinha apresentado impressionantes resultados de reprodução – já tinha gerado 8 crias. Passado cerca de nove meses após a transferência para a Rússia, foi comunicado que teria nascido outra ninhada. A reprodução destes animais representou um marco muito importante na conservação, uma vez que há 50 anos que não se registavam nascimentos desta subespécie no país. Após este parto, o casal voltou ainda a reproduzir-se mais uma vez.

De forma a enriquecer o conjunto genético das espécies sob cuidado humano, ao regressar a França, no dia 2 de Agosto, Grégory Breton far-se-á acompanhar por Grom, um jovem macho que se irá reproduzir com Fatma, uma fêmea do Parc des Félins. Este macho nasceu no centro de reprodução e a sua informação genética não está representada nos Zoos da Europa. Deste modo conseguir-se-á aumentar a variabilidade genética dos animais presentes em parques zoológicos.

O Leopardo-da-pérsia está classificado pelo IUCN como estando em Perigo de extinção. Estes animais são ameaçados pela redução do seu habitat, pela caça para o comércio ilegal da pele e dos ossos e pela perseguição directa, por ser considerado um predador de gado doméstico e uma ameaça às povoações.

Conseguir reintroduzir esta subespécie é fundamental para garantir a sua sobrevivência na natureza e o Jardim Zoológico orgulha-se de, mais uma vez, estar a contribuir directamente para a conservação da biodiversidade.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Nasceram 2 crias de Flamingo-rubro

Os flamingos são aves pernaltas inconfundíveis. Sendo muito parecidos entre si, os machos e as fêmeas não se distinguem pela aparência. Já as suas crias, com plumagem acinzentada, são fáceis de identificar a olho nú. Esta ave pernalta está adaptada à vida em águas pouco profundas e o seu bico é um excelente filtrador dos microorganismos de que se alimenta. É comum serem vistos a descansar apoiados apenas numa das patas, sendo esta uma posição confortável.
Flamingo-rubro (Phoenicopterus-ruber)
 Vivem em ruidosas colónias em que os animais parecem ensaiados. Movimentam-se em conjunto para um lado e para o outro e até os rituais de acasalamento são executados em grupo. Voam com muita facilidade porque são muito leves e têm asas grandes e fazem-no em grupos de centenas ou milhares de aves. Abrem as asas, estendem o pescoço e andam em conjunto enquanto movem a cabeça para trás e para a frente em movimentos sincronizados. Estas exibições coletivas parecem promover o acasalamento quase simultâneo da colónia, no entanto são animais monogâmicos que formam casais durante toda a sua vida. Os ninhos construídos na água, são feitos de lama em forma de taça achatada e relativamente próximos uns dos outros mas, suficientemente espaçados para que não haja bicadas indesejáveis. Cada casal incuba o seu ovo e defende o seu ninho. Nos primeiros dias de vida, a cria é alimentada com uma substância muito nutritiva produzida pelos progenitores, a que se chama “leite de papo”, apesar da sua cor avermelhada.
Cria de flamingo-rubro
Uns dias depois da eclosão dos ovos da colónia, formam-se verdadeiras “creches” de pequenos flamingos em que todas as crias são mantidas juntas. Cada casal reconhece o seu filhote através de chamamentos. Algumas semanas depois, as pequenas crias já se conseguem alimentar sozinhas e, mais tarde, depois dos 3 anos de idade já se podem reproduzir. Venha ao Jardim Zoológico conhecer as 2 novas crias de flamingo-rubro que já acompanham o grupo de 38 animais nas suas deslocações pela instalação.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Vem passar as férias no Zoo

Se já estás de férias e não queres ficar em casa, se gostas de animais e de fazer novos amigos, se adoras brincar o dia todo ao ar livre e aprender coisas novas então os campos de férias do Jardim Zoológico são ideais para ti.

Aqui poderás aprender tudo sobre a biodiversidade, através de jogos muito divertidos e dinâmicos ou perguntando aos tratadores curiosidades sobre os teus animais favoritos. 

Os nossos animadores certificam-se que sais daqui um verdadeiro embaixador da natureza ajudando na conservação da biodiversidade, não é em qualquer lado que podes fazer tanta diferença no futuro do nosso planeta, basta que te divirtas, aprendas e ensines depois aos teus colegas e amigos tudo o que aqui aprendeste. Assim estarás a ser um verdadeiro herói, ajudando a conservar a Natureza.

Pensas que ainda és muito novo? Se tens entre 3 e 5 anos podes inscrever-te nos Ateliers de férias do Zoo. E se achas que já és velho para estas brincadeiras ficas a saber que o nosso ATL do Zoo também tem participantes com 16 anos, a inscrição faz-se aqui.

Boas férias!



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Dia Mundial do Ambiente 2015 Sete mil milhões de sonhos. Um planeta. Consuma com moderação.




Desde 1972, que se celebra hoje, dia 5 de junho, o Dia Mundial do Ambiente. Todos os anos, o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) lança um novo tema para este dia. O objectivo é que, a cada ano, seja discutido um tema específico e criadas estratégias e medidas globais a favor do Ambiente.
Este evento – o Dia Mundial do Ambiente , é comemorado em mais de 100 países diferentes, que concentram esforços para promover a consciencialização mundial para questões ambientais específicas.

Em 2015, «Sete mil milhões de Sonhos. Um só Planeta. Consuma com moderação!»  foi o tema escolhido, e visa realçar o impacto das atividades humanas sobre o Planeta. Hoje, dia 5 de junho de 2015, faz-se uma chamada de atenção global para a consequência das nossas ações sobre o Planeta.

As nossas atividades económicas e os nossos padrões de consumo, refletem-se muito facilmente de forma negativa sobre a Terra. O equilíbrio dos ecossistemas terrestres e marinhos é constantemente abalado pelo Homem. Pelas suas pequenas ações diárias e hábitos enraizados que se revelam muitíssimo prejudiciais para o Ambiente e em última instância para nós próprios.

O Dia Mundial do Ambiente 2015, tem como missão recordar-nos disso mesmo. A forma como o Homem gere os recursos naturais do planeta influencia diretamente o bem-estar da humanidade. Todos contamos. E tudo o que fazemos importa. As nossas escolhas, a cada minuto, influenciam a vida de pessoas, animais, habitats, e toda a Natureza.
 A Sociedade Ponto Verde, um valioso parceiro nesta missão, juntou-se ao Jardim Zoológico não só para celebrar o seu aniversário, mas também para marcar este dia. No Bosque Encantado do Jardim Zoológico, toda a dinâmica da separação de resíduos e a reciclagem são tratadas de forma divertida para que ninguém se esqueça do que tem a fazer quando, por exemplo, acabar um pacote de sumo ou imprimir uma folha de que já não precisa. Os 3 R’s continuam a ser uma das máximas mais valiosas das boas práticas ambientais: Reduzir, reutilizar e reciclar.

Ainda não reduziste o teu consumo? De água, de electricidade, mas também de embalagens de plástico e tantos outros materiais. Começa já! Conheces alguém que ainda não faz separação de lixo e não utiliza o ecoponto? Explica-lhe a importância destes pequenos gestos e como eles se tornam aliados fundamentais para a conservação da Natureza!

Faz de todos os dias, o Dia Mundial do Ambiente!

Junta-te ao Jardim Zoológico e à Sociedade Ponto Verde até dia 7 de Junho, e diverte-te a reciclar no Bosque Encantado.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dia mundial da criança

No dia em que celebramos o dia da criança dificilmente haverá melhor presente do que trazer as crianças ao Jardim Zoológico. O mundo animal tem um encanto especial para as crianças que o vêem como quase mágico. Rodeados de uma imensidão de fauna e flora as crianças sentem-se mais livres quando estão em contato com a natureza e a cada esquina espreita um animal diferente ou uma cria nova, lembrando-nos que hoje é dia de festejar a infância.

Hipopótamo-comum
Não há palavras que descrevam a sensação mágica de conseguir ver o pequeno canguru a espreitar da bolsa da sua mãe, a cria pendurada nas costas da mãe Gorila ou o pequeno hipopótamo a vir à superfície tomar fôlego porque decidiu mamar debaixo de água, tal como a sua criança, as nossas crias também são aventureiras.

Sabia que as crias do canguru-de-bennet nascem com menos de 1 cm e arrastam-se para dentro da bolsa marsupial da mãe para terminar o seu desenvolvimento? É lá que passam 9 meses a mamar e que crescem muito, alimentando-se de leite materno, a partir de 1 ano já se aventuram a sair da bolsa, mas regressam sempre que precisam de mamar ou quando procuram refúgio.

Canguru-de-bennet
Visitar o Zoo não é só um passeio agradável, é também uma oportunidade de aprender mais sobre os animais através dos conteúdos disponibilizados nas placas e painéis informativos e claro, sensibilizando-se para a conservação das espécies.

Há sempre crias novas e juvenis nos grupos dos Chimpanzés ou das Girafas; nos primeiros é sempre curioso ficar um tempo a observar os seus comportamentos, com brincadeiras tão semelhantes com as das nossas crianças, que parecem brincar à apanhada umas com as outras ou experimentando brincadeiras novas com paus e com frutas que se encontram ao seu redor.  

Já nas Girafas temos que estar mais atentos para perceber os comportamentos das crias, como nós que nos colocamos debaixo das saias da mãe quando temos medo, também é habitual vermos as crias colocarem-se debaixo da barriga da mãe Girafa se se sentem assustadas. 
Sabia que as girafas quando nascem caiem de uma altura de quase 2 metros? Pois é, mas não se preocupe que não se magoam, a Girafa durante o parto este em pé e a cria cerca de 1 hora depois já se equilibra e já consegue andar.
Girafa-de-angola

E lembre-se, com a sua visita está a contribuir para um projeto de conservação!