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domingo, 1 de novembro de 2015

Doce ou travessura? No Zoo a tradição é outra...

Há quem peça pão por Deus e ainda os que preferem a brincadeira do doce ou travessura, mas no Jardim Zoológico, com ou sem abóboras, a tradição é outra. 

Aproveitámos a temática do Halloween para diversificar o enriquecimento ambiental e torná-lo ainda mais criativo, desta forma os animais beneficiam e em simultâneo sensibilizamos o público de uma forma apelativa para a nossa missão principal, a conservação da natureza. 

Mais do que uma tradição, o enriquecimento ambiental deve ser cumprido religiosamente se falamos de conservação e bem-estar animal. Ao contrário do que se pensa, este processo não consiste em enriquecer as instalações dos animais de forma a torná-las semelhantes ao seu habitat natural, mas consiste antes em criar 
itens que permitam que os animais se sintam confortáveis estimulando os seus comportamentos naturais. Com o enriquecimento ambiental pretende-se que o animal utilize os seus recursos, como as garras para rasgar, os sentidos mais apurados ou mesmo a urina para marcar território, da mesma forma como faria na natureza. Isto, permite não só mantê-los selvagens, como aumenta o seu índice de bem-estar o que na maioria das vezes é sinónimo de elevadas taxas de reprodução. 

Para além de todas as vantagens enumeradas ainda existe mais uma, o aumento do sucesso das reintroduções na natureza; animais que, apesar de estarem sob cuidados humanos, permanecem selvagens fazendo usufruto dos seus recursos para caçar, procurar alimento ou construir tocas e ninhos adaptam-se melhor na natureza caso um dia sejam reintroduzidos. 

Portanto seja Natal, Páscoa ou Halloween, o Enriquecimento Ambiental é um processo dinâmico que faz parte do nosso dia-a-dia. 

Doce ou travessura? 

Doces, muitos doces, delicie-se com as fotografias de alguns dos nossos enriquecimentos de Halloween.

Tigre-branco

Lémure-de-cauda-anelada

Gibão-de-mãos-brancas

Suricatas

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