Quando seres vivos que não têm um ancestral comum desenvolvem independentemente características semelhantes diz-se que tiveram uma evolução convergente. Mas como é que isso acontece? A seleção natural favorece as mutações que originam adaptações morfológicas, fisiológicas e comportamentais mais adequadas para um determinado ambiente.
As características que resultam deste tipo de evolução são designadas por estruturas análogas, isto é, têm origem embrionária e estrutura anatómica diferentes, mas possuem forma e/ou função semelhantes.
Vejamos o exemplo da forma corporal do golfinho, do tubarão e da tartaruga-marinha. Todos partilham o mesmo habitat, no qual se deslocam através da natação auxiliada pela presença de barbatanas e corpo hidrodinâmico, contudo não tiveram o mesmo ancestral e pertencem a classes diferentes: o golfinho à Classe Mammalia, o Tubarão à Classe Chondrichthyes e a Tartaruga-marinha à Classe Reptilia.

Nas plantas também existem vários exemplos deste fenómeno, como o dos espinhos da laranjeira e dos acúleos da roseira. Estes surgiram de modo independente ao longo da evolução, mas ambas as estruturas protegem a planta contra a herbivoria.
Existem muitos outros casos de convergência evolutiva… se quiseres saber mais sobre este assunto podes por exemplo consultar o Map of Life - Convergent Evolution Online disponível em http://www.mapoflife.org/index/.